A Assembleia Legislativa do Estado (AL) criou um índice para medir o desenvolvimento dos 141 municípios mato-grossenses. Na prática, o Índice de Desenvolvimento Social Municipal (IDS-M) segue a mesma metodologia do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano -, ao mensurar resultados obtidos pela educação, renda e expectativa de vida para traçar uma escala de qualidade em cada cidade. A novidade do índice mato-grossense, segundo a AL, está na inclusão do desenvolvimento sustentável em meio aos outros três critérios.
Apresentado ontem à tarde, o índice causou polêmica. É que os deputados pretendem utilizar o IDS-M para distribuir os repasses do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Com escala que varia de zero a um, quanto mais próximo de zero, - o que indica que o município está sob péssimas condições de vida -, maior seria o valor do ICMS repassado.
O presidente da Assembleia, Mário Savi, reconhece que terá problemas, caso o índice realmente oriente os repasses do imposto. “Vamos ter problemas porque nenhum município quer perder recurso”, salienta. Mas admite que é necessária a distribuição equilibrada dos recursos. “Tem município que não está nem conseguindo dar contrapartida nos projetos de obras por falta de recursos”, enfatiza Savi.
No ranking entre os 141 municípios, Alto Taquari, distante a 479 quilômetros de Cuiabá, aparece no topo da lista com IDS-M de 0,690. A cidade apresentou ótimos resultados em renda, saúde e ecologia. Alto Taquari tem 10 mil habitantes e o quarto IDH de Mato Grosso. O município foi o que recebeu, por exemplo, mais recursos do Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Estado (Fundeic).
Cidades localizadas na fronteira agrícola mato-grossense como Primavera do Leste (0,674), Rondonópolis (0,673), Lucas do Rio Verde (0,664), Sorriso (0,659) e Sapezal (0,657) também apresentaram bons resultados. Na última colocação aparece Novo Santo Antônio (0,367).
CUIABÁ - A maior surpresa ocorreu com a capital do Estado. Comparando IDH realizado em 2000 com o IDS-M, Cuiabá despencou da 3ª colocação para a 81ª, apresentando IDS-M de 0,509. A Capital ficou atrás de municípios “nanicos” como Araguainha (0,532), União do Sul (0,532) e Várzea Grande (0,563) (ver quadro).
Segundo o sociólogo Maurício Munhoz, responsável pela criação do IDS-M, a Capital ficou com índice abaixo do esperado devido à péssima distribuição de renda e no quesito ambiental. Entre os anos de 2008 e 2009, satélites acompanhados na Operação Arco de Fogo, do Inpe, detectaram 265 focos de incêndio na cidade. A reportagem esteve na prefeitura e procurou os secretários de Governo, Comunicação e Meio Ambiente para comentar o índice cuiabano, mas ninguém foi encontrado. A AL vai se reunir com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para verificar a melhor forma de utilização do novo índice.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
NEUTRALIZAÇÃO DE CARBONO
Unimed Cuiabá e o Programa de Ação Social da Cooperativa (PróUnim) realizaram, o plantio simbólico da primeira de 2.557 árvores para neutralizar a emissão anual de 355 toneladas de gás carbônico por parte da Singular. “É uma parceria muito importante para a Unimed Cuiabá. Ela reforça nosso trabalho de preservação do Meio Ambiente e o papel da Cooperativa em melhorar a qualidade de vida da comunidade em que está inserida”, destacou o presidente da Unimed Cuiabá. O plantio foi realizado na comunidade Barranco Alto, em Santo Antônio de Leverger, a 35km da Capital.
A iniciativa da Cooperativa, a primeira Unimed do sistema a buscar a neutralização completa de suas emissões de carbono, foi viabilizada pelo Projeto Verde Rio, do Instituto Ação Verde (IAV). A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) pretende recuperar 100% da mata ciliar de todos os rios do Estado. “Como vim de uma família ribeirinha, assim que tomamos conhecimento desta intenção, decidimos abraçar esta causa. Meu mais profundo desejo é que este trabalho se solidifique e se amplie, para deixarmos um mundo melhor para as futuras gerações”, salientou a presidente do PróUnim, Maria Alice Thommen Pereira.
Além do plantio, o Conselho de Administração da Unimed Cuiabá e do PróUnim conheceram o viveiro do IAV, localizado na mesma comunidade. O espaço já possui 80 mil mudas prontas e tem a capacidade de produzir cerca de meio milhão de árvores de 43 das 62 espécies nativas catalogadas, como Ipê, Itaúba, Ingá, Pitomba e Paineira.
“Este trabalho não pertence mais ao Instituto, mas sim às empresas parceiras, como a Unimed Cuiabá. Temos um desafio imenso para realizar, sobretudo na conscientização dos ribeirinhos. Estamos muito satisfeitos com essa relação com o PróUnim, que empresta sua credibilidade ao projeto”, afirmou o superintendente do IAV, Paulo Borges.
O Diretor Executivo da Unimed Cuiabá e Vice-presidente do PróUnim, Paulo Brustolin, ressaltou a reputação alcançada pela Singular, de excelência em gestão e Responsabilidade Social. “Queremos mostrar que, sim, é possível transformar o nosso Estado com um trabalho sério, de grandes empresas e entidades, criando a sinergia necessária para alcançarmos êxito”. Presente ao evento, o Secretário Extraordinário de Apoio e Acompanhamento a Políticas Fundiárias e Ambientais de Mato Grosso, Vicente Falcão, concordou. “Que mais empresas venham para este projeto e consolidem a transformação que já iniciamos aqui em Mato Grosso”.
A iniciativa da Cooperativa, a primeira Unimed do sistema a buscar a neutralização completa de suas emissões de carbono, foi viabilizada pelo Projeto Verde Rio, do Instituto Ação Verde (IAV). A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) pretende recuperar 100% da mata ciliar de todos os rios do Estado. “Como vim de uma família ribeirinha, assim que tomamos conhecimento desta intenção, decidimos abraçar esta causa. Meu mais profundo desejo é que este trabalho se solidifique e se amplie, para deixarmos um mundo melhor para as futuras gerações”, salientou a presidente do PróUnim, Maria Alice Thommen Pereira.
Além do plantio, o Conselho de Administração da Unimed Cuiabá e do PróUnim conheceram o viveiro do IAV, localizado na mesma comunidade. O espaço já possui 80 mil mudas prontas e tem a capacidade de produzir cerca de meio milhão de árvores de 43 das 62 espécies nativas catalogadas, como Ipê, Itaúba, Ingá, Pitomba e Paineira.
“Este trabalho não pertence mais ao Instituto, mas sim às empresas parceiras, como a Unimed Cuiabá. Temos um desafio imenso para realizar, sobretudo na conscientização dos ribeirinhos. Estamos muito satisfeitos com essa relação com o PróUnim, que empresta sua credibilidade ao projeto”, afirmou o superintendente do IAV, Paulo Borges.
O Diretor Executivo da Unimed Cuiabá e Vice-presidente do PróUnim, Paulo Brustolin, ressaltou a reputação alcançada pela Singular, de excelência em gestão e Responsabilidade Social. “Queremos mostrar que, sim, é possível transformar o nosso Estado com um trabalho sério, de grandes empresas e entidades, criando a sinergia necessária para alcançarmos êxito”. Presente ao evento, o Secretário Extraordinário de Apoio e Acompanhamento a Políticas Fundiárias e Ambientais de Mato Grosso, Vicente Falcão, concordou. “Que mais empresas venham para este projeto e consolidem a transformação que já iniciamos aqui em Mato Grosso”.
FUSÃO DE COOPERATIVAS NO MATO GROSSO
O sistema de cooperativa Sicredi anunciou a fusão de duas de suas maiores operadoras financeiras do Estado para ampliar o capital e atuar na região metropolitana de Cuiabá. Com a união da Sicredi Centro Norte-MT e Sicredi Sudoeste-MT, a Capital e Várzea Grande passarão a ter até 2015 cerca de 40 mil associados em 15 pontos de atendimentos e R$ 200 milhões em depósitos e R$ 400 milhões em operações de crédito. O fortalecimento e ampliação dos recursos financeiros contam com a parceria de entidades empresariais e do agronegócio.
A intenção é trazer para a região metropolitana parte dos rendimentos das operações obtidas principalmente no mercado agrícola, onde é maior a atuação das cooperativas do Sicredi. O presidente do Sicredi Mato Grosso, João Spenthof diz que o principal objetivo desta iniciativa é fomentar a economia com oferta de crédito e garantir aos associados mais rendimentos. "Seja com a redução de taxas nas operações ou com maior divisão dos lucros no fim do ano".
O governador Silval Barbosa (PMDB) ressalta a importância da inovação pela maior disponibilidade de crédito e garante a possibilidade de que o Sicredi passe a operar linhas de financiamentos do governo estadual em virtude do fortalecimento e ampliação dos ativos. Para exemplificar, Barbosa colocou a regularização ambiental nas áreas de assentamento e de agricultura familiar como uma possível parceria entre e Estado e banco para o financiamento dessas ações. "Este ano vamos perder R$ 250 milhões em função de irregularidades em assentamentos. O Sicredi pode ser um parceiro neste desafio do governo na concessão de crédito às famílias".
O diretor da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), Manuel Gomes, diz que é uma oportunidade a mais para os micro e pequenos empresários. "Aumenta o leque de opções e ainda oferece taxas mais competitivas e divisão dos lucros entre os associados".
O secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Pedro Nadaf, afirma que os maiores beneficiados serão as micros e pequenas empresas que com a Copa de 2014 terão que ampliar e diversificar os serviços e produtos.
O Sicredi está presente em 104 municípios em Mato Grosso em outubro ultrapassou R$ 1,6 bilhão em recursos administrados entre operações e R$ 2 bilhões em créditos concedidos.
A intenção é trazer para a região metropolitana parte dos rendimentos das operações obtidas principalmente no mercado agrícola, onde é maior a atuação das cooperativas do Sicredi. O presidente do Sicredi Mato Grosso, João Spenthof diz que o principal objetivo desta iniciativa é fomentar a economia com oferta de crédito e garantir aos associados mais rendimentos. "Seja com a redução de taxas nas operações ou com maior divisão dos lucros no fim do ano".
O governador Silval Barbosa (PMDB) ressalta a importância da inovação pela maior disponibilidade de crédito e garante a possibilidade de que o Sicredi passe a operar linhas de financiamentos do governo estadual em virtude do fortalecimento e ampliação dos ativos. Para exemplificar, Barbosa colocou a regularização ambiental nas áreas de assentamento e de agricultura familiar como uma possível parceria entre e Estado e banco para o financiamento dessas ações. "Este ano vamos perder R$ 250 milhões em função de irregularidades em assentamentos. O Sicredi pode ser um parceiro neste desafio do governo na concessão de crédito às famílias".
O diretor da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), Manuel Gomes, diz que é uma oportunidade a mais para os micro e pequenos empresários. "Aumenta o leque de opções e ainda oferece taxas mais competitivas e divisão dos lucros entre os associados".
O secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Pedro Nadaf, afirma que os maiores beneficiados serão as micros e pequenas empresas que com a Copa de 2014 terão que ampliar e diversificar os serviços e produtos.
O Sicredi está presente em 104 municípios em Mato Grosso em outubro ultrapassou R$ 1,6 bilhão em recursos administrados entre operações e R$ 2 bilhões em créditos concedidos.
UM ACORDO DE COOPERATIVAS COM APEX E FUNDAÇÃO ODERBRECHT
Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a Fundação Odebrecht assinaram ontem, em Brasília, um acordo de cooperação técnica que irá beneficiar cooperativas de produtores agrícolas da região do baixo sul do Estado da Bahia por meio de ações de sensibilização, capacitação, promoção e inteligência comercial, além da atração de parceiros internacionais.
O objetivo do Acordo é dar apoio técnico para que as cooperativas da região consigam se inserir no mercado externo ou, em alguns casos, ampliar suas vendas ao exterior.
Representantes da Apex vêm levantando informações sobre a produção do baixo sul da Bahia desde março deste ano e já fizeram um trabalho de análise dos produtos para exportação e de levantamento de dados de inteligência comercial para identificar os mercados em que essa produção teria mais condições de venda e agregação de valor.
Foram selecionados os mercados do Canadá, da França, da Alemanha e dos Estados Unidos, países que tradicionalmente valorizam mercadorias produzidas a partir dos conceitos de sustentabilidade e comércio justo.
"Temos o desafio de fazer com que os produtores consigam exportar. Mas, mais do que produtos, estaremos exportando um sonho. O trabalho feito pela fundação com essas cooperativas é impressionante: pessoas que tinham renda de R$ 100 ou R$ 200 por mês hoje conseguem R$ 1,5 mil. Os filhos e netos dos agricultores, que tinham abandonado a região em direção às capitais, agora estão retornando", afirmou Alessandro Teixeira, presidente da Apex Brasil, durante o evento de assinatura do Acordo.
Maurício Medeiros, presidente executivo da Fundação Odebrecht, ressaltou a importância do acordo para a região. "O objetivo do nosso trabalho é fazer que com que a região rural seja atrativa para o nosso povo, para os investidores e até para os turistas internacionais, que poderão vir ao país para fazer agroecoturismo. Com esse acordo, queremos mostrar essa nova cara do Brasil ao mundo", comentou.
Para Medeiros, é possível trabalhar com produtos de alta qualidade e atingir nichos de mercado nacionais e internacionais que valorizam produtos elaborados com responsabilidade social e ambiental. Também participou do evento de assinatura do acordo o presidente da Fundação Odebrecht, Norberto Odebrecht.
O acordo, inicialmente, beneficiará três cooperativas que reúnem 924 famílias da zona rural. Num primeiro momento, estão sendo trabalhados no exterior o palmito de pupunha e o artesanato de palha de piaçava. Outros produtos agrícolas, como farinha de mandioca e cravo-da-índia, serão incluídos no trabalho conjunto de agora em diante. A sustentabilidade social e ambiental será destaque na estratégia de internacionalização das mercadorias.
Para a presidente da cooperativa de produtores rurais de presidente Tancredo Neves (Coopatan) - especializados em farinha de mandioca -, Elineide Correia, o acordo estimulará os produtores a plantar mais e investir em novas tecnologias, gerando mais renda para as famílias.
"Este novo passo é a prova de que vale a pena acreditar nos nossos esforços", afirmou.
Atualmente, a cooperativa produz 125 toneladas de farinha e possui em estoque 350 toneladas, que pretende comercializar com a abertura de novos mercados.
"Para nós, isso representa um sonho de vários anos, que agora irá se tornar realidade. Nós, que trabalhamos a vida inteira com artesanato na região, víamos nossos produtos jogados, desvalorizados. Agora, nos capacitamos e temos qualidade para exportação", comentou Creuza Amorim, presidente da Cooprap.
As cooperativas participantes se engajaram em projetos setoriais integrados de promoção de exportações e participaram, pela primeira vez, neste ano, de eventos internacionais.
O palmito de pupunha produzido na região foi apresentado nas feiras Fancy Food, em junho nos Estados Unidos, e no Sial (Salón International de L'Alimentation) na França, em outubro, com excelentes resultados. Os produtores também participaram das ações de marketing da Apex na Fórmula Indy durante a corrida do Canadá.
O objetivo do Acordo é dar apoio técnico para que as cooperativas da região consigam se inserir no mercado externo ou, em alguns casos, ampliar suas vendas ao exterior.
Representantes da Apex vêm levantando informações sobre a produção do baixo sul da Bahia desde março deste ano e já fizeram um trabalho de análise dos produtos para exportação e de levantamento de dados de inteligência comercial para identificar os mercados em que essa produção teria mais condições de venda e agregação de valor.
Foram selecionados os mercados do Canadá, da França, da Alemanha e dos Estados Unidos, países que tradicionalmente valorizam mercadorias produzidas a partir dos conceitos de sustentabilidade e comércio justo.
"Temos o desafio de fazer com que os produtores consigam exportar. Mas, mais do que produtos, estaremos exportando um sonho. O trabalho feito pela fundação com essas cooperativas é impressionante: pessoas que tinham renda de R$ 100 ou R$ 200 por mês hoje conseguem R$ 1,5 mil. Os filhos e netos dos agricultores, que tinham abandonado a região em direção às capitais, agora estão retornando", afirmou Alessandro Teixeira, presidente da Apex Brasil, durante o evento de assinatura do Acordo.
Maurício Medeiros, presidente executivo da Fundação Odebrecht, ressaltou a importância do acordo para a região. "O objetivo do nosso trabalho é fazer que com que a região rural seja atrativa para o nosso povo, para os investidores e até para os turistas internacionais, que poderão vir ao país para fazer agroecoturismo. Com esse acordo, queremos mostrar essa nova cara do Brasil ao mundo", comentou.
Para Medeiros, é possível trabalhar com produtos de alta qualidade e atingir nichos de mercado nacionais e internacionais que valorizam produtos elaborados com responsabilidade social e ambiental. Também participou do evento de assinatura do acordo o presidente da Fundação Odebrecht, Norberto Odebrecht.
O acordo, inicialmente, beneficiará três cooperativas que reúnem 924 famílias da zona rural. Num primeiro momento, estão sendo trabalhados no exterior o palmito de pupunha e o artesanato de palha de piaçava. Outros produtos agrícolas, como farinha de mandioca e cravo-da-índia, serão incluídos no trabalho conjunto de agora em diante. A sustentabilidade social e ambiental será destaque na estratégia de internacionalização das mercadorias.
Para a presidente da cooperativa de produtores rurais de presidente Tancredo Neves (Coopatan) - especializados em farinha de mandioca -, Elineide Correia, o acordo estimulará os produtores a plantar mais e investir em novas tecnologias, gerando mais renda para as famílias.
"Este novo passo é a prova de que vale a pena acreditar nos nossos esforços", afirmou.
Atualmente, a cooperativa produz 125 toneladas de farinha e possui em estoque 350 toneladas, que pretende comercializar com a abertura de novos mercados.
"Para nós, isso representa um sonho de vários anos, que agora irá se tornar realidade. Nós, que trabalhamos a vida inteira com artesanato na região, víamos nossos produtos jogados, desvalorizados. Agora, nos capacitamos e temos qualidade para exportação", comentou Creuza Amorim, presidente da Cooprap.
As cooperativas participantes se engajaram em projetos setoriais integrados de promoção de exportações e participaram, pela primeira vez, neste ano, de eventos internacionais.
O palmito de pupunha produzido na região foi apresentado nas feiras Fancy Food, em junho nos Estados Unidos, e no Sial (Salón International de L'Alimentation) na França, em outubro, com excelentes resultados. Os produtores também participaram das ações de marketing da Apex na Fórmula Indy durante a corrida do Canadá.
COAMO 40 ANOS
Com a presença de autoridades políticas municipais e estaduais, policiais, cooperados e funcionários, a programação teve início na sede da cooperativa, às 7h30 com um café da manhã, servido simultaneamente em todas as unidades, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Após o café foi feito o lançamento do livro ‘Coamo 40 anos”, que resgata a história da empresa. O evento reuniu em média 500 pessoas.
Também pela manhã foi celebrado culto ecumênico pelo padre Ademar Issi e pastor Arnildo Klumb para autoridades e convidados. Ainda, os 79 associados fundadores receberam homenagem do engenheiro agrônomo e diretor presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassini. A programação foi encerrada à tarde, com almoço no salão social da Associação Recreativa dos Funcionários da Coamo (Arcam).
De acordo com Gallassini, o momento é de emoção. Ele explica que a Coamo é um projeto que nasceu do sonho de agricultores e que continua forte, colaborando para o desenvolvimento do cooperativismo e do agronegócio nacional, em busca de um país melhor para as futuras gerações.
“Estamos muito gratos. Quando se vê todas essas pessoas que acreditaram na Coamo e vemos onde a cooperativa chegou nos dá uma alegria muito grande. O nosso trabalho é sério e muito honesto com os clientes, fornecedores, cooperados e funcionários”, resumiu Gallassini.
O governador do Estado, Olando Pessuti, que esteve ontem em Campo Mourão, para participar das comemorações, afirmou que a cooperativa é símbolo para o Brasil. “Fico muito feliz de estar participando deste momento tão importante. A Coamo é reconhecida não só aqui no país mas em todo o mundo. Isso é motivo de muito orgulho para nós paranaenses.”
Para o secretário Estadual da Agricultura, Erikson Camargo Chandoha, que também acompanhou as comemorações, a história da Coamo relata a evolução e sucesso da cooperativa. “A Coamo tem um sucesso que não foi criado apenas em função de plantar, colher e comercializar, mas sim de uma empresa organizada que presta assistência técnica, fornece insumos e se preocupa de verdade com o cooperado.”
O secretário observa que os produtos industrializados da cooperativa é um dos seus principais diferenciais. “Os alimentos Coamo são reconhecidos nacionalmente e internacionalmente. Vendemos matéria prima. Com isso agregamos valores e a renda chega diretamente a quem mais precisa, aos agricultores”, disse.
Chandoha acrescenta que a estruturação da Coamo em três estados do país faz com que 20% da produção do Paraná sejam produtos oriundos da cooperativa. Nacionalmente, diz ele, a Coamo representa em 8% a produção de grãos. O secretário destaca também o lado social da cooperativa. “A Coamo se preocupa ainda com a formação de jovens empreendedores no agronegócio. É uma cooperativa que se preocupa com o futuro”, completou.
Para o prefeito de Campo Mourão, Nelson Tureck, a Coamo consolidou o progresso do município. Conforme ele, a cooperativa serve até mesmo de referência quando se busca recursos para a cidade. “São quarenta anos de história e sucesso que a Coamo trouxe para Campo Mourão. São vários os benefícios, vários os empregos e várias as famílias que vivem graças a esta cooperativa. Campo Mourão agradece de coração de ter uma empresa como
Também pela manhã foi celebrado culto ecumênico pelo padre Ademar Issi e pastor Arnildo Klumb para autoridades e convidados. Ainda, os 79 associados fundadores receberam homenagem do engenheiro agrônomo e diretor presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassini. A programação foi encerrada à tarde, com almoço no salão social da Associação Recreativa dos Funcionários da Coamo (Arcam).
De acordo com Gallassini, o momento é de emoção. Ele explica que a Coamo é um projeto que nasceu do sonho de agricultores e que continua forte, colaborando para o desenvolvimento do cooperativismo e do agronegócio nacional, em busca de um país melhor para as futuras gerações.
“Estamos muito gratos. Quando se vê todas essas pessoas que acreditaram na Coamo e vemos onde a cooperativa chegou nos dá uma alegria muito grande. O nosso trabalho é sério e muito honesto com os clientes, fornecedores, cooperados e funcionários”, resumiu Gallassini.
O governador do Estado, Olando Pessuti, que esteve ontem em Campo Mourão, para participar das comemorações, afirmou que a cooperativa é símbolo para o Brasil. “Fico muito feliz de estar participando deste momento tão importante. A Coamo é reconhecida não só aqui no país mas em todo o mundo. Isso é motivo de muito orgulho para nós paranaenses.”
Para o secretário Estadual da Agricultura, Erikson Camargo Chandoha, que também acompanhou as comemorações, a história da Coamo relata a evolução e sucesso da cooperativa. “A Coamo tem um sucesso que não foi criado apenas em função de plantar, colher e comercializar, mas sim de uma empresa organizada que presta assistência técnica, fornece insumos e se preocupa de verdade com o cooperado.”
O secretário observa que os produtos industrializados da cooperativa é um dos seus principais diferenciais. “Os alimentos Coamo são reconhecidos nacionalmente e internacionalmente. Vendemos matéria prima. Com isso agregamos valores e a renda chega diretamente a quem mais precisa, aos agricultores”, disse.
Chandoha acrescenta que a estruturação da Coamo em três estados do país faz com que 20% da produção do Paraná sejam produtos oriundos da cooperativa. Nacionalmente, diz ele, a Coamo representa em 8% a produção de grãos. O secretário destaca também o lado social da cooperativa. “A Coamo se preocupa ainda com a formação de jovens empreendedores no agronegócio. É uma cooperativa que se preocupa com o futuro”, completou.
Para o prefeito de Campo Mourão, Nelson Tureck, a Coamo consolidou o progresso do município. Conforme ele, a cooperativa serve até mesmo de referência quando se busca recursos para a cidade. “São quarenta anos de história e sucesso que a Coamo trouxe para Campo Mourão. São vários os benefícios, vários os empregos e várias as famílias que vivem graças a esta cooperativa. Campo Mourão agradece de coração de ter uma empresa como
COOPERATIVISMO NO ESPÍRITO SANTO
Cada ano que passa, o principal lema das cooperativas - relacionado à união em prol de um bem comum - vem conquistando mais força e fincando sua bandeira no cenário do desenvolvimento econômico das cidades onde estão sediadas. No fim das contas isso significa crescimento tanto para o Estado, como para os cooperados.
Prova disso é a presença de 14 cooperativas no ranking das 200 maiores empresas do Espírito Santo em 2009, feito pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), baseado na receita operacional bruta contabilizada no Estado ano passado. Foram seis a mais do que em 2008. Um aumento de quase 50% em apenas um ano. E é no interior do Estado que elas têm feito a diferença.
Na região Sul, quatro cooperativas entraram no ranking. São elas: Selita, Unimed Sul Capixaba, Sicoob Sul Serrano e Sicoob Sul. Somadas, as receitas das cooperativas sulinas chegaram a cifra de quase R$345 milhões, e apresentaram um crescimento médio de 24% de 2008 para 2009.
O destaque da região ficou com a Cooperativa de Laticínios Selita, que subiu 23 posições no ranking e teve um aumento de 55% em relação a 2008, passando o faturamento de quase R$117 para mais de R$181 milhões de um ano para outro.
Para o presidente da Selita, José Onofre Lopes, o posicionamento da cooperativa é o resultado de um planejamento colocado em prática há mais de 10 anos. "Conseguimos mostrar que as cooperativas estão ganhando espaço e tornando-se peça fundamental para a economia do Espírito Santo".
Igualdade
José Onofre também destaca a importância da cooperativa para os pequenos produtores rurais. "Hoje, 75% dos nossos cooperados vivem no campo e ganham menos de um salário mínimo.
A Selita é um meio que os permite continuar na roça e manter suas famílias e competindo em igualdade com outros produtores, alguns bem maiores do que eles".
Já o presidente da Unimed Sul Capixaba - a segunda do Sul no ranking das maiores - Pedro Scarpi, a gestão cooperativista é o meio mais eficaz de promover inserção social e econômica, pois abre espaço para pessoas de todos os níveis socioeconômicos. "É a única forma de gerar emprego e renda de forma sustentável", avalia.
O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) no Espírito Santo, Estherio Colnago, acredita que o grande diferencial do sistema cooperativista está na filosofia de crescimento conjunto.
"A boa notícia é que essa participação econômica no Espírito Santo vem aumentando - entre 15 e 20% anualmente - e chega atrelada ao desenvolvimento sustentável e social, gerando empregos e distribuindo a renda de forma igualitária, e fazendo com que a riqueza circule dentro das comunidades nas quais elas estão inseridas".
Prova disso é a presença de 14 cooperativas no ranking das 200 maiores empresas do Espírito Santo em 2009, feito pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), baseado na receita operacional bruta contabilizada no Estado ano passado. Foram seis a mais do que em 2008. Um aumento de quase 50% em apenas um ano. E é no interior do Estado que elas têm feito a diferença.
Na região Sul, quatro cooperativas entraram no ranking. São elas: Selita, Unimed Sul Capixaba, Sicoob Sul Serrano e Sicoob Sul. Somadas, as receitas das cooperativas sulinas chegaram a cifra de quase R$345 milhões, e apresentaram um crescimento médio de 24% de 2008 para 2009.
O destaque da região ficou com a Cooperativa de Laticínios Selita, que subiu 23 posições no ranking e teve um aumento de 55% em relação a 2008, passando o faturamento de quase R$117 para mais de R$181 milhões de um ano para outro.
Para o presidente da Selita, José Onofre Lopes, o posicionamento da cooperativa é o resultado de um planejamento colocado em prática há mais de 10 anos. "Conseguimos mostrar que as cooperativas estão ganhando espaço e tornando-se peça fundamental para a economia do Espírito Santo".
Igualdade
José Onofre também destaca a importância da cooperativa para os pequenos produtores rurais. "Hoje, 75% dos nossos cooperados vivem no campo e ganham menos de um salário mínimo.
A Selita é um meio que os permite continuar na roça e manter suas famílias e competindo em igualdade com outros produtores, alguns bem maiores do que eles".
Já o presidente da Unimed Sul Capixaba - a segunda do Sul no ranking das maiores - Pedro Scarpi, a gestão cooperativista é o meio mais eficaz de promover inserção social e econômica, pois abre espaço para pessoas de todos os níveis socioeconômicos. "É a única forma de gerar emprego e renda de forma sustentável", avalia.
O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) no Espírito Santo, Estherio Colnago, acredita que o grande diferencial do sistema cooperativista está na filosofia de crescimento conjunto.
"A boa notícia é que essa participação econômica no Espírito Santo vem aumentando - entre 15 e 20% anualmente - e chega atrelada ao desenvolvimento sustentável e social, gerando empregos e distribuindo a renda de forma igualitária, e fazendo com que a riqueza circule dentro das comunidades nas quais elas estão inseridas".
COOPERATIVA DE BORDEIRAS DO CERRADO
Encarando a cooperativa como uma empresa, o ponto de partida é a autogestão e, que as empresas só se autogestionam e cumprem com seus objetivos quando passam a desfrutar da possibilidade de ter quase todos os associados pensando e repensando continuamente os rumos, os processos organizacionais e sociais do empreendimento, atendendo as necessidades dos mercados, com preço, qualidade e efetividade.
O planejamento surge como uma ferramenta capaz de prover uma cooperativa de mecanismos de fortalecimento de seus princípios básicos e, ao mesmo tempo, orientá-la para a ação, envolvendo a gestão de pessoas, o desenvolvimento de competências e habilidades, motivação, construção de cultura e liderança compartilhada. Essas orientações são possíveis á medida que permitem que uma cooperativa adquira capacitação de convergir os esforços dos associados para ações que possam tornar seus produtos e serviços atraentes para o mercado alvo, de forma diferenciada, através da vantagem competitiva que permite a efetividade da organização e o seu desenvolvimento com sustentabilidade.
Gastar algumas horas para ganhar mais tempo, pois as mudanças são constantes e rápidas. A prática do planejamento nos ajuda a manter o foco no nosso horizonte. A visão, para 2011/2012, “é consolidar a Bordana como uma cooperativa estruturada dentro de seus princípios básicos e que atenda as demandas educacionais, financeiras e culturais do seu quadro social.
Ainda que a Cooperativa vai participar da II Feira e Congresso de Ongs Brasileiras em São Paulo, o IAC/Bordana será a única instituição de Goiás presente na feira.
O planejamento surge como uma ferramenta capaz de prover uma cooperativa de mecanismos de fortalecimento de seus princípios básicos e, ao mesmo tempo, orientá-la para a ação, envolvendo a gestão de pessoas, o desenvolvimento de competências e habilidades, motivação, construção de cultura e liderança compartilhada. Essas orientações são possíveis á medida que permitem que uma cooperativa adquira capacitação de convergir os esforços dos associados para ações que possam tornar seus produtos e serviços atraentes para o mercado alvo, de forma diferenciada, através da vantagem competitiva que permite a efetividade da organização e o seu desenvolvimento com sustentabilidade.
Gastar algumas horas para ganhar mais tempo, pois as mudanças são constantes e rápidas. A prática do planejamento nos ajuda a manter o foco no nosso horizonte. A visão, para 2011/2012, “é consolidar a Bordana como uma cooperativa estruturada dentro de seus princípios básicos e que atenda as demandas educacionais, financeiras e culturais do seu quadro social.
Ainda que a Cooperativa vai participar da II Feira e Congresso de Ongs Brasileiras em São Paulo, o IAC/Bordana será a única instituição de Goiás presente na feira.
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