quarta-feira, 5 de junho de 2013

Encontro reúne autoridades cooperativas brasileiras e argentinas


 
O Sistema Sescoop/RS promoveu na última semana um encontro entre autoridades de Sunchales - munícipio da província de Santa Fé, Argentina – e representantes do cooperativismo gaúcho e do governo estadual. A reunião aconteceu na sede da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop). Os participantes foram recepcionados com um café da manhã e depois se dirigiram ao auditório da Escoop, onde assistiram a uma apresentação do presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, que destacou a importância do trabalho desenvolvido dentro do cooperativismo gaúcho e o crescimento do sistema dentro do PIB estadual.


Após o discurso do presidente Vergilio Perius, o diretor-geral da Escoop falou sobre a faculdade e o trabalho desenvolvido na formação de profissionais para a área de gestão de cooperativas. O prefeito de Sunchales, Ezequiel Bolatti, comparou a diferença da realidade atual existente entre Brasil e Argentina com o cenário de 20 anos atrás.


“Antes, não pensávamos que éramos irmãos. Antes, competíamos e competíamos muito. E hoje nos demos conta que competir não serve, não é útil, porque existem outros que são mais poderosos que nós”. Bolatti reforçou a necessidade do trabalho em conjunto, enfatizando que ambos ganham mais trabalhando juntos do que separados. “Se juntarmos o potencial das partes temos muito mais que apenas dois”, afirmou o prefeito.


Pela manhã ocorreu também a visita da comitiva argentina ao Sistema Sicredi Porto Alegre. Além do almoço realizado na sede da Escoop, a programação incluiu uma visita da delegação de Sunchales ao gabinete do prefeito de Nova Petrópolis, Régis Luiz Hahn, e um café alemão no Salão de Eventos do Hotel BergHaus.


O evento contou com as presenças, ainda, do presidente da Casa Cooperativa Sunchales, Raúl Colombetti, do prefeito de Nova Petrópolis - Capital Nacional do Cooperativismo - Régis Luiz Hahn, do diretor-geral da Escoop, Derli Schmidt, do presidente da Sicredi Pioneira RS, Márcio Port, o presidente da Cooperativa Piá, Gilberto Kny, do assessor técnico do Departamento de Cooperativismo da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ari de David, além de autoridades representativas do sistema cooperativista gaúcho e argentino.

Intercâmbio ao Canadá resulta em convênio de cooperação técnica

 

 


 
Representantes de dez cooperativas de Crédito de Pernambuco acabam de voltar de um intercâmbio internacional realizado pelo Sescoop/PE. O desafio agora é implantar os exemplos de boas práticas no Estado. Como resultado da capacitação, um importante convênio foi firmado, que beneficiará as mais de 200 empresas cooperativas pernambucanas e seus mais de 100 mil cooperados. De 16 a 27 de maio, o intercâmbio propiciou aos participantes uma experiência no âmbito da boa governança e da gestão com exitosos exemplos da prática cooperativa no Canadá.
Além da capacitação, propiciada pelo Sescoop/PE em parceria com o instituto Irecus, da Universidade de Sherbrooke, a oportunidade viabilizou a negociação de um convênio de cooperação técnica que beneficiará cooperativas pernambucanas de todos os Ramos.
A parceria firmada entre a OCB/PE, o Sescoop/PE e o Irecus, por meio de seus representantes, Malaquias Ancelmo de Oliveira, presidente do Sistema OCB/PE, e Michel Lafleur, diretor do instituto, consiste na realização de ações, tanto em Pernambuco quanto em Sherbrooke, que incluem cursos, estágios, viagens de intercâmbio, dentre outros, visando o aperfeiçoamento daqueles que atuam no segmento cooperativista. “O convênio é amplo, então, permite a realização de diversos tipos de capacitação, beneficiando tanto os cooperativistas pernambucanos quanto os residentes no Canadá. Este foi, sem dúvida, o ápice do intercâmbio”, afirmou Malaquias Ancelmo.
Existe ainda, por meio da parceria, a possibilidade de apoio, por parte do Irecus, à turma de pós-graduação em Gestão de Cooperativas do Sescoop/PE, que possibilitaria ainda ao participante a conquista de um certificado da Universidade de Sherbrooke. Segundo o presidente do Sistema OCB/PE, o convênio poderá ser estendido, beneficiando todo o Nordeste e mesmo outras regiões do País. “Vamos disponibilizar o convênio para a OCB nacional, de forma a ampliar a participação”, concluiu.
A experiência no Canadá incluiu cursos que abordaram políticas públicas para cooperativas, educação cooperativa, projetos e pesquisas, dentre outros temas. Além disso, os participantes tiveram contato com a experiência de cooperativas de Crédito do sistema Desjardins e também de outros Ramos, conhecendo a Federação das Cooperativas Florestais de Québec, e cooperativas singulares como a Quartier Petit Champlain, que atua com artesanato em Québec, e a Cooperativa de Estudantes de L’UQAM, de Montreal.
O intercâmbio focou aspectos da gestão e governança em dois campos: o acadêmico, com a realização de cursos na área de cooperativismo, na Universidade de Sherbrooke, e o prático, por meio de visitas técnicas a cooperativas, não apenas de Sherbrooke, mas também de Québec e Montreal. No instituto Irecus, houve espaço para explanações e discussões durante a realização dos cursos: “Fomos apresentados ao que existe de mais avançado nas teorias com referências à gestão no mundo acadêmico hoje. Um dos desafios trabalhados lá é tornar os valores do cooperativismo práticas cooperativas, diante da constatação de que existem muitas teses sobre esses valores não aplicadas ao mundo atual, portanto, ultrapassadas”, afirmou Malaquias Ancelmo.
Os dirigentes do instituto Irecus selecionaram um rol de cooperativas de diferentes Ramos para que os visitantes pudessem conhecer. Neste conjunto, incluiu-se o famoso complexo das cooperativas de Crédito Desjardins, que surgiram ainda no início do século XX como uma alternativa à população sem amplos recursos e marginalizada socialmente. Esse complexo abriga hoje centenas de cooperativas responsáveis por 40% do sistema financeiro de Québec e por 10% do sistema financeiro do Canadá. Na província de Québec, dos 10 milhões de habitantes, nove milhões são cooperados.
Os participantes conheceram também algumas ações realizadas pelas cooperativas canadenses no exercício do 7º princípio do cooperativismo, qual seja o interesse pela comunidade. Em relação às sobras, em todos os Ramos, parte é capitalizada, outra parte é distribuída e outra é encaminhada para o trabalho social, seja por meio de um projeto específico ou não.  Muitas vezes, as cooperativas desenvolvem projetos próprios, quando isso não acontece, ainda assim os recursos seguem para a causa social.
Nesse contexto, a figura de animadores cooperativos, geralmente jovens da comunidade, é fundamental, haja vista serem eles os responsáveis por fazer a cooperativa presente junto aos beneficiários. Quanto à estrutura, a criação de comitês e a separação entre o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva, que seria equivalente à gerência no Brasil, podendo ser composta por profissionais contratados, são algumas diferenças notáveis.
“O intercâmbio correspondeu às minhas expectativas pela riqueza do conteúdo do curso e das visitas técnicas, sobretudo os trabalhos técnicos que foram apresentados no âmbito do sistema Desjardins. Eles têm um fundo de reserva muito alto, que dá uma segurança na longevidade dos empreendimentos cooperativos”, afirmou Admilson Fagundes de Oliveira, vice-presidente da OCB/PE para o Ramo Crédito, que complementou: “Outro ponto interessante é o fato de eles não terem, na estrutura de governança das cooperativas, a figura do Conselho Fiscal, mas um órgão chamado de comitê de verificação ou averiguação. Na nossa realidade é diferente, pois a lei determina, expressamente, a existência  do Conselho Fiscal, que é somente subordinado à Assembleia. Seria muito bom conhecer em profundidade a estrutura dos comitês do Canadá em uma outra oportunidade”, concluiu Oliveira.
“A primeira coisa que chamou a atenção no intercâmbio foi a organização por parte do Sescoop/PE e da Universidade de Sherbrooke. Tudo aconteceu conforme o programado. Aprendemos um pouco mais sobre a estratégia do negócio, com resultados palpáveis que podemos trazer e implantar em nossas cooperativas. Já estamos formalizando uma solicitação para um outro intercâmbio, desta vez para conhecer as práticas exitosas do segmento na Alemanha”, concluiu Antônio Vinicius Ramalho Leite, membro da diretoria da Unicred do Vale do São Francisco.
O grupo de participantes deve se reunir em breve para fazer uma avaliação do intercâmbio, definindo também as ações mais relevantes que podem ser implementadas nas cooperativas pernambucanas. A avaliação deverá contemplar todos os pontos, desde o conteúdo abordado nos cursos promovidos até a estrutura do evento.  A ideia é que sejam definidos prazos para o acompanhamento das mudanças sugeridas. O último intercâmbio internacional realizado pelo Sescoop/PE foi em 2011 para Mondragón, na Espanha.

Copacol e Coagru inauguram Abatedouro de Aves da Unitá nesta quinta


 
Nesta quinta-feira (06/06), às 11 horas, o governador do Paraná, Beto Richa, inaugura mais uma importante obra para o Estado: o Abatedouro de Aves da Unitá – Cooperativa Central, na cidade de Ubiratã. O investimento está sendo realizado pelas cooperativas Copacol e Coagru, na ordem de R$ 135 milhões e vai gerar 800 empregos diretos neste primeiro momento. A Cooperativa Central foi criada no ano de 2011 com a proposta de fortalecer os negócios de ambas as cooperativas.  Esta parceria inédita no cooperativismo paranaense vem reforçar a sustentação dos mais de 7 mil associados integrados às cooperativas ao viabilizar as  propriedades através da diversificação do campo.


]Cerca de 130 produtores associados da Unitá já estão se beneficiando com a diversificação das suas propriedades e a estabilidade econômica que a avicultura promove. Para os consumidores, a referência estará na qualidade dos produtos, onde serão abatidas nesse início 80 mil aves ao dia, até o Abatedouro chegar a sua capacidade máxima de 180 mil aves abatidas ao dia nessa primeira fase. Com ampliações previstas até 2017, o abatedouro chegará a 350 mil aves abatidas por dia. Agora serão gerados 800 empregos diretos e oportunidades para melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores da região.


Segundo o presidente da Coagru Áureo Zamprônio, a avicultura vai permitir uma segurança a mais para os produtores integrados. “A diversificação é fundamental para garantir renda e o crescimento dos associados e da Cooperativa”, comenta. 


Para o presidente da Copacol e Unitá, Valter Pitol, a inauguração do Abatedouro de Aves, entrará para a história do cooperativismo brasileiro como um exemplo de intercooperação e geração de renda e oportunidades para os produtores integrados. “Com esse investimento os associados, colaboradores e parceiros da Copacol e Coagru, vão compartilhar a oportunidade de melhorar a renda e, consequentemente, a qualidade de vida com o desenvolvimento e crescimento da região”, ressalta Pitol.

Estado de Tocantins vai investir mais de R$ 8 milhões na Economia Solidária

 

A economia solidária vem se apresentando como alternativa para geração de trabalho e renda aos pequenos produtores rurais que buscam inclusão no mercado e garantia de bons negócios. É através de cooperativas, associações e clubes de troca que estes trabalhadores somam forças para o crescimento da atividade no campo. Com o apoio do governo do Tocantins, esta nova maneira de fomentar o desenvolvimento sustentável vem ganhando destaque no estado. Hoje já são mais de 500 empreendimentos sociais catalogados pela Secretaria de Estado do Trabalho e Assistência Social (Setas).

Há dois anos o Tocantins é o único estado da região norte que possui um Conselho, um Fundo e uma Unidade Orçamentária exclusivos para as ações de Economia Solidária.  “Isso representa um avanço muito grande para a consolidação da política. Com isso é possível uma articulação nacional para a captação de recursos”, afirma Valter Frota, diretor de Inclusão Produtiva da Setas.

Um convênio de mais de R$ 2,3 milhões, entre governo do Estado e Secretaria Nacional de Economia Solidária, vai contemplar os municípios das regiões do Bico do Papagaio, Jalapão e Sudeste com projetos de economia solidária. Também está previsto o investimento, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, de mais de R$ 5,2 milhões para o projeto Lixo e Cidadania.

Dentre as atividades desenvolvidas pela economia solidária estão a produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário. “A economia solidária vem para somar forças com a política nacional de assistência social, sendo uma estratégia de desenvolvimento social. Fazemos a transferência de renda que depois será revertida em geração de renda, tornando as comunidades emancipadas e os trabalhadores empreendedores”, explica Frota.

Em todo o Estado, estão catalogados 502 empreendimentos sociais de Economia Solidária. Desses, 378 são associações, 93 grupos informais, 26 cooperativas e quatro da sociedade mercantil de capital e indústria. Em 2012 e 2013 foram mais de três mil famílias beneficiadas com os clubes de trocas solidárias e cursos de Inclusão Produtiva no Tocantins.


Entidades Beneficiadas

Através de co-financiamento de convênios, o governo do Estado vai disponibilizar quase R$ 1 milhão para diversas entidades e associações comunitárias que trabalham com geração de renda.

A Organização de Mulheres Amigas do Bem, em Palmas, será uma das beneficiadas com R$ 5 mil para a compra de materiais para oficinas de bonecas e pagamento de instrutores. “Esse recurso pode parecer pouco, mas para nós será muito útil na continuidade das nossas atividades. As mulheres precisam desse incentivo”, ressalta a presidente da Associação, Márcia Lira.


Destaque Nacional

Apesar do pouco tempo de existência, as práticas da economia solidária no Tocantins já são destaque nacional. Um artigo científico sobre o assunto foi selecionado como um dos 10 melhores trabalhos do País em um curso que visa a formação de gestores públicos de Economia Solidária em nível de especialização. O curso é executado graças a uma parceria entre a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e o GAPI-Unicamp, sob coordenação da Secretaria Nacional de Economia Solidária.

O artigo intitulado “Os Impactos das Políticas de Inclusão Produtiva no Trabalho Associado da Economia Solidária: a Experiência do Governo do Estado do Tocantins” é de autoria da ex-servidora da Setas, Mara Noleto; e foi publicado no livro Gestão Pública e Sociedade - Balanço e resumos dos trabalhos da 3ª edição do curso de especialização.

Projeto Guri ganha espaço no Centro de Economia Solidária Fioravante Boldrin


 
 
 
 
 
 
 


O Polo de Jales do Projeto Guri tem novo local de funcionamento. A partir dessa quarta-feira, 22, oito salas do Centro de Economia Solidária “Fioravante Boldrin” abrigam o projeto realizado pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Prefeitura de Jales através da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Turismo – SMECT.

A prefeita Eunice Mistilides Silva – Nice, o vice-prefeito Pedro Callado, o secretário municipal de Esportes, Cultura e Turismo, Bruno Altimari, a assessora de Cultura, Ivani Franco Pereira, o coordenador do Polo de Jales do Projeto Guri, Leandro Augusto Pedroso e a coordenadora do Polo Regional, Gislaine Ábrego receberam autoridades municipais, imprensa, alunos e familiares na nova sede, localizada na Avenida da Integração, 2689, no Jardim Trianon.

Com novas instalações, o projeto terá condições de melhor atender toda a população jalesense. Tudo isso graças à parceria firmada entre a Associação Amigos do Projeto Guri, Organização Social de Cultura e a Prefeitura Municipal de Jales. “Quero agradecer a compreensão de todos os pais e familiares de nossos alunos do Projeto Guri que entenderam e aprovaram a nossa mudança de endereço que foi necessária em função da interdição do Centro Cultural Dr. Edílio Ridolfo que passará por reformas e adequações em breve. Agradeço também ao governador Geraldo Alckmin que possibilitou a parceria entre a Prefeitura com a Associação Amigos do Projeto Guri que leva arte e cultura para nossas crianças e adolescentes”, discursou a prefeita Nice.

A coordenadora de Cultura, Ivani Franco Pereira, agradeceu o empenho de toda a Secretaria de Esportes, Cultura e Turismo que abraçou a causa e colaborou com as adequações necessárias para que o prédio pudesse abrigar com segurança e conforto todos os participantes do Projeto.

Segundo o coordenador do Guri, Leandro Augusto Pedroso, “toda a administração municipal, bem como a equipe da Secretaria Municipal de Esportes, Cultura e Turismo estiveram à disposição para que o novo prédio fosse adequado e que as atividades fossem retomadas. Temos um espaço com instalações ampliadas em relação ao antigo local, mais modernas e confortáveis e isso nos motiva a crescer sempre”.

Gislaine Ábrego agradeu a prefeita Nice pela parceria firmada e ressaltou que “cerca de 160 alunos e uma orquestra completa mereciam esse espaço de arte e cultura. É uma satisfação ver uma administração como essa que prioriza crianças e adolescentes com sede de aprendizado”.

O Polo de Jales do Projeto Guri oferece aulas de coral infantil, coral juvenil, violino, viola erudita, violoncelo, contrabaixo, clarinete, flauta transversal, saxofone, eufonio, trombone, trompete, percussão, bateria e violão.

SEMANA DO COMÉRCIO JUSTO E SOLIDÁRIO NO RIO DE JANEIRO


 Uma feira que começou hoje (30) e vai até amanhã (31), nas areias de Copacabana, é um exemplo do que pode ocorrer quando produtores se reúnem e formam redes, nacionais e internacionais. O Salão Mundial do Comércio Justo e Solidário faz parte da 1ª Semana Mundial do Comércio Justo e Solidário, que começou no último dia 26, com o apoio da Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e da prefeitura do Rio de Janeiro.

“No mundo inteiro, os pequenos produtores estão tentando apresentar à sociedade uma nova forma de desenvolvimento, ter uma nova economia, que valorize mais o ser humano e o meio ambiente. É uma forma de ter produtos mais justos com o Planeta e com a população. Hoje. é mais fácil atuar em rede. A tecnologia consegue diminuir a distância e, com isso, é possível conversar e se organizar mais globalmente”, explicou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Solidário, Vinícius Assumpção.

Exemplos de casos bem-sucedidos não faltam na feira, que reúne 150 expositores de todas as regiões brasileiras e de diversos países. Alguns vieram de muito longe, como a artesã Meera Bhathrai, do Nepal, um país de 147 mil quilômetros quadrados e cerca de 30 milhões de habitantes encravado nas montanhas entre a Índia e a China. Ela trouxe bonequinhas de pano e echarpes, fabricadas por mulheres nepalesas.

“O problema do desemprego está nos matando, nos deixando sem saída. Mas as mulheres estão usando suas habilidades e desenvolvendo trabalhos artesanais em casa. De outra forma, elas não têm outras opções na vida, pois a maioria é pobre e analfabeta. Por meio do comércio justo e solidário, temos boas condições de trabalho, ao contrário de quem trabalha para empresas multinacionais”, disse Meera.
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Entre os expositores, está um representante da Palestina, Shadi Mahmoud, que trouxe alguns dos poucos artigos possíveis de serem produzidos nos territórios ocupados: chás, óleo de oliva, temperos e tâmaras. Segundo ele, o maior problema no país é a falta de emprego. “Existe muito desemprego, que está crescendo por causa da ocupação israelense, que controla todos os aspectos da nossa vida. É muito difícil fazer negócios, pois não podemos importar ou exportar sem a permissão do governo de Israel. Muitos estão saindo das cidades e voltando a trabalhar na terra para sobreviver”, contou Shadi, que mora na cidade de Ramalá, na Cisjordânia.

Da América do Sul, o peruano Agapito Marcapiña veio representando a Associação dos Pequenos Produtores Artesanais e Ecológicos (Aptec), que reúne agricultores da região andina. “Produzimos grãos e frutas naturais dos Andes. Somos pequenos produtores, reunidos há sete anos. Eu era um pequenos agricultor e agora já tenho minha própria casa. Antes, trabalhávamos para os grandes exportadores e agora fazemos nossa própria exportação de forma organizada. Antes, não nos pagavam um preço justo e agora conseguimos por meio da união”, disse Agapito.

A gaúcha Luci Machado da Silva, artesã da Copearte, uma organização fundada em uma comunidade pobre na Vila Pinto, situada no bairro Bom Jesus, trouxe roupas, lençois e artesanato fabricado pelas integrantes da cooperativa. “O que nós mais precisamos é aprender a fazer a colocação das peças no mercado. Atualmente, ganho R$ 200 por mês, que não é muito dinheiro, mas ajuda bastante a renda da família, que é cerca de R$ 1 mil”, disse Luci.

Da Favela da Maré, na zona norte do Rio, veio a cerâmica negra, peças de argila primitivas escurecidas com uma técnica especial. “Depois de cinco horas de queima, a gente adiciona pó de serragem, que abafa o fogo, e a fuligem entranha na peça, que está incandescente e dá essa cor negra”, explicou Glória da Conceição Barreto, uma das fundadoras da organização, ao lado de Maria Evangelista da Silva Pereira, também presente na feira. Juntas, elas conseguem produzir até 200 peças por mês, incluindo pequenas estatuetas estilizadas do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar.

O conceito de comércio justo e solidário prevê a formação de redes de pequenos produtores, que juntos conseguem colocar seus produtos em grandes mercados, explicou o guatemalteco Marvin López García, representante da Coordenadora Latino-Americana e do Caribe de Pequenos Produtores de Comércio Justo (Clac): “Somos uma plataforma que representa 21 países, com 15 produtos alimentícios, no sistema de comércio justo. Temos que estar fortalecidos para atender aos requerimentos do mercado e desenvolver relações mais diretas com os exportadores. Só há futuro se os pequenos produtores trabalharem coletivamente e de forma mais organizada.”

Pernambuco ganha Plano de Desenvolvimento Sustentável

 

 

Pernambuco terá um plano de aplicação para o desenvolvimento sustentável. O anúncio será feito na manhã desta quarta-feira pelo governador Eduardo Campos, para marcar o Dia Internacional do Meio Ambiente. A solenidade acontece no Salão de Eventos do Centro de Convenções, sede provisória do Governo do Estado, com a presença do secretário estadual do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier.

Ao todo, serão investidos R$ 205 milhões oriundos de compensação ambiental dos diversos grandes empreendimentos instalados no estado. O objetivo principal é fomentar a economia verde em todas as regiões, com investimentos em programas de apicultura, sementeiras, ecoturismo, integrando os três pilares da sustentabilidade (ambiental, social e econômico).

De acordo com o governo do estado, será um investimento histórico, que vai  beneficiar especialmente a população no entorno das 81 unidades de conservação existentes no estado.Entre outras ações, serão criados uma nova unidade de conservação na Serra do Cachorro, em São Caetano, e o primeiro Parque Marinho no litoral da Região Metropolitana. Além da oferta de bolsas de mestrado e doutorado para profissionais residentes em todas as regiões do Estado e da regularização fundiária de Bita e Utinga, maior unidade de conservação de Mata Atlântica, em Suape.