domingo, 6 de março de 2016

Marca gaúcha aposta no conceito ecológico e consumo consciente.

 

 
 
 
 
 
 
No último dia 18, São Paulo ganhou a primeira loja física da marca de sapatos 100% veganos Insecta Shoes. Os tecidos são feitos com tinta à base d’água e a partir da reciclagem de garrafa PET. Outro diferencial é apostar no conceito Fair Trade, que proporciona um trabalho fixo às artesãs locais, com remuneração justa, estimulando assim a economia local. A marca foi criada pela publicitária Barbara Mattivy em 2014, em Porto Alegre (RS). 
 
“Decidimos implantar uma nova unidade em São Paulo, pois o estado conta com o maior número de consumidores que compram nossos produtos via e-commerce. Todos os calçados são unissex, voltados para o público feminino, masculino, infantil e até mesmo para terceira idade. Além disso, são feitos a mão em ateliês localizados em Novo Hamburgo (RS), produzidos em quantidade limitada, com estampas exclusivas e possuem forma e numeração padrão”, explica a sócia fundadora, Barbara Mattivy em entrevista ao CicloVivo.
 
A empresa também se preocupa com o bem-estar do público-alvo da marca e, diante disso, seus produtos contam com palmilha feita em formato de colmeia, que garante conforto extra, revestida em tecido sintético. O calcanhar também recebe mais espuma, e a sola é de borracha reciclada, super maleável e molinha, o que nos permite até dobrar o sapato ao meio.
 

Itaipu reforça parcerias com cooperativas e empresas no Programa Oeste em Desenvolvimento

 


A Itaipu Binacional, uma das âncoras do Programa Oeste em Desenvolvimento, deu início a uma série de visitas a cooperativas e outras empresas e entidades regionais que integram a iniciativa. A rodada faz parte de uma estratégia de consolidação do programa, iniciado há pouco mais de um ano e meio com a proposta de criar uma unidade representativa para defender os interesses da região. O agronegócio é uma das principais fontes de renda do Oeste paranaense.
A comitiva é integrada por três representantes de Itaipu: o diretor-geral brasileiro, Jorge Samek; o superintendente de Energias Renováveis, Herlon Goelzer de Almeida; e o coordenador do programa por Itaipu, Jaime Nascimento. Também integraram o grupo, nessa etapa, o diretor superintendente do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Juan Carlos Sotuyo e Jonhey Nazario Lucizani, representante da Fundação PTI no programa. O roteiro teve início na segunda-feira, 29, e prossegue até sexta-feira, 4.
Dez das principais cooperativas agropecuárias da região, muitas delas as mais representativas do Brasil, fazem parte do Programa Oeste em Desenvolvimento. Juntas, elas representam 48% do Produto Interno Bruto (PIB) do cooperativismo paranaense e 50% dos postos de trabalho regional.
A rodada é também uma retribuição à visita dos dirigentes das cooperativas, que estiveram no ano passado em Itaipu. Segundo Jorge Samek, com essas visitas “o que se pretende é estimular o diálogo e promover uma maior aproximação institucional da binacional e da Fundação PTI com os agentes econômicos da região”. E completou: “O que buscamos é fortalecer o desenvolvimento econômico local, com a geração de trabalho e renda no Oeste do Paraná”.
Segundo Samek, andar pela região e conversar com esses atores (os parceiros do Programa) é estimulante. “Pelo otimismo que vemos e ouvimos do empresariado sobre faturamento e planos de investimentos futuros, não consigo perceber crise na região.” Três das empresas visitadas tiveram crescimento significativo. A Cooperativa Lar teve um salto de 31%; a Copacol, de 19%; e a Frimesa, de 13%.
Para Jaime Nascimento, “essa aproximação com as cooperativas facilita o andamento do programa e faz entender melhor a visão de cada uma dessas instituições sobre a importância delas no desenvolvimento econômico regional e o papel de Itaipu nessa articulação”.
Herlon reforça que essas rodadas ajudam a ouvir mais de perto a expectativa dessas entidades e empresas em relação às parcerias com a Itaipu, seja no campo das energias renováveis ou em outras áreas de atuação. Só para se ter um exemplo, com a Frimesa e a Copacol, visitadas na segunda e terça-feiras, 29 de fevereiro e 1º de março, respectivamente, já foi possível formatar uma parceria futura com a criação de unidades de demonstração de biogás e energia solar.
O acordo integraria ainda o Sebrae e o Centro Internacional de Biogás (CIBiogás) instalado no PTI, dentro da usina de Itaipu. O Centro é formado por 16 instituições que desenvolvem e/ou apoiam projetos relacionados às energias renováveis.
Visitas
O roteiro começou na segunda-feira, com uma visita à cooperativa Frimesa, em Medianeira, onde os integrantes foram recebidos pelos empresários Valter Vanzella e Elias Zydek. A visita prosseguiu na Cooperativa Lar, com recepção feita pelo presidente Irineo Rodrigues e depois na fazenda Star Milk, em Céu Azul, onde a comitiva foi recebida pelo proprietário Ibrahim Fayad.
Na terça-feira, foram visitadas a Copacol, em Cafelândia – com recepção pelo presidente Valter Pitol -, a Fiasul, em Toledo (recepção por Rainer Zielasko e Augusto Sperotto) e a Lactobom, onde os integrantes foram atendidos por Jandir Bombardelli.
Nesta quinta-feira (3), a comitiva irá até a Emater, em Cascavel. Ainda no município, a agenda inclui uma reunião com o G-8 Cascavel, um grupo formado por oito entidades representativas da cidade (Acic, Amic, CDL, OAB, Sindilojas, Sociedade Rural do Oeste, Sindicato Rural e Sinduscon Oeste). O G-8 desempenha um papel importante de liderança e mobilização para o desenvolvimento de Cascavel. Na sequência, o grupo visita acooperativa C. Vale, em Palotina. Na sexta-feira, 4, será visitada a Prati-Donaduzzi Medicamentos, em Toledo. O final do roteiro prevê uma visita à Unioeste, em Cascavel.
Programa
Lançado em agosto de 2014, o Programa Oeste em Desenvolvimento reúne mais de 40 instituições, entre elas Itaipu, Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Sebrae-PR, Ocepar, Caciopar, Amop, Emater e Fiep. O programa abrange 54 municípios e uma população estimada de 1,3 milhão de habitantes. Um dos pilares do trabalho é promover o desenvolvimento integrado, fortalecendo o mercado regional e melhorando a infraestrutura de produção e escoamento

Cooperativas de MS produzem cinco mil bolsas para evento

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Publicada em 3 de março de 2016 às 13:27

 


Responsabilidade social e economia solidária. Estes dois temas, muitas vezes esquecidos na agenda das grandes empresas e instituições brasileiras, foram postos em prática pela organização do 12º Congresso Internacional da Rede Unida, que será realizado em Campo Grande, em fins de março.
Reunindo cerca de cinco mil participantes de todo o Brasil e de diversos países, o Congresso utilizará bolsas retornáveis confeccionadas por cooperativas de catadores de materiais recicláveis e cooperativas tecnológicas fomentadas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
A ideia de incentivar as cooperativas ao invés de contratar uma empresa especializada em confecção de bolsas para grandes eventos surgiu do cerne da Rede Unida, entidade focada na formação em saúde e que tem na participação popular um de seus principais focos.
Três mil bolsas foram feitas por meio dos projetos da Pró Reitoria de Assuntos Estudantis (PREAE) da UFMS, que trabalha com Cooperativa Tecnológica na incubação de projetos comunitários com o intuito de formação de pessoal e consultoria para a produção de renda através do trabalho profissional. Entre os grupos que participaram do projeto, está a Associação de Mulheres do Assentamento Juncal (Naviraí), as mães da Escola Especial Colibri e do projeto Construindo Sonhos, mulheres da Cooperativa de Produtores de Orgânicos e do Instituto de Desenvolvimento Evangélico (IDE). As demais 2 mil bolsas foram confeccionadas por quatro cooperativas de catadores de materiais recicláveis de Campo Grande: Cata/MS, Novo Horizonte, Coopermaras e Associação Atimara.
Para cumprir a missão, as cooperadas receberam o apoio técnico da consultora de design, Isabel Muxfeldp. “Fizemos 33 mil flores com saco de laranja, que é material reutilizável e eu criei o desenho do Ypê em todas elas, que é um símbolo de Campo Grande”, explica.
A coordenadora do 12º Congresso Internacional da Rede Unida, Vera Lúcia Kodjaglanian, destacou a experiência. “Foi maravilhosa. O envolvimento destas mulheres, sua dedicação ao projeto, são fundamentais para o sucesso do Congresso e o fortalecimento de seu caráter inclusivo. As mulheres que integram estas cooperativas nunca haviam trabalhado com confecção, aprenderam uma nova profissão”, afirma.
Congresso
Sob o tema central “Diferença sim, desigualdade não: Pluralidade na invenção da vida”, Campo Grande sedia, entre os dias 21 e 24 de março, o 12º Congresso Internacional da Rede Unida. O evento reunirá na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) cerca de cinco mil representantes de movimentos sociais, profissionais, pesquisadores, estudantes, professores e gestores das áreas da saúde e da educação em saúde, do Brasil e do exterior.
Segundo o Coordenador Nacional da Rede Unida, Alcindo Ferla, o objetivo principal do Congresso é fomentar o debate sobre temas focais da saúde e da educação em saúde. “Para isso, vamos tratar da pluralidade da construção dos processos críticos-reflexivos no agir, no ensinar, no aprender e no produzir a saúde, que emergem como necessidades elementares para o fortalecimento do SUS e da Sociedade”.
A programação do evento está dividida em quatro grandes eixos: Trabalho na Saúde, Educação na Saúde, Gestão na Saúde e Participação na Saúde. Para debater estes temas o Congresso realizará 191 rodas de conversa e 68 távolas (mesas de debate) que se debruçarão sobre os cerca de 3 mil trabalhos inscritos e relatos de experiências na área da saúde e da educação na saúde.

Censo do Cooperativismo de Leite

 

Levantamento - uma parceria entre Embrapa Gado de Leite e OCB - começa em abril

Conhecer a realidade do setor leiteiro e buscar soluções para que as cooperativas ampliem e fortaleçam sua relação com os produtores e com o mercado consumidor. Estes são os objetivos do Sistema OCB e da Embrapa Gado de Leite ao realizarem o segundo Censo do Cooperativismo de Leite. As entidades assinaram hoje de amanhã o acordo de cooperação que visa à realização da pesquisa. Os questionários do Censo serão enviados às cooperativas a partir de 4 de abril.
A assinatura foi feita durante a Reunião da Câmara de Leite do Sistema OCB, em Brasília, que também discutiu os cenários dos mercados interno e externo de insumos, como milho e soja, e do setor do leiteiro. O evento contou com a participação de representantes do Governo Federal, do Congresso Nacional e das cooperativas.
No último levantamento, realizado em 2003, as cooperativas eram responsáveis pela captação de 40% da produção de leite no Brasil, reunindo mais de 151 mil produtores. Entretanto, desde o primeiro levantamento, o mercado de lácteos tem passado por mudanças. Diante dos novos cenários, a Câmara de Leite do Sistema OCB deliberou que a segunda edição do censo irá abordar:
- Participação das cooperativas no mercado de leite;
- Perfil dos associados;
- Negócios e modelos;
- Serviços e assistência técnica;
- Visão de futuro.
Parceria – Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a Embrapa é uma instituição que merece ser reconhecida como irmã do cooperativismo. “Desde a primeira edição do Censo, em 2003, o suporte científico oferecido pela Embrapa tem sido fundamental. Não tenho dúvida de que esta parceria apresenta resultados para nossos cooperados”, enfatiza Freitas. O líder cooperativista diz que o censo será uma oportunidade de o setor leiteiro construir um cenário melhor para os próximos anos. “É necessário aceitar a tarefa de um protagonismo mais intenso, fazendo nosso dever de casa e distribuindo as tarefas tanto no âmbito do Executivo quanto do Legislativo”, reforça. 
Força da união – O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, ressaltou que a parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras é fundamental para desenvolver a agropecuária nacional. “Temos muita sinergia com a OCB. Nossa intenção é estar cada vez mais próximos do movimento cooperativista, que pode ser definido em uma palavra como capilaridade”, reconhece Lopes. Segundo ele, o Censo “permite a elaboração de ações efetivas para o setor leiteiro, tão cheio de desafios. E, conhecendo a realidade, será possível traçar os passos para um futuro mais produtivo”.
Expectativa – “O mesmo setor que fatura, anualmente, cerca de R$ 80 bilhões, expulsa um produtor do campo a cada 11 minutos. Estamos falando do setor leiteiro. Por isso é tão importante conhecer as especificidades desta cadeia, a fim de encontrar respostas para esta e muitas outras questões”, explica o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite. Ele defende que as cooperativas são o melhor caminho para obter tais respostas, já que operam na redução de problemas sociais causados pelas condições econômicas. “Somos testemunhas do quanto esta cadeia passou por melhorias depois que realizamos o primeiro censo”, complementa.
Exportação – “Nossa principal preocupação continua sendo o mercado internacional. Temos uma indústria moderna, perfeitamente nivelada com os patamares americano e europeu. Nossa função é encontrar saídas, mecanismos para crescer com segurança e sustentabilidade”, afirmou o coordenador da Câmara de Leite do Sistema OCB, Vicente Nogueira.
O secretário do Produtor Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, também destaca a capacidade do país para conquistar o mercado internacional:  “Ao longo do tempo, diversas foram as distorções do setor e nós precisamos trabalhar para corrigi-las. Para se ter uma ideia, é preciso estimular a exportação de lácteos, considerando que cresce, anualmente, 4%, ao passo que o consumo aumenta 3%. É por isso que a ministra Kátia Abreu tem feito deste assunto um item permanente da pauta do Ministério da Agricultura.”

Ministério da Cultura e cooperativas debatem economia da cultura

 

 


O secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Guilherme Varella, e o coordenador-geral de Ações Empreendedoras, Gustavo Vidigal, se reuniram na última sexta-feira (26), em São Paulo, com representantes de cooperativas do estado nas áreas de circo, música, teatro e dança. A reunião teve como objetivo alinhar a importância estratégica do cooperativismo para o desenvolvimento da economia da cultura no Brasil e pactuar uma primeira agenda de trabalho para 2016.

"As cooperativas são importantes para retroalimentação das cadeias produtivas, a partir do investimento dos excedentes como novos fatores de produção e da estruturação de processos produtivos mais integrados, o que contribui para uma mobilização mais efetiva dos agentes", afirmou Luis Felipe Gama, da Cooperativa de Música de São Paulo.

A promoção do cooperativismo faz parte das estratégias do Plano Nacional de Cultura (PNC). "Trata-se de um modelo jurídico-institucional e político importante para representação e mobilização dos diversos atores das cadeias produtivas de bens e serviços culturais, com significativo potencial para interação com os Pontos de Cultura", destacou Guilherme Varella.

Na reunião, os artistas das cooperativas ponderaram que uma das principais dificuldades enfrentadas hoje por essas entidades diz respeito ao aumento para 20% de recolhimento para a Previdência Social em cima da remuneração recebida. Segundo eles, trata-se de uma carga pesada, que encarece o custo da atividade.

A questão da formalização e das relações trabalhistas também esteve na pauta por ser considerada uma agenda importante pelo MinC. Segundo dados de 2015 da Fundação Getúlio Vargas, 43% dos trabalhadores da cultura atuam na informalidade.

Para o MinC, as cooperativas constituem um modelo importante a ser disseminado no setor cultural, responsável por 7,8% das empresas brasileiras e que responde por 4,2% das ocupações, segundo dados de 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A reunião teve como principais encaminhamentos a criação de um grupo de trabalho permanente para atuar junto às cooperativas, mobilizar outras entidades desse tipo da área de cultura existentes no país e qualificar a agenda a partir da sistematização e análise de dados informações sobre a dimensão econômica do cooperativismo na cultura. 

sábado, 5 de março de 2016

Slum orienta educadores sobre reciclagem e coleta seletiva

   Uma equipe da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) participou, nesta sexta-feira (04), de uma mobilização realizada pela Secretaria  Municipal de Educação (Semed) para envolver gestores escolares no combate e prevenção aos focos do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. A ação faz parte do planejamento do projeto Escola Alerta para este ano, uma iniciativa da Semed que trabalha a temática junto a educadores e estudantes.

Durante o evento, realizado durante a manhã no auditório da Procuradoria Geral do Município (PGM), educadoras ambientais da Slum orientaram os professores, coordenadores e diretores de escolas públicas de Maceió sobre as formas de evitar as doenças causadas pelo mosquito, sobretudo em relação ao descarte correto do lixo, à reciclagem e à coleta seletiva. O assunto foi abordado pela coordenadora de Controle Ambiental da Slum, Rita Araújo, que participou de uma mesa redonda sobre o tema.
“A informação é uma importante ferramenta na luta contra o mosquito, mas precisamos de ação efetiva, do envolvimento de todos para colocar em prática tudo o que nós já sabemos. Integração com os educadores por meio do Escola Alerta é necessária, já que trabalharemos a educação ambiental junto a eles para que possam levar aos alunos todo o conhecimento para o combate ao mosquito Aedes aegyty. As crianças são multiplicadoras do conhecimento e, por isso, a importância de mostrá-las a maneira adequada do descarte de lixo para evitar problemas de saúde pública, como a dengue”, explicou Rita Araújo.
Durante o debate promovido na mesa redonda, a coordenadora da Slum mostrou o trabalho realizado pelo órgão em relação à coleta diária de resíduos, as ações de educação ambiental e a fiscalização para coibir o descarte inadequado. Outro ponto destacado foi a produção de brinquedos e artigos com materiais recicláveis, utilizados durante as palestras nas escolas. “Com este trabalho nós conseguimos mostrar de forma prática como reaproveitas coisas que iriam parar no meio ambiente caso não tivesse o destino correto”, completou.
A Semed também apresentou um modelo do Plano de Ações que deverá ser programado pelos gestores escolares, documento que será integrado ao projeto Escola Alerta. O evento foi encerrado com a palestra do médico infectologista Celso Tavares, que abordou as doenças causadas pelo Aedes de forma técnica.

Economia Verde será decisiva para que o Brasil possa alimentar o mundo, diz SNA

 

 
 
A chamada Economia Verde, que engloba fatores como segurança alimentar e energética, além da preservação dos recursos naturais, será decisiva para que o Brasil possa fornecer alimento para o mundo no futuro. A afirmação é do diretor da Sociedade Nacional de Agricultura Ronaldo de Albuquerque.
“Nosso País já dispõe de água, solo, terra, tecnologia e capacidade empresarial. Conforme disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante o 12º Congresso de Agribusiness da SNA, nosso desafio será saber utilizar os ativos ambientais e traduzi-los em riqueza e sustentabilidade.”
Para Albuquerque,  é necessário ainda que o homem saiba respeitar os limites dos ecossistemas regionais. “Estas áreas, quando preservadas, podem sustentar a população local e manter os serviços ambientais.”
LIDERANÇA DO BRASIL
O ex-ministro e membro da Academia Nacional de Agricultura Roberto Rodrigues afirma que, para o Brasil assumir a liderança de um projeto global de Economia Verde, “é preciso fazer a lição de casa, que implica numa estratégia de nação e lidar com alguns assuntos como o Código Florestal, a questão ambiental, a logística, a infraestrutura, a política de renda, a lei do seguro rural e a lei do preço mínimo”.
Já o diretor da SNA salienta que, para haver maior produtividade no campo, como decorrência de um aperfeiçoamento da política agrícola no País, é necessário expandir o sistema elétrico nacional. “Ele é fundamental para a segurança alimentar e suas infraestruturas de suporte”, garante.
MAPA DA FOME
Relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) estima que uma em cada oito pessoas no planeta sofre de fome crônica. O problema atinge 842,3 milhões de pessoas e concentra-se nos países em desenvolvimento.
De acordo com a instituição, em termos proporcionais, a África tem 23,6% da população em situação de fome crônica, quase uma em cada quatro pessoas.
Representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic afirma que, além da produtividade mundial não crescer na mesma proporção da demanda de alimentos, a elevação da renda tem puxado o consumo e os problemas climáticos estão aumentando os custos de energia.
Neste contexto, ele destaca que o Brasil tem papel fundamental como fornecedor de alimentos e conhecimento para o mundo e que, até 2050, deverá responder por 40% do crescimento da produção do planeta. O representante da FAO defende a criação de um grupo estratégico de pensadores sobre o papel do Brasil nesse futuro.
COMBATE À MISÉRIA
Na opinião de Ronaldo de Albuquerque, a ONU precisa dar ênfase à recuperação das chamadas populações subnormais. “Partimos do ponto de vista de que a miséria é uma consequência socioeconômica de solução distorcida dada a um problema. Existisse no mundo uma agricultura produzindo frutos generosos à questão, a pobreza estaria minimizada. Daí, nosso redobrado interesse em ver o aumento da produtividade agrícola ser atacada com mais agressividade e eficiência”, salienta o diretor da SNA.