segunda-feira, 24 de abril de 2017

REAPROVEITAMENTO DE PEÇAS DE CARRO

Reprodução
Em seu estande, a Renova vai trazer um carro com um corte transversal, de modo que seja possível visualizar seu interior e parte de seu motor. O visitante que entrar no carro poderá fazer um tour para conhecer o processo da Renova, utilizando um óculos 3D e controlando o ângulo de visão do galpão da empresa em São Paulo.
“A Renova Ecopeças está completando 3 anos de existência com números bastante relevantes. Somente em 2016 foram quase 115 mil peças vendidas, 31 mil kg de vidros reciclados ou vendidos e mais de 3 milhões de kg de metal reciclado. Nossa participação na Automec reflete justamente esse momento da empresa e reforça nosso pioneirismo, o sucesso da operação e dos resultados alcançados”, afirma Fabio Frasson, superintendente da Renova Ecopeças.
A Renova Ecopeças impulsiona o segmento com um modelo sustentável e com controle rígido de rastreabilidade das peças. Com a lei do desmanche em vigor no estado de São Paulo, desde junho de 2014, a atividade de desmonte de carros passou a ser regulamentada, tornando a compra de peças de reuso mais segura para o cliente.
O modelo de operação da Renova inicia-se a partir da descontaminação dos carros e a retirada dos gases, sobras de combustível, óleos, líquido de arrefecimento e outros fluídos. Esse material é enviado para reciclagem, coletado por empresas especializadas, e reaproveitado em diversos segmentos e aplicações. Na etapa seguinte ocorre a desmontagem do automóvel, com a retirada das peças móveis de lataria, do motor, itens de segurança e demais componentes como rodas e pneus, tapeçaria, vidros, e finalmente, o recorte do monobloco.
Todas as peças são submetidas a uma triagem para classificação quanto à qualidade e condição de reaproveitamento. Elas são qualificadas em três categorias: A, B e C, sendo que aquelas classificadas como A (em perfeito estado) e B (com pequenas avarias) recebem uma etiqueta que garante sua procedência, rastreabilidade e histórico, e então são comercializadas no balcão de vendas da Renova, teleatendimento ou pelo e-commerce.
Por sua vez, peças muito avariadas ou consideradas itens de segurança são classificadas na categoria C, sendo encaminhadas ao fabricante ou vendidas como sucata para serem processadas e transformadas em matéria prima. Todas elas recebem um selo de qualidade e são vendidas com documento fiscal eletrônico (NFe), garantindo maior confiança do cliente. O preço de uma peça na Renova é de 50% a 80% menor do que uma nova, variando conforme o modelo e sua condição.

domingo, 23 de abril de 2017

UNESCO: cultura é importante aliada para desenvolvimento sustentável das cidades

  

Na ocasião, a coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Patrícia Reis, afirmou que a cultura pode ser uma importante aliada para o desenvolvimento sustentável local.

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) participou na terça-feira (11) do 3º Encontro Brasileiro de Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial, realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) em Brasília.
Na ocasião, a coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Patrícia Reis, afirmou que a cultura pode ser uma importante aliada para o desenvolvimento sustentável local. O tema se torna ainda mais relevante no momento em que as Nações Unidas celebram o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento 2017.
Na proclamação do Ano Internacional, a ONU declarou que o turismo “promove mais entendimento entre os povos de todos os lugares, o que leva a uma maior conscientização sobre o rico patrimônio de várias civilizações e a uma melhor apreciação dos valores inerentes às diferentes culturas, contribuindo dessa forma para fortalecer a paz no mundo”.
A importância do Turismo para a promoção da paz e do desenvolvimento sustentável tem sido reconhecida há muito tempo pelos vários programas culturais e científicos da UNESCO, sobretudo, pelo Programa do Patrimônio Mundial.
Durante evento em Brasília, a UNESCO também apresentou uma publicação sobre os impactos da criação do Museu de Congonhas, inaugurado há pouco mais de um ano em Minas Gerais.
O documento “Museu de Congonhas: Relato de uma Experiência” conta o processo de implantação do museu e os resultados do seu primeiro ano de existência, entre os quais suas contribuições para o desenvolvimento da cidade e da região em que está localizado.
O Museu de Congonhas é o primeiro e único museu de sítio do Brasil. Sua principal temática é um Patrimônio Mundial a céu aberto — o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. O museu oferece informações relevantes e em formatos modernos para que o público interprete o que vê no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos.
O objetivo do livro é promover a reflexão sobre como programas e equipamentos de interpretação dos sítios do Patrimônio Mundial agregam valor tanto aos próprios sítios quanto às estratégias de desenvolvimento local e regional.
A publicação descreve todo o processo de implantação do museu, desde sua concepção até sua criação. Ela também mostra a importância da cooperação entre os diversos atores envolvidos na manutenção de um sítio do Patrimônio Mundial — neste caso, Ministério da Cultura, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Prefeitura de Congonhas (MG).

Unisol Brasil discute os rumos da economia solidária em São Paulo

 Perspectivas para o setor frente a cenário de ataques a direitos pelo governo Temer são a principal pauta de encontros com a participação da central de empreendimentos solidários

 
   A Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol Brasil) promove, desde a última segunda-feira (27), em São Paulo, o Encontro Nacional da Economia Solidária. Entre os assuntos abordados estão o retrocesso dos direitos dos trabalhadores e as diretrizes do setor para os próximos dois anos.
economia solidária envolve setores como metalurgia, alimentação, agricultura familiar e artesanato. A troca de experiência entre os participantes é um dos destaques do encontro. 
Na sequência, nesta quinta-feira (30) a Unisol Brasil participa do 2º Encontro Internacional de Centrais de Cooperativas e Sindicais da América Latina, promovido pela CICOPA Américas, braço da Organização Internacional das Cooperativas. O encontro deve reunir 14 centrais de países da América Latina e do Canadá.
"O cooperativismo solidário está necessariamente ligado ao desenvolvimento social e econômico. Consegue abordar outras pautas com a ótica do trabalho", afirma Isadora Candian dos Santos, tesoureira da Unisol Brasil, em entrevista à repórter Soraia Fessel, para o Seu Jornal, da TVT
O presidente da Unisol Brasil, Leonardo Pinho, afirma que a proposta de reforma da Previdência do governo Temer ataca os direitos dos trabalhadores e rompe com acordos internacionais do qual o Brasil é signatário.
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), que participou do encontro, defendeu o fortalecimento da economia solidária no Brasil e também denunciou retrocessos promovidos pelo governo Temer no setor. "A economia solidária vive dificuldades porque contava com a Secretaria Nacional de Economia Solidária, que foi praticamente desmantelada por esse governo golpista."
Encontro Nacional da Economia Solidária e o 2º Encontro Internacional de Centrais de Cooperativas e Sindicais da América Latina são abertos ao público e ocorrem no Braston Hotel, que fica na Rua Martins Fontes, 330, Consolação, centro de São Paulo

Encontro territorial discute economia solidária na baixada cuiabana

 
  



O Governo de Mato Grosso, por meio das Secretarias de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf-MT) e de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT), promoveu o primeiro encontro territorial para debater a economia solidária na baixada cuiabana. O evento ocorreu nesta quinta-feira (06.04), no Centro de Formação e Atualização de Professores (Cefapro), em Cuiabá, e contou com ampla participação da sociedade civil.
Palestras e apresentações sobre diagnósticos de empreendimentos solidários e proposições para elaborar o plano estadual de economia solidária nortearam o evento. Mais de 150 pessoas participaram, entre agricultores familiares, professores, assistentes sociais, associados, cooperados e estudantes.
“É uma ação intersetorial entre Seaf e Setas, que incentiva o empoderamento da mulher rural, o fortalecimento de associações produtivas e cooperativas de doceiras, artesanato, crochê, produção rural, entre outras formas de incrementar o orçamento das famílias”, comentou o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Suelme Fernandes.
Ainda na programação, o público discutiu os eixos temáticos, comercialização e produtos solidários, regularização fundiária, educação e assessoria técnica, agregação de valor e ambiente institucional. Após o debate, eles elencaram propostas para elaboração do plano estadual.
Segundo a assistente social do Governo de Mato Grosso, Cenira Evangelista, este convênio que visa o fortalecimento da política pública é um apoio importante que o Estado está dando para alavancar a comercialização de empreendimentos já existentes.
O secretário de Estado de Trabalho e Assistência Social, Max Russi, participou do evento e comentou sobre a importância do debate. “Saímos do encontro com boas propostas para fazer com que a economia solidária avance em Mato Grosso. Teremos mais seis encontros em todo o estado, criando propostas para que possamos direcionar os incentivos na economia solidária e transformar a vida de muitos mato-grossenses”.
Serão realizados nos municípios de Cáceres, Tangará da Serra, Barra do Garças, Colíder, Juína e Vila Rica debates semelhantes para colher propostas e ouvir a sociedade civil sobre o futuro da política pública da economia solidária em Mato Grosso.
Durante o evento, ocorreu a venda de verduras e legumes da agricultura familiar da baixada cuiabana e dos produtos oriundos dos empreendimentos da economia solidária.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Juros das cooperativas são mais baixos


O volume de empréstimos liberados em cooperativas de crédito subiu 8,5% no terceiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). Estas instituições podem ser uma alternativa para pagar menos da metade dos juros cobrados pelos bancos.
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De acordo com pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os juros médios cobrados pelos bancos estão em 4,58% ao mês.
Recorrer às cooperativas pode ser válido a quem precisa de dinheiro para cobrir uma dívida com juros altos, como cheque especial e cartão de crédito. No entanto, segundo o o economista Marcos Silvestre informou ao UOL, a recomendação não vale se você precisar do dinheiro com urgência.
Para solicitar o crédito, é necessário se associar à cooperativa. O texto lembra que muitas empresas possuem convênio com essas instituições. No caso de profissionais liberais, há sindicatos ligados a órgãos de classe e sindicatos, além de "cooperativas de livre admissão".
Apesar serem instituições financeiras de menor porte, as cooperativas de crédito conta com fundo garantidor no caso de falência, todos os cooperados podem participar das decisões da instituição, é feita distribuição dos resultados e também têm acesso a diversos produtos e serviços, cartão de crédito, seguros, aplicações, entre outros.
Por outro lado, se a cooperativa registrar perda, os seus cooperados têm que bancar o resultado negativo. Por isso, os especialistas recomendam pesquisar sobre a instituição a qual deseja se cooperar.

Sustentabilidade: reciclagem de lixo gera renda para hospital de Cachoeiro

 

O dinheiro arrecadado com a venda do material é usado para obras de melhorias no hospital. Além do próprio lixo, a unidade também atua como ponto de coleta de materiais recicláveis

Na última semana, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) entregou para uma empresa de reciclagem da cidade o montante de 800 quilos de papelão, papel comum e garrafas pet. O dinheiro arrecadado com a venda dos materiais recicláveis é revertido para obras de melhorias no hospital.
De acordo com o setor de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), cerca de 90% de todo material recolhido para realizar esta entrega foi gerado pelo próprio hospital. “A empresa faz o recolhimento do material a cada duas semanas e toda verba obtida é transformada em melhorias para o hospital”, destaca o técnico de segurança do trabalho Erbert Garcia.
Além de recolher e separar o lixo, o HECI também atua como posto de coleta de materiais recicláveis. O setor de reciclagem existe há 10 anos e em trabalho conjunto ao Serviço de Controle de Infecções Hospitalares (SCIH) forma a Comissão de Resíduos, que define o controle do descarte dos materiais residuais e também o processo de reciclagem no hospital.
egundo Jocimar Rosa, supervisor do SESMT, essa ação pode ser melhor se houver mais adesão. “Fazemos treinamentos informando a necessidade e a forma adequada de descarte desse material, uma vez que a sua eliminação correta é muito importante. Além disso, essa ação gera um retorno financeiro e social que contribui para o meio ambiente”, completa.

Painel sobre a Economia do Mar

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, defendeu, na World Ocean Summit 2017, que a chave do desenvolvimento sustentável do oceano reside na adopção da economia circular do mar, informou hoje o Ministério do Mar em comunicado.
A governante, que participou no painel sobre a Economia do Mar, no World Ocean Summit, em Bali, na Indonésia, explicou que “os novos modelos de negócio devem conseguir compatibilizar a rentabilidade atractiva com um desempenho ambiental positivo”.
Como exemplo, falou da recolha do lixo plástico marinho para aplicação no fabrico de novos produtos, transformando assim “os resíduos numa matéria-prima geradora de lucro e eliminando este problema ambiental dos oceanos”.
Em declarações à agência Lusa, na segunda-feira, 20 de fevereiro, antes de partir para a cimeira de Bali, Ana Paula Vitorino realçou o facto de Portugal ter como objectivo para os próximos dez anos aumentar a economia marítima, que representa 3,1% do Produto Interno Bruto português, aproveitando até 2020 para contar com o quadro comunitário de apoio actual.
“É muito pouco, porque o território marítimo representa mais de 90% do território nacional”, disse a ministra, embora tenha referido que iria explicar em Bali “a bondade da candidatura” portuguesa para a extensão da plataforma continental, pedida em 2009 e que vai ser discutida este ano nas Nações Unidas.
A ministra do Mar disse ainda na World Ocean Summit, que decorreu entre quarta e sexta-feira (22 a 24 de fevereiro) que Portugal está a promover “Port Tech Clusters” nos portos do país, estimulando a criação de ‘startups’ de base tecnológica que permitam às empresas beneficiar do acesso facilitado ao mar que os portos oferecem e de condições favoráveis para testar tecnologias marítimas que estão ainda em fases iniciais de desenvolvimento.
O evento, que foi organizado pela revista The Economist e decorreu desde a passada quarta-feira na capital indonésia, reuniu decisores políticos, empresas, Organizações Não-Governamentais (ONG) e cientistas de todo o mundo que discutiram temas relacionados com o financiamento de uma economia sustentável nos oceanos.
Durante o debate, em que foram abordadas questões de governação dos oceanos, Ana Paula Vitorino destacou a importância de Portugal ter criado um Ministério do Mar dotado de competências para assegurar coordenação transversal dos assuntos do mar, e do transporte marítimo e dos portos em particular, assegurando ainda a integração de políticas e a gestão dos fundos nacionais e europeus relativos ao mar, nomeadamente a criação do Fundo Azul.
Na intervenção, a ministra do Mar falou também do Roteiro para as Energias Renováveis Oceânicas, que visa criar um cluster industrial voltado para a exportação destas tecnologias.
Ana Paula Vitorino referiu também que “as energias renováveis do oceano têm potencial para suprir 25% das necessidades de geração eléctrica de Portugal”.
À margem da conferência, a governante reuniu-se com empreendedores e investidores, além de divulgar as oportunidades de investimento em Portugal e o potencial de estabelecer parcerias “win-win” [em que ambos ganham] com centros de investigação e empresas nacionais.
A ministra do Mar realizou ainda encontros bilaterais com várias entidades internacionais, nomeadamente o secretário-geral da IMO (Organização Marítima Internacional), Kitack Lim, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Peter Thomson, bem como o comissário europeu do Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, tendo estabelecido as linhas para “uma possível colaboração” com Portugal.