quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Empreendedorismo é mito

 Diogo Teles e José Simões conheceram-se por acaso, apresentados por um professor universitário do primeiro (e amigo do segundo), na Universidade de Aveiro. José Simões andava à procura de um sócio - uma pessoa que quisesse entrar com ele num negócio: uma aplicação móvel de descontos em tempo real. Diogo trabalhava na altura numa empresa, mas alinhou. Às dez horas de trabalho diário começou a juntar mais de metade: a Mobitto começou assim, entre conversas de Skype, à distância.

Pouco tempo depois, José e Diogo mudaram-se para Madrid. A empresa tinha sido aceite na Startupbootcamp (membro do Global Accelerator Program) na capital espanhola. "É a recordar esta história que vejo que não tem magia nenhuma", diz Diogo Teles.
Da ideia - que surgiu a propósito do mestrado de José sobre as questões de personalização de publicidade - passaram ao conceito da empresa. A Mobitto nasceu como aplicação móvel de descontos em tempo real, de maneira a que as empresas aderentes pudessem dar conta de ofertas de última hora e que os utilizadores pudessem usufruir de preços e condições especiais.
Era preciso investir (ao todo, José e Diogo terão investido cerca de 30 mil euros) e poupar. Por isso, em Madrid viviam com uma terceira pessoa num T0. E, sempre que regressavam a Lisboa, comiam em casa dos pais do José para pouparem nas refeições. Só que quase nunca se acerta à primeira.
"Criámos uma plataforma de promoções em real time mas percebemos que nunca iria funcionar na Europa por duas razões: existem muitos tubarões na área e, passado pouco tempo, os pequenos empresários - os principais parceiros - e os clientes deixariam de usar a aplicação porque, por serem tão próximos, podiam interagir pessoalmente. Aí, deixávamos de ser uma mais-valia", justifica Diogo

Promoção do empreendedorismo nas escolas continua a ser aposta da Nersant



O objectivo é despertar os alunos do ensino básico e secundário para a importância da actividade empresarial e orientá-los para a construção de uma ideia de negócio.




EmpCriança - Empreender no Ensino Básico e EmpreEscola - Empreender no Ensino Secundário são os dois projectos de empreendedorismo que a Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém se encontra a dinamizar há já alguns anos e que têm dado frutos junto das escolas aderentes. O objectivo é despertar os alunos do ensino básico e secundário para a importância da actividade empresarial, incutindo-lhes diversos conceitos associados a esta actividade, e promovendo uma monitorização dos projectos empresariais que vão sendo criados pelos alunos.
Embora com objectivo semelhante, na prática estes projectos têm algumas diferenças, dada a idade do público-alvo que cada um deles envolve. Enquanto no EmpCriança as crianças do Ensino Básico são impelidas pelos professores a criarem uma mini-empresa, passando a apreender diversos conceitos ligados ao mundo empresarial, como multinacional, lucro, marketing, entre outros, no EmpreEscola já se propõe a realização de um plano de negócios da empresa idealizada pelo aluno, plano este que será apresentado no final do ano lectivo perante toda a comunidade escolar, Nersant e ainda perante um júri. O prémio é apoio técnico para a constituição da empresa, caso os alunos decidam enveredar por essa via.
A diferença fundamental é que no EmpreEscola, por se tratar de alunos do Ensino Secundário, existe uma grande probabilidade da ideia de negócio desenvolvida ser efectivamente concretizada, uma vez que este projecto tem como finalidade despertar os alunos para esta via profissional, tão pouco escolhida hoje em dia.
De acordo com António Campos, presidente da Comissão Executiva da Nersant, Portugal é dos países que apresenta uma taxa mais elevada de criação de empresas, mas é também dos países com maior índice de mortalidade de empresas. “Estes dados mostram que apesar de sermos um país muito empreendedor, há um problema na formação dos nossos jovens empresários que é necessário combater. Não chegam as boas ideias, há que saber fazer um plano de negócio, saber se a empresa é viável. Sensibilizar os jovens para essa questão, é um dos objectivos destes projectos”, diz António Campos.

Próxima acção é formação acreditada a professores
No âmbito dos projectos de empreendedorismo da Nersant, a próxima acção a arrancar é a formação acreditada aos professores do ensino básico que estão a dinamizar o projecto junto dos alunos do EmpCriança.
Esta formação acreditada visa dar a conhecer o projecto EmpCriança aos professores responsáveis pelo acompanhamento dos alunos, apresentando-lhes ao mesmo tempo os diversos materiais didácticos com que irão trabalhar. Neste momento, a Nersant encontra-se a reformular o projecto, pelo que estão a ser trabalhados novos materiais pedagógicos, como o manual do professor, entre outros.
As escolas interessadas em aderir ao EmpCriança e ao EmpreEscola ainda o podem fazer, bastando para tal contactar a Nersant através do número 249 839 500 ou do e-mail datic@nersant.pt.

Mais de dois mil alunos já envolvidos
Desde a sua implementação, o EmpCriança e o EmpreEscola somam já a participação de 2026 crianças e jovens, 105 escolas, 194 professores e ainda o envolvimento de 134 empresas. Só no corrente ano ano lectivo, a Nersant encontra-se a coordenar a participação de 1200 crianças no EmpCriança e de 250 jovens no EmpreEscola.





692 euros para jovens licenciados que criem cooperativas


O programa COOPJOVEM, destinado a apoiar a criação de cooperativas, prevê a atribuição de uma bolsa de 691,71 euros aos jovens licenciados interessados em desenvolver um projeto, que exige dedicação exclusiva.


A portaria que regulamenta o COOPJOVEM, programa de apoio ao empreendedorismo cooperativo, foi esta quinta-feira publicada em Diário da República e estabelece três iniciativas: acesso a uma bolsa para desenvolvimento do projeto, apoio técnico e acesso a crédito bonificado ao investimento no âmbito do MICROINVEST.
Podem concorrer ao COOPJOVEM, jovens com idades entre os 18 e os 30 anos e, pelo menos, o 9.º ano de escolaridade, interessados em criar uma nova cooperativa com um mínimo de cinco e um máximo de nove cooperantes.
Podem também candidatar-se ao programa empreendedores entre os 18 e os 40 anos com, pelo menos, o 9.º ano escolaridade que pretendam criar uma nova secção, com um limite de nove jovens agricultores, numa cooperativa já existente e que tenha até 10 trabalhadores.
Para apoiar os jovens no desenvolvimento da cooperativa, o programa prevê a atribuição de bolsas, exigindo em contrapartida "dedicação exclusiva dos jovens à concretização do projeto apresentado".
A bolsa tem um valor máximo de 691,71 euros para jovens com ensino superior completo (correspondente a 1,65 vezes o indexante dos apoios sociais), 544,99 para jovens com ensino secundário completo (1,3 vezes o IAS) e 419,22 para quem não concluiu o ensino secundário, durante um período mínimo de dois meses e máximo de seis meses.
Os beneficiários da bolsa terão que apresentar relatórios de progresso do projeto e podem candidatar-se às linhas de crédito do MICROINVEST.
Neste âmbito, são elegíveis os projetos de investimento que criem, pelo menos, um posto de trabalho na nova cooperativa ou de que resulte "a criação líquida de postos de trabalho nas cooperativas agrícolas já existentes".
As candidaturas ao programa devem ser apresentadas à CASES (Cooperativa António Sérgio para a Economia Social), entidade que será responsável pela validação dos projetos.

SDR assina convênios com cooperativas da região de Erechim


O secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ivar Pavan, assinou nesta quarta-feira (26), convênios com a União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Rio Grande do Sul (Unicafes) e com a Cooperativa de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol). O convênio com a Unicafes foi de R$ 160 mil e com a Cresol foi no valor de R$ 240 mil.

Em seu pronunciamento, o titular da SDR, Ivar Pavan, falou da importância que as cooperativas têm para o desenvolvimento da agricultura familiar no Estado. “O cooperativismo tem na sua essência a solidariedade e por isso é o elo para o fortalecimento dos agricultores familiares”, garantiu Pavan.Segundo o representante da Cresol, Carlos Copercini, hoje o crédito não é mais problema. “Nosso desafio está na aplicação dos recursos. O objetivo é poder dar uma boa orientação aos associados para viabilizar a agricultura familiar”, disse Copercini.

Para o presidente da Unicafes, Clamir Balen, esses recursos irão ajudar a dar qualidade no trabalho que já vem sendo desenvolvido e desta forma fortalecer o projeto que visa criar uma rede de cooperativas. “O desafio é que a Unicafes assuma a elaboração deste grande projeto que atenda os diferentes ramos do cooperativismo para uma estruturação das mesmas”, afirmou Balen.

Durante a cerimônia foi apresentado o acordo feito entre o Governo do Estado e a Cooperativa Central Agrofamiliar (Agricoop) ) que prevê a devolução de cinco unidades da antiga estatal Companhia Riograndense de Laticínios e Correlatos (Corlac) ao Estado do Rio Grande do Sul e que foi assinado pelo governador Tarso Genro, na última quarta-feira (19).

De acordo com o presidente da Agricoop, Mario Farina, esse acordo tem um significado muito grande, pois vai possibilitar reinvestir nos meios de produção e garantir o escoamento da produção aos produtores associados.

O ato foi realizado na Câmara de Vereadores de Erechim e teve a presença de representantes de cooperativas, sindicatos, vereadores regionais, Emater, os diretores da SDR, Gervásio Plucinski (Cooperativismo/DCOOP), José Batista (Agricultura Familiar/DAF) e o chefe de gabinete, Inácio Beninca.

COOPERATIVAS DO PR: Número de cooperados se aproxima de um milhão

As 240 cooperativas paranaenses vinculadas ao Sistema Ocepar estão cooperativas parana encerrando 2012 com quase um milhão de cooperados. Atualmente são 900 mil, ou seja, praticamente o dobro do registrado há cinco anos.


Em 2007, o número de cooperados somava pouco mais de 450 mil. A expansão vem se acelerando especialmente nos últimos anos e está sendo puxada pelo ramo crédito, composto no Paraná por 65 cooperativas, que possuem aproximadamente 700 mil cooperados e unidades de atendimento em todo o Estado. Na sequência, vem o ramo agropecuário com 135 mil cooperados e o saúde, com 13 mil cooperados. “As cooperativas de crédito vêm democratizando o acesso aos recursos financeiros para milhares de pessoas por meio de sua capilaridade e forte vínculo com as ações locais e regionais. Além de oferecer produtos e serviços de qualidade, promovem a inclusão financeira, já que em muitos municípios são a única instituição financeira disponível para a comunidade”, afirma o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski. “Com certeza, este será o ramo que continuará crescendo de forma geométrica, propiciando alavancar investimentos de nossos setores produtivos”, acrescentou. Ele lembra ainda que as cooperativas de crédito estão superando os R$ 13 bilhões em ativos em 2012.


Postos de trabalho – De acordo com Koslovski, o cooperativismo paranaense também registra um aumento expressivo na abertura de novas oportunidades de empregos. “Até 2011, o setor era responsável pela geração de 1,5 milhão de postos de trabalho e neste ano houve um incremento de mais 100 mil vagas, graças à adesão de novos cooperados e colaboradores dentro do Sistema. Dessa forma, estamos gerando em torno de 1,6 milhão de postos de trabalho, dos quais 67 mil são empregos diretos”, frisou.


Movimentação econômica – Outro resultado comemorado pelas cooperativas do Paraná é a movimentação econômica recorde superior a R$ 37 bilhões que deverá ser atingida em 2012.  Segundo o presidente da Ocepar, além do aprimoramento na gestão, o setor tem crescido com base em um trabalho intenso de formação, treinamento e capacitação de cooperados, dirigentes e colaboradores, desenvolvido com o apoio do Sistema Ocepar. Nos últimos cinco anos foram realizados 19.920 eventos de capacitação com 596.383 cooperativistas treinados em todo o Estado. Somente em 2012, foram quase 5.000 eventos com cerca de 140 mil pessoas capacitadas em todo o Estado, representando investimentos na ordem de R$ 25,6 milhões.


Outros investimentos – Já em melhoria da infraestrutura, ampliação das agroindústrias e inovação tecnológica, o setor cooperativista paranaense destinou mais de R$ 5,7 bilhões nos últimos cinco anos, “sempre visando garantir serviços de qualidade aos cooperados”, ressalta Koslovski. Em 2012, as cooperativas do Paraná investiram R$ 1,3 bilhão nessas áreas e a expectativa é de que no ano que vem o setor mantenha esse patamar de recursos aplicados.

Exportações de algodão seguram cooperativas do MT



As exportações das cooperativas em Mato Grosso seguem em ritmo acelerado. Em 2012, até novembro, foram enviados em produtos US$ 292,9 milhões para o exterior. O volume é 47,93% ou US$ 94,9 milhões superior aos US$ 198,01 milhões embarcados em 2011.
O algodão é o responsável por 57% dos embarques, seguido do  complexo soja com 36%. Para o setor cooperativista, a tendência é que o atual cenário mantenham-se “firme” em 2013. Em novembro, o crescimento foi de 17,30% frente ao mês do ano passado.
Os números são da Exportação Brasileira de Cooperativas, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que revela que a alta em relação a 2011 proporcionou a MT salto da 6ª  colocação para a 5ª posição dos Estados que mais enviaram via cooperativas. O montante negociado no Estado é 5,31% dos US$ 5,5 bilhões em produtos enviados pelo Brasil. Em novembro foram US$ 42,2 milhões, 17,30% a mais que os US$ 36,04 milhões do mês em 2011.
Conforme dados do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso (OCB/MT), o algodão é o principal responsável pelo resultado. Em 2012, segundo a entidade, 57% dos produtos embarcados pelas cooperativas no Estado são algodão.
Em 2011, o algodão representava apenas 7% dos envios. A soja, que o ano passado significou 73% dos embarques, teve uma representatividade de apenas 36%. O milho não teve nenhum embarque este ano, enquanto em 2011 representava 8%. Feijão e outros grãos secos 5%, ante os 8% do ano passado. Carnes de frango/suíno que em 2011 representaram 4% dos embarques neste ano ficaram com 2%.
O presidente da OCB/Sescoop-MT, Onofre Cezário de Souza Filho, explica que a expansão das exportações das cooperativas em Mato Grosso vem “paralelo” ao aumento do mercado do algodão.
“Com a comercialização das safra 2010/2011, durante o primeiro semestre de 2012, e a comercialização da safra atual, esses números destacaram ainda mais o panorama estadual. Em 2013, esses números devem manter-se firmes.
As cooperativas de Mato Grosso hoje são destaque na produção, exportação e mesmo na industrialização do algodão no Brasil”, diz Onofre.

Faturamento de cooperativas exportadoras cresce 23% em 2012


 
 


No ano em que o dólar voltou ao patamar de R$ 2, cooperativas registraram queda no volume de exportações. Ainda assim, o câmbio favorável representou alta de 23% no faturamento. Hoje, os cooperados representam menos de 1% do mercado de exportação brasileiro - mas planejam expandir suas vendas e preveem retomar o crescimento em 2013.

A balança comercial das cooperativas chegou ao final de outubro apresentando saldo positivo, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), de US$ 4,8 milhões. De janeiro a outubro, as exportações do setor alcançaram um total de US$ 4,9 milhões, crescimento de 23% em relação ao ano passado. Esse é o segundo melhor resultado desde 2006. O volume, no entanto, é 2,7% mais baixo na comparação com o mesmo período de 2011.

Analista de ramos e mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Marco Olívio Morato explica que o novo cenário está amparado em dois pilares: o primeiro deles dá conta das más condições climáticas no sul do Brasil durante o ano, o que acabou afetando principalmente a suinocultura, setor com o qual as cooperativas têm forte ligação. "Essas áreas agregam muitos produtos, o que acabou interferindo nas exportações. Tivemos aumento da demanda por commodidites como milho, trigo e soja, usados em rações animais. Como as cooperativas estão comprometidas com vários elos da cadeia, a produção foi absorvida pelo mercado interno", diz. O volume disponível para venda a compradores estrangeiros acabou diminuindo, refletindo no balanço final. Por outro lado, o aumento no faturamento se explica pela alta do dólar, que beneficiou toda a cadeia de exportação. "Em 2011, tivemos a moeda americana a uma média de R$ 1,67. Esse ano, ela já subiu 26%", compara.

Volume de exportações deve voltar a subir em 2013
China e Estados Unidos estão no topo da lista de mercados em que as cooperativas atuam, com 14,6% e 14,4% da parcela de exportações, respectivamente. Mas o setor aposta também em parcerias alternativas, como Emirados Árabes, Alemanha, Japão, Holanda e Argélia, Arábia Saudita e Egito, que têm trazido mais tranquilidade para os cooperados em tempo de crise principalmente nas potências europeias. "Já faz tempo que as cooperativas estão inseridas nesses lugares, o que se deve ao fato de que a demanda na Europa e nos Estados Unidos já estava estabilizada, então foi necessário buscar outras opções", diz.

Morato explica que conflitos do norte da África têm diminuído a presença das cooperativas brasileiras na região. "Perdemos um pouco o fôlego por conta da tensão política na Síria, por exemplo", afirma. O analista da OCB acredita que tão logo os conflitos cessem, as parcerias devem ser retomadas. Para o próximo ano, a expectativa é de retomada do crescimento também em volume de exportações. "Se não tivermos nenhuma intempérie climática que atrapalhe a produção, esperamos avançar. Torcemos também pela estabilização do preço das commodities", destaca. De acordo com Morato, a previsão é de que o setor registre crescimento entre 5% e 8%.