segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Conselho planeja seminário de capacitação em Economia Solidária em Alagoas

 


 
Conselho planeja seminário de capacitação em Economia Solidária
O planejamento do 1º Seminário de Capacitação dos Conselheiros Municipais de Economia Solidária de Maceió. Esse será o tema da próxima reunião do Conselho Municipal de Economia Solidária. A reunião acontece na próxima quinta-feira (7), a partir das 9h, na Escola Municipal de Gestão Pública (Emgesp), no Centro.
O seminário, marcado para os próximos dias 2 e 3 de dezembro, no auditório do Serviço Social do Comércio (Sesc) Poço, terá, como público-alvo, gestores e técnicos dos governos municipal e estadual que atuam, diretamente, com a Economia Solidária e a geração de trabalho e renda; conselheiros municipais de Economia Solidaria de Maceió; empreendimentos solidários; e representantes de entidades e parceiros.
“O objetivo do seminário é capacitar os conselheiros do município de economia solidaria de Maceió e demais participantes sobre a importância da política de Economia Solidaria no âmbito da geração de trabalho e renda”, explica a diretora de Economia Solidária da Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes), Michelli Larissa Fernandes
O Conselho
Órgão de caráter deliberativo e normativo, o Conselho Municipal de Economia Solidária foi criado com a sanção da lei municipal 5.839, de 2009. Entre suas atribuições, estão aprovar a Política Municipal de Economia Solidária; convocar a Conferência Municipal de Economia Solidária, bem como encaminhar as deliberações da conferência aos órgãos competentes; acompanhar, avaliar e fiscalizar a gestão dos recursos pára o setor, bem como os ganhos sociais; entre outras.
A atual composição do Conselho foi empossada no último dia 4 de abril pelo prefeito Rui Palmeira. O órgão colegiado é formado por representantes dos empreendimentos de Economia Solidária, entidades de assessoria e de representantes do poder público, cada qual com 4 representantes titulares e 4 suplentes.
Entre as secretarias municipais com assento no órgão colegiado, estão: Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária; Assistência Social (Semas); Promoção do Turismo (Semptur); e Finanças (SMF). Os empreendimentos eleitos para integrar o colegiado como titulares foram: Associação dos Artesãos do Mercado Público de Jaraguá (ASAMJ), Tesoura Mágica, Grupo Somando Talentos e Cooperativa dos Catadores Vila Emater 2 (COOPVILA). Já as entidades de assessoria com assento no Conselho são: Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Pescadoras de Alagoas (MMTRP-AL); Cáritas Arquidiocesana de Maceió; IADEC – Banco Cidadão; e CEASB.
Atualmente, a presidente do Conselho é a secretária municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária, Solange Jurema. Ela foi eleita e assumiu a Presidência do órgão no último dia 11 de abril, quando aconteceu a primeira reunião após a posse do Conselho.
Economia Solidária
De acordo com a lei municipal 5.839/2009, Economia Solidária constitui-se “de iniciativas que visam à organização, à cooperação, a gestão democrática, à solidariedade, a distribuição equitativa das riquezas produzidas coletivamente, à autogestão, ao desenvolvimento local integrado e sustentável, ao respeito ao equilíbrio dos ecossistemas, à valorização do ser humano e do trabalho e ao estabelecimento de relações igualitárias entre homens e mulheres na geração de produtos e serviços”.
A mesma lei aponta que é prioridade da Economia Solidária a formação de redes que integrem grupos de consumidores, produtores e prestadores de serviços para a prática do mercado sol

Conselho de Economia Solidária toma posse em Rio Claro

 



 
 


A solenidade de posse do recém-criado Conselho Municipal de Economia Solidária de Rio Claro (Comes) será realizada nesta quinta-feira (17) às 15 horas, no paço municipal. A entidade tem como objetivo intensificar a participação e o controle social nos projetos relativos à Economia Solidária, e sugerir medidas que contribuam para a execução dessas iniciativas e para o alcance dos resultados.

O conselho foi implantado a partir de ação da prefeitura, por intermédio da diretoria de Desenvolvimento Social, vinculada à Secretaria Municipal de Ação Social, em atenção à Lei 4036 de 08 de março de 2010.

A eleição para o biênio agosto de 2013 a agosto de 2015 foi realizada no último mês de agosto no Centro Público de Economia Solidária. Para a eleição foram convocados representantes titulares e suplentes dos Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e de entidades civis atuantes diretamente no desenvolvimento das cadeias produtivas dos EES.
Da sociedade civil serão nomeados os representantes eleitos das seguintes entidades:

Associação Comunitária e de Amigos Beija Flor – Carmelita Lemes Brescansin (titular) e Brasilina Gomes de Brito (suplente); Udam – Luiz Gustavo Bonilha Piccoli (titular) e Érica Cristina Belomi (suplente); Federação Paulista de Mountain Bike – Clayton Palomares (titular) e Cristiane Gobesso (suplente); Instituto Consulado da Mulher – Elen Cristina Correia de Camargo (tirular) e Daniella Marchese (suplente); Iben (Instituto Brasileiro para Educação e Negócios) – Valdemar Benedito (titular) e Marcelo Carlos Dias (suplente); e Senac – Patricia Radirge Bronzelli Naitzki (titular) e Rodrigo Buzin Siqueira do Amaral (suplente).

Dos empreendimentos da Economia Solidária de Rio Claro serão nomeados representantes das seguintes entidades:
Cadeia produtiva de artesanato – Lucimara de Fatima Gomes da Silva (titular) e Sonia Pauletto (suplente); cadeia produtiva de biojoias – Marlene Maciel Barbuio (titular) e Gicelia Maria da Silva (suplente); cadeia produtiva de alimentação – Fernanda Magali Cardoso (titular) e Vânia Cristina de Almeida (suplente); cadeia produtiva de cultura – Emilly Cavalcanti da Silva Dias (titular) e Laura Rodrigues Alves (suplente); cadeia produtiva de agricultura familiar – José Alves Roso (titular) e Alvino Pereira Alves (suplente); e cadeia produtiva de resíduos sólidos – Inair Francisca da Rocha Marcelino (titular) e Maria Aparecida de Oliveira (suplente).

Da área governamental serão nomeados representantes das seguintes entidades:

Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente – Denize Aparecida Rabelo (titular) e Fabiana Alvarenga Filipe (suplente); Secretaria Municipal de Educação – Heloísa Rodrigues da Silva (titular) e Marineide Aparecida Carrara Martins (suplente); Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Silvicultura – Maria Elena De Mori (titular) e Marly Righi (suplente); Secretaria Municipal de Cultura – Renê Diogo Mainardi (titular) e Tatiana Pereira da Silva (suplente); Universidade Estadual Paulista – Auro Mendes (titular) e Ana Teresa Caceres Cortez (suplente); e Secretaria Municipal de Ação Social – Marta Adriana Barbosa Ceccato (titular) e Elizabeth Tavares Musico (suplente)

31 Empreendimentos Econômicos Solidários participaram da Festa das Nações

 



 
 


Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) vinculados ao Programa Municipal de Economia Solidária saíram satisfeitos e animados da 39ª Festa das Nações, realizada na antiga Estação Ferroviária de Rio Claro no período de 17 a 20 de outubro. Além de participarem da festa, puderam divulgar e comercializar seus produtos a preço justo, agradando os visitantes e garantindo a renda familiar.

O EES Café com Leite pertence à cadeia de alimentação e comercializou comidas típicas da China, esgotando seus pratos todos os dias. Outros 30 EES formam a cadeia de artesanato e comercializaram objetos diversificados e atuais, dentre eles produtos sustentáveis, como pufe de pneu, enfeites com janelas e biojóias, confeccionadas em grande parte com sementes coletadas no município.

Também os objetos decorativos agradaram os visitantes, que puderam renovar os ambientes de seus lares com bonecas de EVA, tapetes, potes, panos de prato, biscuit, artigos pintados a mão, filtro dos sonhos e almofadas, além de incrementar o visual com novos modelos de boinas e bolsas. Com a proximidade do Natal, muitas pessoas não resistiram às novidades e aproveitaram para antecipar a compra de lembranças para amigos e parentes.

Vânia Cristina de Almeida proprietária do ESS “Café com Leite” recebe apoio do Programa de Economia Solidária há dois anos. Ela faz parte do conselho gestor e comercializa seus produtos em um dos quiosques da Praça do Artesão, em frente ao Shopping. Vânia conta que está muito feliz em participar da Festa das Nações: “foi uma boa oportunidade para divulgar nosso trabalho e gerar renda. Foi importante também para mostrar o avanço da Economia Solidária em Rio Claro e fortalecer esta nova forma de economia”.

Marlene Barbuio trabalha com biojóias e diz que foi muito bom participar desta festa: “Além da parte tradicional de alimentação, os EES trouxeram muitas novidades e opções para a população na área de artesanato. Por outro lado, o grupo Jóias da Terra pode apresentar o trabalho sustentável que tem feito com a coleta e utilização das sementes locais, sempre preservando o meio-ambiente, o que despertou a atenção da população”.

A coordenadora do Programa Municipal de Economia Solidária (Ecosol) Flávia Codazzi, explica que a participação dos EES é de extrema importância, pois valoriza o trabalho dos empreendimentos do município, tanto na cadeia de artesanato quanto na de alimentação. “Em especial, porque é uma festa promovida pelo município e a divulgação e comercialização é superpositiva dentro de festas tradicionais. Essa participação garante a expansão e o crescimento da Economia Solidária no município", opinou Flávia.

Segundo a coordenadora, os EES estão em constante atividade: “Esta semana quatro empreendimentos participarão da Feira no Supermercado Enxuto da Av. Rio Claro, oferecendo oficina de artesanato à população, que pode participar sem qualquer tipo de despesa, pois também o material já está incluso. A oficina acontece nesta quinta-feira, 24, às 15 horas, com vagas para 15 pessoas que podem se inscrever no local.

O Programa Municipal de Economia Solidária é desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Ação Social, em parceria com a Unesp. Tem se destacado tanto regional quanto internacionalmente por investir nas pessoas, despertando motivação e visão para um comércio justo e solidário que garanta a sustentabilidade das famílias e a preservação do meio-ambiente.

Portugal deve apostar na "economia verde" à saída do resgate


 


“Temos, nesta área, condições para gerar resultados económicos e emprego no curto prazo”, asseverou Moreira da Silva
O ministro do Ambiente defendeu, em Bruxelas, que a “economia verde” deve ser uma das prioridades de Portugal, numa altura em que se aproxima a saída do programa de assistência, pois esta é também uma área de crescimento económico rápido.
“Num momento em que Portugal se aproxima do final do memorando de entendimento, é necessário, a par da responsabilidade orçamental, que continuará a ter de estar connosco durante muitos anos, encontrar um novo modelo de desenvolvimento com reformas estruturais e com investimentos seletivos, apostando em áreas estratégicas”, sendo “uma dessas áreas o crescimento verde”, sustentou hoje Jorge Moreira da Silva.
O ministro, que falava à margem de uma cimeira do chamado 'Grupo do Crescimento Verde' – que integra 13 Estados-membros da União Europeia -, salientou que “Portugal, que neste momento procura identificar opções que vão para lá de um resgate, um novo modelo de desenvolvimento que vá para lá do memorando de entendimento, facilmente conclui que a economia verde integra uma grande potencialidade, não apenas para a proteção ambiental, mas também para a criação de emprego e para um crescimento sustentável”, e não apenas no médio e longo prazo.
Além do mais, sublinhou, atendendo a que “o país precisa de apresentar setores onde pode crescer não só no futuro, como também no curto prazo”, a economia amiga do Ambiente “é uma área de crescimento que se situa em 4% ao ano”, disse, acrescentando ser difícil encontrar “muitas áreas que possam crescer em termos económicos com um nível como este”.
“Temos, nesta área, condições para gerar resultados económicos e emprego no curto prazo”, asseverou.
Moreira da Silva salientou que Portugal “tem recursos naturais muito significativos”: “Temos vento, água, sol, biodiversidade, mar, floresta” e ainda infraestruturas que já estão concluídas, um “grande investimento” feito na investigação e desenvolvimento nas universidades, e empresas inovadoras.
Por isso, disse, é sua intenção que em Portugal também possa ser lançado “um conjunto de iniciativas para tirar partido do crescimento verde”, razão pela qual já está em diálogo com o sistema científico, com universidades, com organismos públicos, com fundações, organizações não-governamentais e empresa, “precisamente para aplicar também em Portugal um plano de ação para o crescimento verde”, beneficiando do facto de haver novas regras para o quadro comunitário 2014/2020, onde se fixa como imperativo alocar 20% dos fundos comunitários a um modelo de desenvolvimento mais limpo.
Ao nível da UE, Jorge Moreira da Silva defendeu que, num momento em que há mais dados que apontam para as consequências das alterações climáticas, mas também para a “imprescindibilidade de olhar para esta área como uma área de competitividade, crescimento e emprego, se justifica lançar esta plataforma que cria as bases para uma politica mais integrada de clima e energia e que aponta para metas mais ambiciosas em 2030”, a serem fixadas desde já.
“A Europa está neste momento perante a necessidade de tomar uma de duas decisões: ou utilizar a crise económica, que afeta muitos países europeus, como uma desculpa para adiar decisões relativas a alterações climáticas; ou olhar precisamente para esta área como uma razão adicional para afirmar a sua liderança e o seu compromisso”, declarou.
O grupo da economia verde integra 13 países – Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Portugal, Bélgica, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Eslovénia e Estónia – que, numa altura em que a Comissão Europeia se prepara para apresentar as opções para o novo pacote de Energia e Alterações Climáticas 2030, defendem uma agenda ambiciosa em termos de política ambiental, também do ponto de vista económico

Governo aprova Plano de Acção para a Economia Verde

 
 
 
O governo moçambicano, reunido em sessão de Conselho de Ministros, aprovou, terça-feira, em Maputo, o Plano de Acção para a Economia Verde (PAEV) para o período de transição 2013/2014. O governo define a economia verde como sendo aquela que resulta na melhoria do bem-estar humano e igualdade social, ao mesmo tempo que reduz significativamente os riscos ambientais e a escassez ecológica.
Para a implementação deste plano de acção, o governo defende uma economia menos poluente, ou seja menos intensiva em carbono, eficiente em recursos naturais e socialmente inclusiva.
Falando em conferência de imprensa minutos após o término da sessão, a vice-ministra da Coordenação da Acção Ambiental (MICOA), Ana Chichava, explicou que o referido plano faz uma abordagem sobre o uso racional e sustentável dos recursos naturais, através da integração de três pilares de desenvolvimento sustentável, nomeadamente económico, social e ambiental.
“Isso significa que não podemos fazer nenhum empreendimento sem analisarmos qual vai ser o ganho económico, qual vai ser o impacto social e qual vai ser o impacto ambiental”, disse Ana Chichava.
O Plano também contempla a equiparação dos três capitais, nomeadamente o físico, humano e natural. O capital físico inclui uma infraestrutura sustentável e resistente, enquanto o capital natural refere-se ao uso eficiente dos recursos naturais que, actualmente, constitui o maior desafio do governo moçambicano. O capital humano refere-se a resiliência e capacidade de adaptação dos moçambicanos.
“Estamos a falar da habitação, estamos a falar do emprego, planeamento físico, empoderamento da mulher entre outros”, disse a governante. Por isso, segundo Chichava, “quando falamos do desenvolvimento sustentável estamos a dizer produzir hoje, colher, comer mas sem nos esquecermos das próximas gerações. Assim como nós encontramos a floresta, encontramos o céu, encontramos a água, também temos que garantir que as próximas gerações encontrem esta riqueza”. Na mesma sessão, o governo aprovou um decreto que cria o Parque Nacional de Mágoè, na província central de Tete.
“O parque tem como objectivos principais reforçar o programa Txuma Tchato na conservação dos ecossistemas existentes naquela área reduzir a pressão do uso dos recursos naturais, dado que estes recursos são finitos”, explicou o porta-voz do governo, Alberto Nkutumula.
Txuma Tchato é um programa que envolve as comunidades locais em parceria com o Estado e o sector privado na gestão dos recursos faunísticos naquela região. Prosseguindo, o porta-voz explicou que o parque também vai reduzir o conflito homem-animal e a caça furtiva.
“Existe naquela região a palanca vermelha que ocorre apenas naquela região do país e é preciso preservá-la de forma a evitar a sua extinção. Há também outros animais de grande porte e de médio porte, há elefantes, hipopótamos, leões e outros felinos. Há também outro tipo de espécies que servem de alimentação para a população”, disse Nkutumula, que também desempenha as funções de vice-ministro da justiça. Cobrindo uma área de 355.852 hectares, o Parque está localizado entre os distritos de Mágoè e Cabora Bassa.
Actualmente, assiste se a casos frequentes de queimadas descontroladas que se traduz numa redução acentuada da biodiversidade. Sobre o impacto social do Parque, Nkutumula disse que existem 3.700 habitantes, membros de uma comunidade nómada.
“Para estas pessoas que já la estão a residir será criada uma coutada, que será explorada pelo sector privado em parceria com a população”, disse para de seguida explicar que a mesma visa garantir que as pessoas tenham recursos financeiros e deixem de depender da caça para o seu sustento.
Na mesma sessão o governo também apreciou o processo de revisão da Lei do Mecenato, informação sobre o ambiente de negócios e o relacionamento com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), informação sobre o centro de pesquisa em aquacultura e o relatório sobre a situação da pessoa com deficiência na Função Pública.

Conflito contra projeto de 'economia verde' faz primeira vítima no Acre


 

 
 
Conflito contra projeto de 'economia verde' faz primeira vítima no Acre
Filho de camponês que luta contra projeto de redução de emissões de CO2 é assassinado na região de Manuel Urbano de Rio Branco
Uma situação, que se agrava a cada dia, chegou a um ponto dramático no início desta semana. Um adolescente de 15 anos, nascido e criado numa comunidade do Acre, foi assassinado enquanto seu pai participava de uma audiência em Rio Branco, na sede da Federação dos Trabalhadores em Agricultura, para tornar pública sua objeção ao projeto de redução de emissões de CO2. Com isso, o conflito que ali se estabeleceu já possui sua primeira vítima. 

Nos últimos dois anos, projetos privados para venda de créditos de carbono foram criados no Acre com respaldo do governo estadual. Esses contratos internacionais de compra e venda de carbono são realizados para que empresas dos Estados Unidos e Europa possam continuar poluindo sem maiores restrições, "preservando" áreas de floresta na América Latina, África e Ásia, causando a criminalização das populações tradicionais que vivem nessas regiões e dificultando seu acesso à terra.

    Um desses projetos, denominados de REDD (redução de emissões - de CO2 - por desmatamento e degradação) foi implantado em uma área com mais de 30 mil hectares, às margens do rio Purus, distante algumas horas de barco da cidade mais próxima, Manoel Urbano localizada a 300km de Rio Branco, capital do Acre. A venda dos créditos de carbono no exterior é realizada por uma empresa norte-americana.
     

    O projeto em questão é reconhecido internacionalmente, pelas ONGs que promovem o mercado de carbono, por seus alegados méritos sociais e ambientais, recebendo certificação de qualidade "padrão ouro". Trata-se, contudo, de uma farsa bem arquitetada para esconder os impactos nocivos desse empreendimento para a comunidade de posseiros que vivem na área e não aceita o projeto. Seus direitos não estão sendo respeitados e o acesso à justiça não está sendo garantido pelas instituições responsáveis.

    Os projetos que estão sendo implantados em outras áreas do Acre e da Amazônia possuem o mesmo potencial de criação ou agravamento de conflitos fundiários. Como afirma Osmarino Amâncio, liderança histórica do movimento dos seringueiros, os projetos de REDD "despertam velhos problemas fundiários vividos na Amazônia, mas ganham uma dimensão nova com essa tal de 'economia verde' e REDD". O mais grave, segundo Osmarino, é que estes projetos "impõem uma série de proibições aos moradores", impedindo que eles possam "fazer seus roçados, tirar madeira para construir suas casas, oferecendo em troca uma miséria, que é o dinheiro que eles dizem que os moradores vão ganhar com o projeto, ou então bolsas de tudo que é tipo, que não garantem a sobrevivência dos trabalhadores". E tudo isso, segundo Osmarino, conta com o apoio dos órgãos públicos, "responsáveis por criminalizar nossas práticas tradicionais e impor o medo nas comunidades, dizendo pra elas que não têm outra saída".

    Por isso, fazemos um alerta a todos os movimentos combativos: os projetos ligados à "economia verde" são uma grande e perigosa ameaça para as populações locais. A "financeirização da natureza" e o pagamento por "serviços ambientais" são apenas mais uma face da expansão destrutiva do capital sobre a região amazônica, varrendo de seu caminho todas as vidas que possam atrapalhar essa necessidade lógica do sistema. É hora de sermos solidários com a família do menino Márcio e com a comunidade de posseiros do interior de Manoel Urbano que luta pra seguir na terra na qual sempre viveu em paz.

    Encontro global sobre «economia verde» será nos Emirados Árabes Unidos

    HOJE às 08:07
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    O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, anunciou a realização da primeira conferência mundial sobre a Parceria para a Acção sobre Economia Verde nos Emirados Árabes Unidos.

    Para sediar o evento da iniciativa, com a sigla Page, a agência refere que o país disponibilizou-se a agregar centenas de representantes governamentais e políticos de alto nível. A reunião decorre de 4 a 5 de Março de 2014.
    No âmbito do apoio, deve também ser financiada a participação de até 100 delegados de países de baixos rendimentos. O objectivo da economia verde é reduzir os impactos ambientais negativos e a escassez ecológica causados pelo desenvolvimento. A conferência é vista como uma oportunidade para rever o progresso na implementação do tipo de actividades no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza após a Cimeira Rio +20.
    O evento também deve discutir as possibilidades do contributo da economia verde para a agenda de desenvolvimento pós -2015, além do que o Pnuma chama «uma nova arquitectura global para a sustentabilidade». Os benefícios sociais para uma transição inclusiva para economias verdes também serão o foco do encontro, que pretende que a mudança seja mais ecológica e eficiente em termos de recursos.
    A parceria Page foi lançada no início deste ano, com o objectivo de garantir o apoio e a formação na implementação de políticas de economia verde e melhores práticas.
    A iniciativa auxilia aos Estados participantes na criação de requisitos necessários, pondo à disposição investimentos e políticas: para o estabelecimento de uma nova geração de recursos.
    Entre eles estão as tecnologias limpas, a infra-estrutura eficiente dos recursos, os ecossistemas em bom funcionamento, a mão-de-obra ecológica qualificada e a boa governação.