quarta-feira, 15 de julho de 2015

IBGE divulga Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2015

 

Estudo reúne 63 indicadores com o objetivo de traçar um panorama do país, em quatro dimensões: ambiental, social, econômica e institucional. 
Entre 2004 e 2011, as emissões de gás carbônico (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, caíram 84,4% no setor de mudança do uso da terra e florestas. Isso ocorreu em consequência da queda do desflorestamento na Amazônia, que mostrou tendência de queda entre 2005 e 2013, atingindo o nível mais baixo em 2012 (4.571 km²).
No período de 2008 a 2013, o ano de 2013 apresentou o menor número de queimadas e incêndios, com 115.184 focos, enquanto em 2010, o ano com o maior valor, haviam sido 249.274 focos. Os incêndios se concentram em algumas regiões, sendo que a mais extensa e recorrente corresponde ao denominado Arco do Desflorestamento, que abrange o sul e o leste da Amazônia Legal.
Já a intensidade do uso de agrotóxicos mais que dobrou entre 2000 e 2012. Em 2002, ano de menor uso da série, a comercialização do produto era de 2,7 kg por hectare, enquanto em 2012 foi de 6,9 kg/ha. Os produtos considerados perigosos (medianamente) foram os mais representativos no período entre 2009 e 2012, respondendo por 64,1% dos itens comercializados em 2012.
A energia renovável perdeu participação na matriz energética brasileira, registrando, em 2012, sua menor participação em uma década (42,4%). Por outro lado, a participação de petróleo e derivados, fontes não renováveis de energia, aumentou de 36,7% para 39,2% entre 2008 e 2012.
É o que revelam alguns dos resultados da 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Brasil 2015, que reúne 63 indicadores com o objetivo de traçar um panorama do país, em quatro dimensões: ambiental, social, econômica e institucional. Entre as fontes de pesquisa utilizadas para a construção dos indicadores estão a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), Produto Interno Bruto (PIB), Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) e Projeção da População do Brasil, todos do IBGE. O estudo também utiliza dados de ministérios, secretarias estaduais e municipais, Ibama, DataSUS, Iphan, Unesco e outras instituições.
Esta edição dá continuidade à série, iniciada em 2002, atualizando os indicadores já publicados e disponibilizando novas informações, além da introdução de novos dados, reafirmando o objetivo de disponibilizar um sistema de informações para o acompanhamento da sustentabilidade do padrão de desenvolvimento do país.
O estudo traz, pela primeira vez, informações sobre a diversidade cultural e ambiental brasileira, por meio do indicador de Patrimônio Cultural brasileiro, formado por 11 bens culturais e oito naturais, todos reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco).
A publicação completa pode ser acessada pelo link www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/ids/default_2015.shtm.
Para download do arquivo PDF, clique aqui.
Dimensão Ambiental: emissões de gás carbônico diminuem 84,4% entre 2004 e 2010
Com 19 indicadores, a dimensão ambiental do IDS aborda temas ligados à emissão de gases de efeito estufa, poluição do ar e das águas, uso de agrotóxicos, queimadas, desflorestamento, além de informações sobe saneamento básico, entre outros.
Em relação à emissão de gases de efeito estufa, houve uma queda de 84,4% das emissões de dióxido de carbono (CO2) no setor de mudança do uso da terra e floresta, (de 1.579.660 Gg para 246.245 Gg) entre 2004 e 2010. Isso ocorreu em função da redução do desflorestamento na Amazônia, que chegou ao seu menor valor em 2012 (4.571 km² de desflorestamento).
O ano de 2013 apresentou o menor número de queimadas e incêndios desde 2008, com 115.184 focos, enquanto em 2010, o ano com o maior valor, foram 249.274 focos. A espacialização dos focos de calor evidencia a sua concentração em algumas regiões do país, sendo que a mais extensa e recorrente corresponde ao denominado Arco do Desflorestamento, que abrange o sul e o leste da Amazônia Legal. Nesta região, as queimadas, associadas ao desflorestamento, são responsáveis pela destruição de grandes áreas florestais. Pará (20.542), Mato Grosso (17.768) e Maranhão (16.189) são os estados com os maiores números de focos de calor em 2013.
As terras indígenas (TIs) e unidades de conservação (UCs) também sofrem queimadas, embora em menor intensidade. Em 2013, os focos de calor destas áreas corresponderam a 14,9% do total do país. No mesmo ano, registrou-se a mesma tendência observada para o Brasil, com redução do número de focos de calor em relação a 2012 (30.956 para 17.137).
A análise segundo os biomas também mostra valores oscilantes, sendo que entre 2012 e 2013 ocorreu uma redução do número de focos de calor em todos os biomas. A Amazônia registrou a maior ocorrência de focos em todos os anos analisados (48.929 em 2013), seguido pelo Cerrado, com 42.622 focos de calor em 2013. Os demais biomas somados (Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa) corresponderam a 20,0% do total de focos de calor em 2013. A Mata Atlântica vem apresentando decréscimo contínuo desde 2011, mas ainda é o bioma mais desflorestado (85,5% de sua área original até 2012).
Desflorestamento na Amazônia Legal desacelerou de 27,8 mil km² em 2004 para 5,8 mil km² em 2013
De 1997 a 2004, o desflorestamento bruto anual na Amazônia Legal teve crescimento continuado, atingindo seu maior nível em 2004 (27.772 km²). De 2005 até 2013, a tendência foi de queda, chegando ao nível mais baixo em 2012 (4.571 km²).
Quanto ao desflorestamento bruto acumulado de 1997 a 2013, a análise das duas metades desse período de 16 anos mostra uma desaceleração: entre 1997 e 2004, a área desmatada foi de 159.078 km², enquanto de 2005 a 2013 foram desmatados 89.158 km².
Entre os biomas extra-amazônicos, o Cerrado teve 49,0% de sua área desmatada até 2010, enquanto na Caatinga, até 2009, a perda foi de 46,0%. O Pampa, único bioma restrito a uma única unidade da federação, ocupa 63,0% do Rio Grande do Sul e teve 54,0% da sua cobertura vegetal desmatada até 2009. Já o Pantanal teve 15,0% de sua área desmatada.
Brasil tem 1,5 milhão de km² de áreas protegidas
Em 2013, o país possuía 1.783 unidades de conservação (UCs), terrestres e marinhas, com cerca de 1,5 milhão de km², superando as áreas somadas de Portugal, França e Alemanha. Houve forte crescimento da área total das UCs: em 1992 elas representavam 5,4% do território nacional e, em 2013, 17,3%.
As unidades da federação com as maiores proporções dos seus territórios em áreas protegidas eram o Distrito Federal (93,5%), Amapá (62,8%), Acre (32,3%) e Pará (32,2%). Juntos, Amazonas e Pará concentravam 9,4% das áreas protegidas do país.
A Amazônia detém a maior área protegida (26,1%, das quais 16,3% são de uso sustentável e 9,4% de proteção integral), além de possuir também as maiores UCs em extensão, que ocupam uma área total de 1.093.604 km². O Pampa e o Pantanal são os biomas com as menores proporções dos seus territórios protegidos em UCs (2,7% e 4,6%, respectivamente). A Mata Atlântica, o Cerrado e a Amazônia possuem os maiores números de UCs (964, 362 e 313, respectivamente).
Brasil tem 627 espécies ameaçadas, a maioria da Mata Atlântica
Há 627 espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, metade delas na categoria vulnerável. Os grupos que apresentam maior número de espécies ameaçadas são as aves (160), os peixes de água doce (142) e os insetos (96 espécies).
Entre os biomas, a Mata Atlântica tem o maior número de espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção (275 e 269, respectivamente), com o Cerrado (131 espécies da flora) e a Amazônia (118 espécies da fauna) a seguir.
A maioria das espécies da flora ameaçadas encontra-se no Sudeste e no Sul. De um total de 4.617 espécies, 45,9% foram classificadas como ameaçadas, nas categorias Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) ou Criticamente em Perigo (CR).
Ozônio é o principal poluente do ar em áreas urbanas
A emissão de ozônio (O3) é um dos pontos críticos para a poluição atmosférica, pois é de difícil controle, sendo gerado na baixa atmosfera por reações oriundas da queima de combustíveis fósseis. O aumento da frota de veículos dificulta o controle das concentrações do O3, além de aumentar a emissão direta dos outros poluentes atmosféricos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, dentre os poluentes estudados, é o que apresenta os maiores números de violações do padrão primário (576 em 2012). Em Belo Horizonte também é o poluente mais crítico em termos de número de violações (65 em 2011).
Uso de agrotóxicos mais que dobra em dez anos
Os valores de comercialização de agrotóxicos e afins por área plantada registram aumento contínuo a partir de 2009, alcançando 6,9 kg/ha em 2012. Isto representa um acréscimo de 4,2 kg/ha num período de dez anos, tendo em vista que em 2002 o valor foi de 2,7 kg/ha.
Quanto à análise por classes de periculosidade ambiental, as classes III (produto perigoso) e II (produto muito perigoso) foram as mais representativas no período 2009-2012, tendo participado com 64,1% e 27,7%, respectivamente, do total dos agrotóxicos comercializados em 2012. A classe IV (produto pouco perigoso) apresentou crescimento contínuo no período analisado. Em 2012, as classes de agrotóxicos mais comercializadas foram os herbicidas (62,6%), seguidos pelos inseticidas (12,6%) e fungicidas (7,8%).
A região Sudeste apresentou a maior comercialização de agrotóxicos por unidade de área (8,8 kg/ha), seguida pela região Centro-Oeste (6,6 kg/ha). Entre as unidades da federação, os maiores valores foram verificados em São Paulo (10,5 kg/ha), Goiás (7,9 kg/ha) e Minas Gerais (6,8 kg/ha), e os menores ocorreram no Amazonas e Ceará, com menos de 0,5 kg/ha.
Poluição e esgoto não tratado prejudicam qualidade das águas interiores
De 2001 a 2003, o percentual de esgoto tratado no Brasil era inferior a 60,0%. Em 2009, essa taxa chega a 68,4%. A parir de 2010, houve um declínio, possivelmente associado ao maior número de municípios amostrados, que eram 1.739 em 2009 e passaram a 1.948 em 2010. Em 2011, a taxa recuou para 67,9%. Assim, de 2001 a 2011, houve um incremento de aproximadamente 1,6 bilhão de m³ (ou 15,4%) no volume de esgoto tratado.
A Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e o Índice de Qualidade da Água (IQA) são indicadores da qualidade da água em trechos de rios e represas. A DBO mede a quantidade de oxigênio necessária para degradar a matéria orgânica na água. Quanto maior o seu valor, pior é a qualidade da água. Já o IQA utiliza nove parâmetros (temperatura, pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes termotolerantes, nitrogênio total, fósforo total, resíduo total e turbidez) e varia de 0 a 100. Quanto maior o valor, melhor a qualidade da água.
Entre os 367 pontos de monitoramento no país, 73,0% tinham DBO média dentro dos padrões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), entre 0 e 5 mg/l. Mas o baixo percentual de tratamento dos esgotos lançados em corpos de água se reflete no alto valor de DBO e baixo IQA em trechos dos rios que cortam áreas urbanas ou industrializadas, como o Alto Tietê/Zona Metropolitana de São Paulo (inclusive a represa Billings) e o Iguaçu/Zona Metropolitana (Paraná).
Outros importantes corpos d’água mostraram valores médios anuais de DBO abaixo do limite, como rio Paraíba do Sul (no trecho que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro) e os rios Caí, Gravataí e Sinos (formadores do Lago Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre).
Dimensão social: mesmo com tendência de redução, doenças relacionadas ao saneamento inadequado ainda persistem
Os dados do IDS 2015 apontaram avanços na maior parte dos 21 indicadores da dimensão social, que avaliam a satisfação das necessidades humanas, melhoria da qualidade de vida e justiça social. Os indicadores se relacionam a temas como demografia, emprego, saúde, educação e violência.
Mesmo apresentando tendência de declínio, o número de internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado (DRSAI) ainda é elevado. Em 2013, ocorreram 202,6 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 37,8% na comparação com 2000 (326,1 por 100 mil habitantes). As diferenças regionais são marcantes: enquanto na região Norte, 396,1 pessoas foram internadas para cada 100 mil habitantes, no Sudeste esse número chegou a 78,3, em 2013. Em relação aos estados, alguns atingiram valores superiores a 500 (Maranhão, Piauí e Pará), enquanto em São Paulo foram 55,5 internações por 100 mil habitantes, o menor valor do país.
Desde a segunda metade da década de 1990, as coberturas de vacinas como sarampo, tríplice bacteriana e poliomielite, que antes apresentavam oscilações, passaram a um movimento de rápida ascensão, alcançando a totalidade da população alvo ou chegando próximo a isso. A BCG, desde o início do período analisado, foi uma vacina de grande amplitude, partindo de 90% e apresentando, desde 1995, cobertura plena (100%).
A década de 2000 apresentou mudanças no esquema vacinal, com a tríplice bacteriana sendo substituída pela tetravalente em 2002 e a vacina contra sarampo sendo incorporada à tríplice viral a partir de 2003. Desde sua implantação, esta última vacina tem apresentado constância na cobertura plena, enquanto a tetravalente tem mostrado certa oscilação, porém com taxas sempre elevadas, variando de 94% a 100%.
O aumento da proporção de crianças imunizadas contra o sarampo é um dos indicadores utilizados pela ONU para avaliar o atingimento da meta de redução da taxa de mortalidade infantil.
Dimensão econômica: energia não renovável amplia sua participação na matriz energética brasileira
Além de informações sobre energia e reciclagem, os 11 indicadores da dimensão econômica abordam dados relacionados ao PIB, endividamento do país e rejeitos radioativos.
O consumo final de energia per capita apresentou crescimento constante ao longo do período 2000-2012, com exceção apenas para 2009, tendo passado de 41,5 GJ/habitante em 2000 para 53,3 GJ/hab, em 2012. A população cresceu 1,2% ao ano em média, enquanto o consumo de energia exibiu um crescimento de 3,3% ao ano. A queda em 2009 (47,8 GJ/hab) possivelmente se deveu à crise mundial de 2008. O maior acesso da população aos bens de consumo essenciais e aos serviços de infraestrutura acarretou aumento do consumo de energia, o qual, por sua vez, causa impactos sobre a população e o meio ambiente.
A participação da energia não-renovável na matriz energética brasileira apresentou crescimento (de 56,1% em 2003 para 57,6% em 2012), principalmente na oferta de petróleo e derivados, que passou de 36,7% para 39,2%, entre 2008 e 2012. Os combustíveis fósseis continuam a dominar a matriz energética brasileira (57,6%), mas, analisando-se a distribuição das diferentes fontes renováveis, percebe-se que os derivados de cana-de-açúcar e carvão vegetal estão perdendo participação, em parte devido ao aumento relativo das fontes alternativas (solar, eólica, biomassa, biogás etc.). A participação destas fontes na matriz energética passou de 2,8% em 2003, para 4,1% em 2012. Já participação da lenha e do carvão vegetal caiu de 13,2% para 9,1%, entre 2004 e 2012. Embora considerados fontes renováveis, nem sempre são produzidos de forma sustentável, ou seja, a partir de florestas plantadas para tal.

Você conhece os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que estão em discussão?

 

 
Com apoio de imagens e vídeos, página lançada pelo PNUD explica os 17 objetivos propostos e em discussão, assim como o contexto de formulação e implementação da nova agenda global
Em janeiro deste ano, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon lançou a campanha 2015: Hora da Ação Global (2015: Time for Global Action, em inglês), que prepara o terreno para a implementação mundial dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Segundo Ban, líderes mundiais têm a oportunidade histórica neste ano de realizar importantes transformações econômicas, ambientais e sociais.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que já participa da campanha em nível mundial, disponibilizou sua nova contribuição no Brasil com o lançamento, em seu site, de página exclusivamente dedicada aos ODS, que explica os 17 objetivos propostos e em discussão, assim como o contexto de formulação e implementação da nova agenda global, tudo com apoio de imagens e vídeos.
A decisão final sobre os ODS é esperada para setembro deste ano, na próxima Assembleia Geral da ONU. Uma vez aprovados, os novos objetivos dependerão, para serem implementados, de parceria global com a participação ativa de governos, sociedade civil, setor privado e Nações Unidas.
Acesse a página em www.pnud.org.br/ODS.aspx
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos:
ODS1
Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares
ODS2
Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição
ODS3
Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos
ODS4
Garantir educação inclusiva e equitativa de qualidade
ODS5
Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas
ODS6
Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água
ODS7
Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável
ODS8
Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável
ODS9
Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva
ODS10
Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles
ODS11
Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes
ODS12
Assegurar padrões de consumo e produção sustentável
ODS13
Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima
ODS14
Conversar e promover o uso sustentável dos oceanos
ODS15
Proteger, recuperar e promover o uso sustentável as florestas
ODS16
Promover sociedade pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável
ODS17
Fortalecer os mecanismos de implementação e revitalizar a parcela global

Boa Vista, entre os dias 15 e 17 de julho, quando o Fórum Estadual de Desenvolvimento Sustentável

 
Depois de passar por Iracema, Rorainópolis e São João da Baliza, o Fórum de Desenvolvimento Sustentável – iniciativa do Governo do Estado para ouvir a sociedade na elaboração das diretrizes para o setor produtivo para os próximos quatro anos – chegou a Bonfim nesta terça-feira, dia 30.

O Programa Estadual de Geração de Empregos e Renda está sendo elaborado de forma participativa, com consulta à sociedade para viabilizar soluções que possam desenvolver o setor produtivo no estado, ouvindo representantes de associações, entidades e trabalhadores rurais, empresários, setor industrial, comércio e outros.

Esse trabalho teve início quando todos os órgãos do Governo, ligados ao setor produtivo fizeram um diagnóstico da realidade do setor no estado e, a partir desse diagnóstico, foi desenvolvido um projeto com ações para garantir o desenvolvimento. O próximo passo foi a Seplan (Secretaria Estadual de Planejamento) começar a percorrer o Interior com equipes para fazer a validação e críticas e ampliar essa proposta.

“Para que essa discussão fosse o mais abrangente possível, foi ampliada para o Interior do estado, contemplando cinco municípios, por meio de Fóruns de Desenvolvimento Sustentável, com um dia de duração em cada localidade”, explicou o secretário estadual de Planejamento, Alexandre Henklein.

Segundo ele, o trabalho tem sido interessante, devido à intensa participação da sociedade e o comprometimento com o propósito do desafio de desenvolver o setor produtivo. “Precisamos unir esforços para superar obstáculos que estão impedindo esse desenvolvimento, por exemplo, o ZEE [Zoneamento Ecológico Econômico], licenciamento ambiental, acesso a mercados, dentre outros, de forma que possamos gerar o desenvolvimento que Roraima tanto necessita”, pontua o secretário.

Henklein destaca que, nesses primeiros encontros, alguns temas estão entre os mais explorados pelos participantes como sendo os maiores desafios a serem superados, dentre eles, melhoria das pontes e estradas vicinais. “Herdamos uma situação complexa, mas a governadora Suely Campos determinou prioridade nessa questão da infraestrutura e as ações já estão sendo realizadas”, pontua Henklein.

Outra questão que tem sido muito pontuada é a regularização fundiária, com indagações ao Iteraima (Instituto de Terras de Roraima) quanto ao esclarecimento das medidas que têm sido adotadas pelo Governo em relação à regulamentação da Lei de Terras, georreferenciamento do Programa Roraima Legal e a consolidação da transferência das terras da União para o Estado. “Estamos esclarecendo dúvidas, mas especialmente, olhando para o futuro, buscando as soluções para os próximos quatro anos”, comentou.

O encerramento será em Boa Vista, entre os dias 15 e 17 de julho, quando o Fórum Estadual de Desenvolvimento Sustentável será realizado, ainda com discussão do PPA (Plano Plurianual) relativo ao período de 2016 a 2019. “A expectativa é de que, ao fim dessas discussões, possamos consolidar o documento consistente para subsidiar nosso programa, com as diretrizes, projetos e metas para os próximos quatro anos”, pontua o secretário.

Desenvolvimento sustentável e integrado será discutido por prefeitos do Vale do PB

 



Prefeitos do Vale do Paraíba estarão reunidos na manhã desta quinta-feira (2), na cidade de Itabaiana, para discutir questões que promovam o desenvolvimento sustentável e integrado da região. O fortalecimento da economia local, através dos pequenos negócios, será um dos temas do evento, com apresentação do gerente do Sebrae em João Pessoa, Edilson Azevedo. Também serão discutidos outros temas, como eficiência energética, plano de resíduos sólidos e melhorias na educação.


O secretário executivo do Consórcio Intermunicipal de Gestão Pública Integrada dos Municípios do Baixo Rio Paraíba (Cogiva), Melcíades José de Brito, ressaltou que vem trabalhando pelo desenvolvimento dos municípios da região. “Vamos promover discussões e articular a realização de projetos que tragam benefícios para o crescimento dessas cidades. Nesta quinta-feira (2), além de conhecermos os projetos do Sebrae para o desenvolvimento territorial, vamos discutir eficiência energética com o gerente de projetos da Energisa, Fabrício Medeiros, e o plano de resíduos sólidos, com o professor da UFPE, Édson Barros Filho”, disse.


O diretor técnico do Sebrae Paraíba, Luiz Alberto Amorim, destacou que a região do Vale do Rio Paraíba terá impactos positivos na geração da cadeia de serviços provocados pela vertente litorânea da transposição do rio São Francisco e pelos grandes empreendimentos instalados na divisa com Pernambuco. “O Sebrae pretende contribuir para o dinamismo econômico da região e a construção de um ambiente favorável para os pequenos negócios nesses municípios”, destacou.


Ele ainda acrescentou que outras potencialidades econômicas do agronegócio próprias da região, como a produção de camarão e tilápias, a bovinocultura, a apicultura, a horticultura, entre outras também deverão ser fortalecidas. “O Sebrae também irá atuar junto aos empresários da indústria, comércio e serviços da região. Teremos ações articuladas com as prefeituras e instituições parceiras, através do Cogiva”, completou o diretor do Sebrae.


Desenvolvimento territorial na Paraíba

O superintendente do Sebrae Paraíba, Walter Aguiar, acrescentou que as ações de fortalecimento da governança local, do capital social e das potencialidades regionais serão aplicadas em todo o Estado. “Estamos identificando, junto com os municípios, os pontos fortes e as vocações econômicas dos territórios de cada região do estado, para elaborarmos uma estratégia de desenvolvimento local que contribua para tornar essas regiões mais competitivas”, disse.


Além do Pacto de Desenvolvimento do Vale do Paraíba, que reúne doze municípios (Itabaiana, Juripiranga, Mogeiro, Itatuba, Salgado de São Félix, São José dos Ramos, Ingá, Riachão de Bacamarte, Gurinhém, São Miguel de Taipu, Pilar e Caldas Brandão), também já está sendo articulado o Pacto do Vale do Piancó, que envolve 19 cidades do Sertão Paraibano. No próximo dia 23 de julho gestores públicos, empresários e instituições parceiras desta região estarão reunidos na cidade de Itaporanga para articular os trabalhos de desenvolvimento local.


O Sebrae Paraíba também vai desenvolver ações e trabalhar pelo fortalecimento das regiões do Cariri Oriental, Cariri Ocidental, Curimataú e Serra de Teixeira. Em todas essas regiões, além de trabalhar por um ambiente favorável aos pequenos negócios, o Sebrae irá promover a educação empreendedora, através de cursos e consultorias.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Seleção curricular de agentes de economia solidária acontece dia 8?

 


Os 361 candidatos inscritos para função de agentes de desenvolvimento local e economia solidária do Projeto Ecosol Territorial, desenvolvido pela secretaria Estadual do Trabalho e Assistência Social,  terão seus currículos analisados no dia 08 de julho por um grupo de cinco avaliadores. A banca que examinará os concorrentes é composta por servidores da Setas habilitados em seleção e recursos humanos e componentes do Grupo Gestor do Projeto. A data e o comitê avaliador foram definidos durante reunião na manhã desta terça-feira, 30 na sede da pasta.
 
Segundo a diretora de Inclusão Produtiva da Setas, Mara Noleto Dorta, os melhores colocados com base nos critérios exigidos pelo edital passarão por uma entrevista individual.  “A data e horário das entrevistas serão publicados no Diário Oficial e todas devem ser realizadas na sede da Setas em Palmas, o que implicará no deslocamento dos candidatos até a capital” Destaca a diretora.
 
Ao todo serão selecionados 17 candidatos nas regiões do Bico do papagaio, Jalapão e sudeste do Estado sendo as cidades contempladas: Araguatins, Augustinópolis, Axixá do Tocantins, Carrasco Bonito, São Miguel do Tocantins, Esperantina, Sampaio, Lagoa do Tocantins, Mateiros, Rio Sono, Santa Teresa do Tocantins, Ponte Alta do Tocantins, Rio da Conceição, Porto Alegre do Tocantins, Paranã, Taipas do Tocantins e Dianópolis. O contrato será de um ano, prorrogável por mais um, e a carga horária é de 40 horas semanais. O valor pago será de R$ 830, 21 para cada agente.
 
Entre as atribuições dos agentes lista-se o levantamento das potencialidades econômicas locais, fomento de novos empreendimentos solidários e assessoramento aos já existentes, articulação dos gestores públicos em torno do tema e principalmente estimular a construção e o fortalecimento de espaços coletivos que debatam e definam as necessidades das comunidades.
 
O professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Edi Augusto Benini, é membro do Núcleo de Economia Solidária da Universidade e por isso participa do Comitê Gestor do Ecosol Territorial. Para ele, o Projeto representa uma importante contribuição para o crescimento do Estado como uma nova forma de economia mais sustentável e que potencializa os recursos já presentes na região. O professor avaliou o processo seletivo como democrático e objetivo: “As pessoas que já estavam envolvidas com a Economia Solidária no Estado foram convidadas para participarem da seleção dos agentes o que além de valorizá-las trará mais consistência ao processo”. Explica Edi Benini.
 
Para o representante da Comunidade Quilombola Lajinha, Nelsair Ferreira dos Santos, a seleção precisará levar em conta a necessidade de cada região e explica: “O sudeste do Estado tem uma forte vocação agrícola, o agente que for selecionada para lá precisa ter experiência com agricultura familiar e conhecer nossa realidade”.
 
O agricultor Nelsair Ferreira também é membro do Comitê Gestor do Ecosol Territorial e acredita que o projeto será um enorme passo para sua comunidade: “Nossa grande preocupação tem sido com a juventude, que não vê mais oportunidades no campo, queremos reverter esse quadro”. Pontua Nelsair.
 
Sobre o Projeto
 
O Projeto Ecosol Territorial está sendo desenvolvido por meio de um convênio entre a Secretaria de Estado do Trabalho e Assistência Social (Setas) e o Ministério do Trabalho e  Emprego, por meio da Secretaria Nacional de Economia Solidária.
 
O objetivo do Projeto é fortalecer as organizações de Economia Solidária nos territórios do Bico do Papagaio, Jalapão e região Sudeste do Tocantins no intuito de promover o desenvolvimento social e a erradicação da pobreza no Estado. Serão empregados recursos no valor total de R$ 2.367.644,00, sendo R$ 521 mil para a contratação dos agentes de economia solidária. 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

6 habilidades essenciais para ser um empreendedor bem-sucedido


 

O destino almejado por qualquer pessoa que abre a própria empresa é o sucesso. Só que, apesar do objetivo igual, os empreendedores podem ser bem-sucedidos percorrendo caminhos bem diferentes.
  
1. Ambição
Sem vontade de crescer, fica mais difícil conquistar o sucesso. Ser ambicioso é ter coragem, firmeza e aceitar desafios que significam sair de sua zona de conforto. Muitos encaram esse valor como algo negativo, talvez por imaginar que as pessoas ambiciosas podem prejudicar os outros para alcançar seus objetivos, o que não é verdade. Segundo Santos, não existe essa falta de escrúpulos. O que há é um grande instinto de competitividade e vontade de liderar. 

2. Controle
Conquistar o sucesso não é fácil. Até tudo dar certo, muita gente contrai dívidas, demora a construir uma boa equipe e sofre para atrair clientes, entre muitos outros problemas. E fica difícil atravessar os maus momentos sem controle emocional para aguentar essa pressão. Santos afirma que empreendedores devem estar dispostos a arriscar. Se você prefere uma vida com mais previsibilidade, talvez o negócio próprio não seja o melhor caminho para você.

3. Perseverança
Outro elemento importante que se destaca em várias listas de ingredientes essenciais no perfil do empreendedor é a perseverança. Sem essa determinação, você desiste ao primeiro sinal de crise. Por isso, é importante acreditar que, por mais que demore um certo tempo, você vai se dar bem.

4. Ser sociável. Ou contratar pessoas sociáveis
O empreendedorismo é uma atividade social. Quem tem o próprio negócio precisa se relacionar, a todo momento, com clientes, funcionários e fornecedores. Por isso, pessoas extrovertidas têm uma certa vantagem. No entanto, isso não significa que os tímidos não têm chance ao empreender. Eles só precisam se cercar de pessoas que sejam boas em relações interpessoais. 
  
5. Ser revolucionário não é obrigatório
Frequentemente associamos a imagem do empreendedor àquela do inventor que transforma uma ideia brilhante em um negócio único e disruptivo. Contudo, segundo Santos, nem sempre o empreendedor é um inventor. Eles podem ser dar muito bem ao aperfeiçoar um produto, ou melhorar os processos de criação de algo.  

6. Autodesenvolvimento contínuo
Quem trabalha em grandes empresas muitas vezes é convocado para participar de treinamentos. O ideal é que, ao empreender, você continue "treinando" sua mente. Vivemos em um mundo em que tudo muda muito rápido e você precisa estar sempre atualizado.

Turismo de experiência e economia criativa estão no Maior São João do Mundo

 


 O turista que for a Campina Grande, durante o mês de junho, poderá conhecer e vivenciar a cultura local dos festejos juninos. Até o domingo (28), a cidade apresentará o projeto Volante Cultural, com ateliês e oficinas de artesanato, culinária e dança, no Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP), também conhecido como Museu dos Três Pandeiros. Além disso, o visitante também poderá conhecer o artesanato paraibano e as atividades criativas do Estado, no Espaço Junino, montado no Parque do Povo, até o dia 5 de julho.



O Volante Cultural irá oferecer 76 oficinas, que serão realizadas sempre das 15h às 19h, e terão duração de uma hora cada. Na oficina de artesanato, por exemplo, ao final, o turista leva pra casa o que ele mesmo produziu. As oficinas de dança terão um toque inédito, conforme os organizadores. O turista poderá se caracterizar e dançar junto à quadrilha.



As oficinas oferecidas de dança são: Introdução ao forró-pé-de-serra, Xote, Baião e Quadrilha Junina. Já as capacitações de culinária terão o melhor da gastronomia local e regional, com difusão das receitas de comidas típicas da pamonha, canjica, entre outros. O projeto prevê ainda oficinas de Introdução Musical, para aprender como se toca os instrumentos usados nos trios de forró.



“O Sebrae apoia as ações que fazem parte das atividades de vivências e experiências do turismo em Campina Grande, durante todo o ano. É mais uma alternativa de geração de renda para grupos culturais. As capacitações oferecidas são oficinas de vivências para o entretenimento e todas têm a temática do Maior São João do Mundo”, disse a gestora de Turismo do Sebrae Paraíba, Regina Amorim.

Oficinas agregam o associativismo e a economia criativa


A partir da apresentação do Sebrae do conceito de organização de atividades turísticas criativas, com foco na produção associada, houve o entendimento sobre a importância de se realizar ações. Assim surgiu o Instituto Rede e Repente, que está promovendo o Volante Cultural. Focado no coletivo, na construção de compartilhar saberes e apresentar os fazeres da cidade, o grupo pensa em atuar coletivamente, agregando habilidades e experiências para fornecer soluções com projetos, produtos e serviços criativos.



A ideia da realização das oficinas da Volante Cultural surgiu em 2013. “Fizemos um projeto piloto, mas só com a criação do Instituto Rede Repente e com o Sebrae, foi possível realizar as oficinas juninas. As oficinas agregam a coletividade, o associativismo e a economia criativa, preservando o patrimônio imaterial das festas juninas e mobilizando os artistas de Campina Grande”, explicou uma das participantes da Rede Repente, Luana Ramalho.



O grupo está estimulado em preencher os horários diurnos do Maior São João do Mundo. “Pensamos, desde 2014, em inserir na programação do evento oficinas de artesanato. Este ano, estimulamos alguns professores, unimos grupos folclóricos e quadrilhas e criamos esse Instituto. Vamos ofertar durante uma semana vivências e experiências deste segmento. Queremos contribuir na criação de redes culturais, baseadas na economia criativa e em processos coletivos, buscando parcerias”, falou.

Espaço Junino expõe produção associada ao turismo

A Paraíba, atualmente, está entre os cinco locais do Brasil que oferece os melhores roteiros de turismo rural e de experiência. Para mostrar um pouco desses resultados aos visitantes de Campina Grande, foi planejada a exposição dos produtos de turismo locais dentro do Parque do Povo. Desde o dia 5 de junho até o dia 5 de julho, está funcionando o Espaço Junino, criado pelas associações de quadrilhas juninas e o Instituto Rede Repente.



A exposição possui centenas de peças da produção associada ao turismo, como os doces de Ester de Areia, no Brejo, as redes de dormir de Boqueirão, no Cariri, as bonequinhas de pano de Alagoa Grande, entre outros. Os organizadores esperam vender cerca de R$ 30 mil, com peças produzidas por mais de 600 pessoas. Há peças a partir de R$ 5. O dinheiro será revertido às associações para os figurinos.



Segundo o vice-presidente do Instituto, Lima Filho, a produção associada ao turismo estará no Maior São João do Mundo em Campina Grande, mostrando os diversos atrativos turísticos do Estado. “Tudo da lojinha que está no Espaço Junino é fruto da coletividade”, concluiu.