domingo, 23 de agosto de 2015

Reciclanip bate recorde de reciclagem de pneus no 1º semestre



O volume de pneus reciclados no Brasil atingiu as 236,6 mil toneladas no primeiro semestre deste ano, equivalente a 47,3 milhões de pneus de passeio, representando recorde para o período e aumento de 6,1% sobre igual intervalo do ano passado, quando foram coletadas quase 223 mil toneladas, segundo dados divulgados na terça-feira, 28, pela Reciclanip, entidade responsável pela atividade no País e vinculada ao Sistema Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos.

Segundo a entidade, desde o início do programa, em 1999, até junho, foi retirado de circulação o equivalente a 670 milhões de pneus de passeio, com custo de R$ 748,4 milhões pagos pelas fabricantes de pneus instaladas no País.

“Este ano a entidade, por meio de seus associados, investirá cerca de R$ 105 milhões, valor superior ao investido no ano passado. Atualmente os custos são de responsabilidade exclusiva dos fabricantes, o que onera inclusive a parcela de pneus destinados à exportação e não envolve os outros participantes da cadeia. O nosso objetivo é um acordo setorial que distribua o custo do processo de destinação competitiva a todos os participantes da cadeia, desde fabricantes a revendedores e consumidores”, afirma o gerente geral da Reciclanip, Cesar Faccio. 

Nos valores investidos para a destinação correta de pneus denominados como inservíveis estão inclusos a taxação sobre o setor de reciclagem de pneus. Segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da consultoria LCA estima que a incidência tributária sobre a coleta, triagem, transporte e reciclagem dos pneus custou R$ 9,3 milhões ao setor em 2013 e cerca de R$12,1 milhões no ano passado. Segundo a Reciclanip, a desoneração dos resíduos sólidos, além de estimular seu uso como matéria prima, contribuiria para baixar o custo gerado na logística reversa onerosa dos pneus, da mesma forma que o de outros produtos. Com isso, a borracha resultante da reciclagem do pneu se tornaria mais competitiva, estimulando seu uso. 

O executivo explica que com a desoneração total de impostos e taxas, inclusive do ICMS pelo transporte de pneus inservíveis inteiros ou triturados, a matéria prima resultante pode competir com o produto virgem na fabricação de artefatos e ter sua utilização ampliada nas ruas e estradas brasileiras por meio do asfalto borracha. “Nosso intuito é adotar um sistema similar ao da Europa, onde o custo é coberto por uma taxa paga pelo consumidor na hora da aquisição do pneu, o que divide a responsabilidade por toda a cadeia e também os importadores independentes, parte dos quais não realiza o recolhimento.”

Shoppings e parques da capital contribuem para reciclagem de lixo eletrônico com pontos de descarte

 

  •   Aquele passeio do final de semana dos paulistanos pode contribuir para a reciclagem na capital. A Coopermiti, única cooperativa especializada na reciclagem de lixo eletrônico de São Paulo, conta com a parceria do Continental Shopping e Santana Park Shopping para a reciclagem de e-lixo na capital. Além dos shoppings, os parques Luís Carlos Prestes, Previdência e Alfredo Volpi também têm pontos de entrega voluntária de resíduos eletroeletrônicos para que os visitantes possam descartar os aparelhos quando forem passear. 

As desculpas de falta de tempo e/ou oportunidade não servirão mais na hora de reciclar o lixo eletrônico esquecido na gaveta. “No Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo há um dado interessante, estimando a geração de cerca de 30 mil toneladas de lixo eletrônico por ano no Município de São Paulo. Esse dado deixa muito claro a urgência para que todos nós, munícipes paulistanos, participemos ativamente para o descarte ambientalmente adequado do lixo eletrônico”, diz Alex Pereira, presidente da Coopermiti. 

Entre os equipamentos que podem ser descartados para reciclagem, podemos citar alguns exemplos: computador, mouse, teclado, notebook, placa mãe, placa controladora, processador, memória, periféricos de informática, impressora, roteador, hub, switch, modem, celular, nobreak, fios, cabos, aparelhos de som, eletro portáteis, cafeteira, batedeira, enfim todo equipamento que utiliza energia elétrica.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Prefeitura lança programa de incentivo ao desenvolvimento

 


A prefeitura de Salvador lançou na manhã desta quarta-feira, 12, o Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Sustentável e Inovação (PIDI), que prevê incentivos fiscais a empresas para a implantação, reforma e ampliação de empreendimentos no Centro Histórico de Salvador, Comércio, Barra e Península de Itapagipe.
O lançamento ocorreu na Associação Comercial da Bahia, no Comércio, onde o prefeito ACM Neto concedeu uma entrevista coletiva.
Segundo ele, o crédito tributário de IPTU e ISS oferecido às empresas pode chegar a até 50% do valor investido. O pagamento poderá ser feito por meio do Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento Econômico e Sustentável (Cidei).
"Esse plano vai priorizar não só a vida urbana dessas áreas que precisam de revitalização como também, e principalmente, vai permitir a geração de milhares de empregos em Salvador", ressaltou.
O projeto será encaminhado para a aprovação da Câmara Municipal. A expectativa, segundo o prefeito, é que a aprovação aconteça até o final do ano.
Inicialmente, o foco do investimento acontecerá nas regiões descritas anteriormente, mas este alcance poderá ser ampliado para outras localidades da capital.

Botswana: Ministros das finanças querem fundo para desenvolvimento sustentável

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Segundo uma nota distribuída em Gaberone, os ministros das finanças e governadores de bancos centrais consideraram que uma vez operacionalizado, o fundo vai facilitar a captação de recursos financeiros para os Estados Membros realizarem investimentos necessários ao crescimento sustentável.

A criação deste Fundo foi uma deliberação dos Chefes de Estado e de Governos, reunidos na Cimeira de Maputo, em Março de 2012, mais até esta data, não foram dados passos significativos, por falta de capacidade financeira dos Estados Membros, contribuírem para a sua constituição.

Estudos feitos por uma consultoria contratada pela SADC, indicam que os países deviam contribuir para o Fundo, em função do PIB de cada um.
 
O valor inicial estimado para a operacionalização do Fundo é de treze triliões de dólares americanos e cada Estado Membro devia contribuir, inicialmente, com apenas um bilião e duzentos milhões de dólares por ano, por um período de cinco anos sucessivos.

A constituição do Fundo está aberta também ao Sector Privado da região e aos Parceiros da Cooperação Internacional (ICP).

Os percentuais de quotas a adquirir por entidades não SADC, estão definidas e identificadas no estudo realizado.

Face a demora na operacionalização do Fundo, lê-se no documento, o Comité dos Ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais decidiu por criar um Comité Directivo que vai integrar técnicos dos Ministérios das Finanças, Secretariado Executivo da SADC e o Banco Africano de Desenvolvimento - BAD (como financiador de estudos a levar a cabo).
 
Enquanto não for operacionalizado o Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC, foi criado e está a funcionar o Fundo de Preparação de Projectos (PPDF), uma janela de facilitação de implementação de projectos de caris transfronteiriços, com vista à efectivação da integração regional, objectivo primário da Organização Económica da região da África Austral.
 
Nos termos dos Estatutos da SADC, os assuntos analisados nas reuniões de Bulawayo foram endossados a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo de Gaberone, marcada para os dias 17 e 18 deste mês.
 
Nesta 35ª cimeira, serão assinalados os 23 anos da fundação da SADC e passagem do testemunho da presidência rotativa da República do Zimbabwe, actual presidente, para a República de Botswana.

Neste ano de 2015, a SADC tem como lema "aproveitando os recursos da região para o desenvolvimento económico e social sustentável, através de agregação de valor e beneficiação das populações".

Parceria do município com alemães capacita gestor em desenvolvimento sustentável

 

 


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Capacitar gestores públicos e privados para implementar as melhores estratégias de planejamento, gerenciamento e modelos de financiamento para um desenvolvimento urbano sustentável e inteligente. Este é um dos objetivos da UrbanTec Brasil, anunciada nesta quinta-feira pelo diretor executivo de Projetos da Fundação Getúlio Getúlio Vargas (FGV), Cesar Cunha Campos; e pelo diretor internacional de Projetos da Koelnmesse, Guido Henstschke. O evento, parceria entre a empresa alemã Koelnmesse e a Prefeitura do Rio, acontece nos dias 1° e 2 de outubro na sede da FGV.
A conferência, segundo Guido Henstschke, reunirá especialistas e profissionais brasileiros e internacionais, envolvidos em processo de desenvolvimento urbano, para discutir o conceito de cidade inteligente e seu valor para aumentar a qualidade de vida e a competitividade econômica das cidades brasileiras.
- O evento também oferece oportunidade única para troca de conhecimento sobre soluções urbanas sustentáveis já implementadas e ainda em desenvolvimento no Brasil e no exterior.
O professor da FGV e um dos palestrantes da UrbanTec Brasil, Pablo Cerdeira, irá falar sobre sua experiência frente ao ?Pensa - Sala de Idéias?, da Prefeitura do Rio. Segundo ele, a Prefeitura já utiliza a tecnologia para melhorar a prestação de serviços. Citou como exemplo, a utilização de Tweeter para resolver problemas do tipo: buracos em ruas, engarrafamentos, combate a dengue, entre outros. ?Utilizamos informações do Tweter, Facebook e outros aplicativos para saber o que precisamos fazer. É a tecnologia sendo utilizada no cotidiano das pessoas.?
O presidente da FGV, Carlos Ivan Simonse, disse que a UrbanTec Brasil também chama atenção para uma grande oportunidade de se criar um país mais sustentável: investimento em cidades de médio porte. As cidades entre 250 mil e 1 milhão de habitantes têm, atualmente, as maiores taxas de crescimento, e ainda mantém bons índices de desenvolvimento humano e qualidade de vida. E acrescentou que esses novos centros dinâmicos criam oportunidades gigantescas para investimentos sustentáveis, já que seu desenvolvimento á ainda gerenciável nesse estágio de crescimento.
A UrbanTec Brasil trará ao debate ampla variedade de assuntos e questões, com foco especial em infra-estrutura e mobilidade urbana, entre outros pontos. E contará com mesa-redonda e outras formas de debate.

ONU anuncia agenda para erradicar pobreza até 2030

 

Líderes mundiais chegam a acordo sobre novos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável, que visam reduzir a desigualdade no mundo e combater o aquecimento global. Plano deve ser ratificado em setembro.
Os 193 Estados-membros das Nações Unidas chegaram na noite deste domingo (02/08) a um acordo sobre a agenda para o desenvolvimento global sustentável para os próximos 15 anos. O plano visa erradicar a pobreza até 2030, além de propor soluções para o aquecimento global.
Após duas semanas de negociações finais, os 17 objetivos da agenda para o desenvolvimento sustentável e uma declaração que prevê a implementação e revisão do acordo obtiveram consenso para substituir os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Nos últimos 15 anos, estes ajudaram a chamar atenção às necessidades das nações mais pobres.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exaltou o acordo afirmando que "abrange uma agenda universal, transformadora e integrada, que anuncia uma reviravolta histórica para o nosso mundo".
"Este é um plano para encerrar a pobreza em todas as suas dimensões, irreversivelmente, em toda parte, sem que ninguém seja excluído", comemorou o secretário-geral.
Objetivos ambiciosos
Os novos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável visam erradicar a fome e a pobreza extrema, reduzir a desigualdade entre as nações e promover a igualdade de gênero, além de incentivar melhoras na administração de recursos hídricos e energéticos e combater o aquecimento global.
Analistas afirmam que, para atingir esses objetivos, serão necessários entre 3,3 trilhões de dólares e 4,5 trilhões de dólares em gastos públicos, investimentos e programas de ajuda humanitária, valor que equivale, aproximadamente, ao orçamento federal dos Estados Unidos para 2016, de 3,8 trilhões de dólares.
No mês passado, mais de cem países chegaram a um acordo para financiar os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável através da mobilização de recursos, como impostos, investimentos privados e canais para ajuda estrangeira.
Líderes mundiais irão se reunir na sede da ONU em Nova York, entre os dias 25 e 27 de setembro, para adotar formalmente a nova agenda. Assim, terão início os esforços para melhorar as vidas de um bilhão de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólares por dia, principalmente na África subsaariana e na Ásia.
Ban Ki-moon afirmou que o encontro, que irá ocorrer à margem da Assembleia Geral da ONU, "irá marcar o início de uma nova era de desenvolvimento sustentável, na qual a pobreza será erradicada, a prosperidade, compartilhada, e os principais fatores do aquecimento .

Suinocultura do Vale do Piranga dá mais um passo em direção ao desenvolvimento sustentável


 
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O Vale do Piranga ocupa posição de destaque no mapa da suinocultura brasileira. O setor, a cada dia, se profissionaliza e investe decididamente em novas tecnologias, mas, atado ao crescimento, emergem preocupações ambientais. A boa notícia é que já se foi o tempo em que desenvolvimento era sinônimo de impacto. Hoje o setor caminha em passos largos rumo ao avanço social e ecológico.

Em busca desse desenvolvimento sustentável no Vale do Piranga, a Assuvap e a Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), realizaram, em 29/7, o Workshop Ambiental, boa oportunidade para a troca de informações entre produtores, estudantes, técnicos e consultores ambientais.

O evento, que aconteceu na sede da Assuvap, em Ponte Nova, também possibilitou a capacitação técnica dos fiscais, analistas de meio ambiente e policiais militares, abordando temas como alternativas de tratamento e utilização de efluentes na suinocultura. Grande passo para alcançar um setor produtivo e sustentável, em que os benefícios da atividade para a sociedade, não necessariamente, majorem impactos negativos ao meio ambiente.

Heitor Soares Moreira, Superintendente de Fiscalização Ambiental Integrada do SEMAD, classifica o evento como uma oportunidade diferenciada para aproximação entre produtores e Estado, contribuindo para a integração técnica e trabalho em conjunto. "Com esta ação os produtores tem a ciência do que a legislação aborda e quais as regras, assim eles podem se preparar para atender. O evento também abriu espaço para que os produtores exponham as suas ideias, o que é aplicável na realidade das granjas e o que podemos melhorar", afirmou.

O Analista Ambiental da SEMAD, Adhemar Ventura de Lima, compartilhou a ideia de que produção e meio ambiente devem caminhar lado a lado e a sustentabilidade colocada em primeiro lugar. "Para a cadeia de produção de suínos, o seminário foi importante para que os produtores tenham conhecimento sobre como mitigar os impactos da atividade, e, além disto, agregar o efluente produzido as receitas da atividade, como nos casos dos biodigestores e fertirrigação", completou.
Palestras


O público de mais de 70 pessoas acompanhou cinco palestras, ministradas por especialistas, e participou de debate, expondo opiniões e perguntas sobre cada tema destacado.

A primeira palestra aconteceu logo após o cerimonial de abertura, sobre "Sistema de Produção de Suínos", onde o médico veterinário Frederico Soares, explicou, de forma geral, o processo dentro de uma granja. Em seguida, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luciano Rodrigues, ministrou a palestra sobre "Sistemas e tecnologias disponíveis para o tratamento de efluentes de suinocultura". A terceira ficou a cargo do técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Evandro Barros, que falou sobre "Avaliação de impactos ambientais na atividade da suinocultura, a utilização de dejetos para adubação e seus aspectos agronômicos e ambientais".

No segundo bloco, após o intervalo, o público conheceu melhor os conceitos da campanha "Escolha + carne suína", criada pela ABCS, através de vídeo demonstrativo. Em seguida acompanhou a palestra "Monitoramento ambiental da atividade, as experiências ambientais no estado de Santa Catarina e os desafios da suinocultura mineira", ministrada pelo também técnico da Embrapa, Jorge Tavares. A última palestra aconteceu no fim da tarde, onde Juliano Freitas, proprietário do Laboratório Micra, apresentou os "resultados do primeiro ano do Projeto de Monitoramento das águas da Bacia do Rio Piranga" (Os slides das palestras estarão disponíveis no nosso site, em breve).

Segundo o diretor de Meio Ambiente da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg), Manoel Teixeira, as palestras foram oportunidade para discussão de todas as dificuldades que os suinocultores encontram para realizar um trabalho correto. "Eu parabenizo a direção da Assuvap pela programação e o processo de aprendizado, que reflete na qualidade dos suínos produzidos na Zona da Mata. Como associado, fico na expectativa da continuidade deste programa", concluiu.