sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Dubai sedia Cúpula Mundial de Economia Verde

 

Evento ocorre em 05 e 06 de outubro. Encontro irá reunir especialistas de diferentes países para debater temas como financiamento a ações sustentáveis e a implementação do acordo de Paris.
  Nos dias 05 e 06 de outubro, os Emirados Árabes Unidos irão sediar a terceira Cúpula Mundial de Economia Verde. O evento é uma iniciativa da Autoridade de Eletricidade e Água de Dubai (Dewa, na sigla em inglês) e terá como tema "Conduzindo uma Economia Verde Global".

O encontro irá debater temas como financiamento de projetos sustentáveis, o uso de energia solar, a implementação das ações definidas no acordo de Paris (assinado em 2015 durante a COP-21), o envolvimento de pessoas em posição de liderança na condução de uma economia verde e as possibilidades de ações sustentáveis feitas com parcerias público-privadas.

A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-21) resultou na assinatura de um acordo ratificado por 195 países que busca combater os efeitos das mudanças climáticas, bem como reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Laurent Fabius, presidente da COP-21, será um dos palestrantes da cúpula de Dubai.

Entre os nomes que também irão se apresentar no evento da próxima semana estão Iyad Abumogli, diretor e representante regional do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas para o Oeste da Ásia; Adnan Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável; Matt Kennedy, chefe de Estratégia e Negócios do Centro de Pesquisa Internacional de Energia; e Matthew Griffths, gerente de programas na Diretoria de Meio Ambiente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A realização da cúpula tem ainda como meta promover Dubai como uma capital para a economia verde e o desenvolvimento sustentável. Vale lembrar que o prédio da Dewa, inaugurado em 2013, é um dos maiores prédios verdes governamentais do mundo.

Grupo de estrangeiros conhece práticas sustentáveis do Acre

 Um grupo de 12 pessoas da França, Holanda, Alemanha e Áustria esteve reunido com a equipe de governo das áreas de meio ambiente e comunicação na tarde de terça-feira, 4.

O coletivo, formado por jornalistas, blogueiros e colaboradores da marca francesa de tênis sustentáveis Vert, veio a convite da empresa para conhecer de perto o processo de produção da borracha, que é usada nos solados dos calçados.
Durante o encontro, foram apresentadas pelo diretor da Companhia de Desenvolvimento de Serviços Ambientais (CDSA), Dande Tavares, as cadeias produtivas do Acre, e como os projetos desenvolvidos com a parceria público-privado-comunitária têm alavancado a economia do estado, com destaques para as áreas da piscicultura, suinocultura, ovinocultura e avicultura.
Além disso, foram destacadas, também, as políticas públicas ambientais de conservação e exploração sustentável da floresta. “Por meio dessas políticas, o Estado reduziu expressivamente o desmatamento ilegal e conta, ainda, com 87% da sua floresta preservada”, destacou o coordenador ao grupo.
O Sistema de Incentivo aos Serviços Ambientais (Sisa) também foi um dos projetos apresentados pela diretora-presidente do Instituto de Mudanças Climáticas, Magaly Medeiros.
A iniciativa vem promovendo a economia acreana por meio da preservação e uso sustentável dos recursos naturais. Com a efetivação da política de baixas emissões de carbono, financiada pelo Banco Alemão KfW, vem se elevando a qualidade de vida de comunidades e proporcionando o crescimento da economia verde.
“O sucesso dessa política pública que ocupa as áreas abertas com produção sustentável resultou em um número comemorável: reduzimos, nos últimos dez anos, o desmatamento ilegal em 63%”, destaca Magaly.
Os visitantes seguem sua agenda no Acre com a ida até Feijó, nesta quarta-feira, 5. Lá, eles visitarão a Comunidade Parque da Cigana, local em que os seringueiros confeccionam a Folha Defumada Líquida (FDL) e a fornecem aos empresários para a confecção dos tênis.
Sobre a Vert
A marca francesa Vert (Veja, no francês) produz seus calçados de forma sustentável. Criada por François-Ghislain Morllion e Sébastian Kopp, os sapatos são vendidos em diversos países do mundo.
A empresa completou, em 2015, dez anos de produção com matéria-prima oriunda do Acre, em uma parceria com o governo do Estado.
Cerca de 100 famílias extrativistas estão envolvidas, chegando a vender de 6 a 10 toneladas de FDL.
Atualmente, a Vert paga R$ 8,50 pelo quilo do produto, e o governo completa o valor com o subsídio de R$ 3,50, totalizando R$ 12 por quilo da borracha.




 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

"Haverá ainda mais espaço de cooperação com Portugal" no futuro - chefe do Executivo de Macau

 

 O chefe do executivo de Macau considera que "haverá ainda mais espaço de cooperação com Portugal" no futuro, dentro da estratégia de diversificação da economia da região e do seu papel de ponte entre a China e a lusofonia.
Segundo um comunicado do Governo de Macau hoje divulgado, Fernando Chui Sai On, num encontro com o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, na segunda-feira, em Lisboa, "salientou a importância da diversificação adequada da economia e da cooperação regional, no desenvolvimento sustentável da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau], destacando que, ao longo do processo, haverá ainda mais espaço de cooperação com Portugal".
Chui Sai On, segundo o mesmo comunicado, "relembrou que apesar dos setores do jogo e do turismo representarem, atualmente, as principais indústrias em Macau, o Governo não irá poupar esforços para promover os elementos não jogo, incluindo as indústrias criativas, medicina tradicional chinesa, exposições e convenções, atividades financeiras de características específicas e serviços de topo".
Por outro lado, "indicou que na V Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa", conhecido como Fórum Macau, que se realiza em outubro, o papel de Macau como plataforma de ligação entre a China e os países lusófonos "será destacado e mostrou-se convicto que o sucesso do Fórum trará ainda mais oportunidades para a cooperação entre Macau e Portugal".
Segundo o mesmo comunicado, o primeiro-ministro português, António Costa, chefiará a delegação de Portugal que estará na conferência do Fórum Macau deste ano e Marcelo Rebelo de Sousa afirmou, no encontro com Chui Sai On, que a conferência "trará inúmeras vantagens para estreitar e fortalecer as relações Portugal-China e Portugal-Macau".
O chefe do Executivo de Macau iniciou na segunda-feira uma visita oficial a Portugal e teve encontros, no mesmo dia, com António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa. Por outro lado, copresidiu, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, à quarta reunião da comissão mista entre Portugal e Macau.
No encontro com António Costa, Chui Sai On "saudou o sucesso de Portugal e salientou o empenho da RAEM na globalização da ciência e da tecnologia", "disse acreditar no incremento da cooperação, entre os dois territórios, como um reforço no desenvolvimento diversificado de Macau" e afirmou "que pretende envidar esforços para promover o intercâmbio entre estudantes chineses e portugueses e que irá analisar um possível aumento das bolsas de estudo", segundo o comunicado hoje divulgado.
Na segunda-feira, fonte do executivo português já tinha dito à agência Lusa que a reunião entre o primeiro-ministro e o chefe do Executivo de Macau teve como temas centrais a cooperação económica, a tecnológica e científica.
A fonte afirmou que durante a reunião, que se realizou em São Bento e que durou cerca de uma hora, António Costa destacou o facto de Lisboa se preparar para receber em novembro a `Web Summit` - evento que nos próximos anos juntará na capital portuguesa as mais importantes `startups` e empresas tecnológicas mundiais.
Ainda de acordo com a mesma fonte, além dos temas da cooperação tecnológica e científica, o primeiro-ministro também destacou a importância da cooperação com a Região Administrativa Especial de Macau na economia, comércio e educação, sobretudo ao nível da difusão da língua portuguesa na Ásia.
"O primeiro-ministro acentuou igualmente a importância de papel de Macau no âmbito da plataforma entre a China e os países de expressão portuguesa", acrescentou.

Professor de Mogi é escolhido para ir aos EUA com projeto para deficientes


 Programa de Leandro Luque ajuda pessoas com dificuldades na fala.

Vinte crianças da Apae da cidade usam o sistema há quatro meses.

Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano, com  Um professor da Fatec de Mogi das Cruzes está entre os selecionados para participar de um programa do governo dos Estados Unidos que promove ações empreendedoras. Leandro Luque teve a ideia de desenvolver um programa de comunicação alternativa para ajudar quem tem dificuldade de fala. O sistema "dá voz" para quem não consegue se expressar. Por meio dele, quem tem problemas com a coordenação motora pode indicar o que quer. A ideia já é utilizada na Apae da cidade.
No começo do ano o pesquisador Leandro Luque inscreveu esse trabalho na Iniciativa Jovens Líderes das Américas (Ylai), programa criado pelso Estados Unidos para ampliar as oportunidades de novos empreendedores e inovadores da sociedade civil na América Latina e no Caribe. Ele foi selecionado entre 4 mil candidatos de 36 países diferentes. Todos enviaram projetos na área de empreendedorismo social e comercial.
 
“É um programa patrocinado pelo Departamento de Estado do Governo Americano e eles procuram fomentar o empreendedorismo na América Latina e Caribe. No início, é submetido o plano de negócios, na área comercial ou social, e depois é feita uma seleção desses planos de negócios. Informaram quem foram os selecionados e foi feita uma entrevista.”
Leandro tem 34 anos e dá aula de Programação e Desenvolvimento de Tecnologias na Fatec deMogi das Cruzes. “Em muitas faculdades os professores apenas dão aulas. Aqui na Fatec o professor tem a oportunidade de desenvolver pesquisa, se afastando por um tempo das aulas. Isso foi o que viabilizou a minha participação.”
Inclusão social sempre foi um desafio para o professor e pesquisador que busca ferramentas pra facilitar a vida daqueles que tÊm algum tipo de limitação. “Eu percebi isso com um aluno cego, que não conseguia participar das aulas e isso acabou fomentando a ideia de criar alguma solução para a inclusão”, completa o professor.
Em outubro Leandro vai para os Estados Unidos fazer um curso e apresentar um plano de negócios para investidores. “A expectativa é conseguir investimentos para desenvolver tecnologia em Mogi e fazer acontecer.
Aplicação na Apae de Mogi
Há quatro meses, 20 crianças com diferentes problemas de fala da Apae da cidade, estão usando o aplicativo para ajudar a se expressarem. O programa de comunicação alternativa traz, com imagens, todas as informações para facilitar o dia a dia dos alunos: o que ele gosta de comer, quem são as pessoas da família, cumprimentos de "bom dia" e até se ele está com frio ou feliz. O aluno só precisa clicar em um ícone. “Muitas das nossas crianças têm dificuldade na fala. Elas conseguem compreender, mas não conseguem expressar de uma forma muito translúcida o que estão sentindo. Então, esse aplicativo, traz a voz que eles precisam”, explica a coordenadora das fonoaudiólogas da Apae, Fernanda Diniz de Oliveira Campos.
As fonoaudiólogas da Apae já usavam programas parecidos, mas por serem americanos, eles limitavam algumas ações e não traziam muitos detalhes da realidade brasileira. Desde que este aplicativo começou a ser usado, ele facilitou a interação das crianças com outros alunos, terapeutas e familiares. “O sorriso que isso traz para elas, para nós, já é a maior recompensa”, completa Fernanda.
O aplicativo também foi pensado para as crianças com dificuldades motoras. É possível utilizar não somente com o toque na tela. Algumas janelas são selecionadas automaticamente. “Através desse programa nós conseguimos uma programação particular e individual para a criança. Vamos a partir das dificuldades e facilidades de cada um”, conta a fonoaudióloga Josiane Cassola Silva Campos.

Comissão aprova gestão de recursos de prefeituras por cooperativas

 

Em seu parecer, Serraglio destacou o comando constitucional de apoio e estímulo ao cooperativismo brasileiro. “O que a Constituição prevê é que o Brasil estimulará o cooperativismo (art. 174, §2º), ao mesmo tempo em que proclama que o sistema financeiro nacional – incluídas expressamente as cooperativas de crédito – seja estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do país e a servir aos interesses da coletividade (art. 192). Assim, a proposição confere efetividade ao comando constitucional, na medida em que destaca o papel das cooperativas para a inclusão financeira e geração de renda a milhões de brasileiros”.
Segundo o autor da proposta, deputado Domingos Sávio, representante do Ramo Crédito na Diretoria da Frencoop, o projeto visa fortalecer a economia local por meio das cooperativas de crédito, hoje presentes como única instituição financeira em mais de 10% dos municípios brasileiros.
“O que ocorre, atualmente, é uma distorção em que cidades de todo o país possuem uma cooperativa de crédito, vigorosa e eficiente, absolutamente legalizada, empregando na cidade, financiando a economia local, mas que sofre com a situação em que entes públicos acabam tendo que depositar suas disponibilidades de caixa em cidades vizinhas, muitas vezes em bancos privados”.
Com maior alavancagem, as cooperativas poderão potencializar e pulverizar o financiamento de produtores, cooperativas e micro e pequenos empreendedores do interior do país. Hoje, 76% das operações de crédito das cooperativas estão abaixo de R$ 5 mil reais. Por meio de emenda do Deputado Evair de Melo, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) também poderá organizar, administrar e executar suas disponibilidades de caixa em cooperativas de crédito.
O PLP 100/2011 segue agora para a análise do plenário da Câmara dos Deputados.

Seguro como aliado das cooperativas

 

 
O mercado de seguros no Brasil está em franco crescimento e reserva enorme potencial de expansão. Com arrecadação total de R$ 113,9 bilhões no primeiro semestre do ano, o setor revela-se com vigor face à crise que afeta duramente outros ramos de atividades, mostrando evolução de 6,4% no primeiro semestre, com relação a 2015.
Além de crescer, a sua relevância e prestação de serviço à sociedade mostram evolução e resiliência diante do atual cenário econômico adverso. Entre indenizações, pagamento de benefícios, resgates e sorteios de capitalização, as empresas do setor retribuíram no primeiro semestre do ano R$ 61,7 bilhões com variação nominal positiva de 14,3% ante ao mesmo período do ano anterior. As provisões técnicas (reservas guardadas para saldar sinistros) já alcançaram R$ 716,8 bilhões e variação, também positiva, de 19,2%.
Os números ressaltam a importância do seguro para a sociedade. É ele que oferece, frequentemente, a contrapartida para a garantia de financiamentos relacionados aos investimentos. Sem seguro os agentes financeiros não assumem os riscos dos empreendimentos. Também é ele que protege quantidade substancial de ativos e vidas no país e participa de todos os setores da economia nacional, ajudando a gerenciar riscos, mobilizar poupanças e, sobretudo, facilitar investimentos estratégicos.
A indústria de seguros fornece cobertura de risco contra todos os aspectos da vida moderna, desde perdas relacionadas ao exercício de atividades profissionais, morte e invalidez até prejuízos referentes a desastres naturais e à propriedade pessoal. Sem ele, muitos negócios não existiriam, empregos seriam perdidos e famílias não teriam proteção nos momentos de adversidade.
Nesse sentido, seguro e cooperativismo se convergem, ao se mostrar uma ferramenta de mitigação dos efeitos da crise. Considerando que o cooperativismo atua com enorme expressividade, principalmente em nossas mais importantes cadeias produtivas do agronegócio, as cooperativas vêm sendo fundamentais para a economia, contribuindo para financiar o desenvolvimento das pequenas e médias cidades, gerando empregos e oportunidades de negócios. Portanto, contribuindo para mitigar os efeitos do desemprego e da queda de atividade econômica nas regiões metropolitanas.
Por tantas afinidades e relevância, natural que o mercado segurador pudesse firmar parceria com importantes cooperativas para estruturar suas operações e distribuir seus produtos. No caso da MAPFRE, o cooperativismo está em essência e data de 1933, quando um grupo de proprietários de pequenas áreas agrícolas com o objetivo de prestar assistência a trabalhadores acidentados. Hoje, a companhia atua em atividades seguradoras, resseguradoras, financeiras e de serviços em 49 países nos cinco continentes.
No Brasil, atua no mercado de cooperativas há 20 anos. “Temos orgulho de atuar e apoiar um modelo de negócio que gera grupos econômicos organizados e tem como objetivo buscar sempre o melhor negócio para seus associados e as comunidades que estão inseridos”, afirma Ricardo Balbinot, diretor do Canal de Cooperativas do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE.
O portfólio de produtos e serviços oferece soluções inovadoras e personalizadas para seguros de vida, automóvel, massificados, agronegócio, atendendo a todos os ramos do cooperativismo e seus associados.

Aprovada MP que incentiva investimentos rurais com crédito cooperativo

 

Assim, os bancos cooperativos repassarão disponibilidades financeiras às cooperativas singulares de crédito dos respectivos sistemas, as quais, por sua vez, em instância final, fornecerão o crédito aos seus associados. Dada a especificidade da vinculação operacional dessas operações, pretende-se permitir que as cooperativas de crédito emitam LCA lastreada nessas operações de repasse.
Os ajustes propostos pela MPV 725/2016 também consideram o papel relevante das cooperativas agropecuárias, tanto no apoio ao processo produtivo dos agricultores associados à cooperativa, quanto na comercialização da produção obtida por esses associados, contribuindo para a elevação da renda dos produtores a ela vinculados.
Assim, a cooperativa de produção, ao fornecer insumos aos cooperados, está na verdade financiando esses produtores rurais. Com direito creditório originado desse negócio, a cooperativa emite um Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio – CDCA com lastro nesses recebíveis e os antecipa em uma instituição financeira. Disso resulta que o recurso foi aplicado na atividade agropecuária e pode ser considerado crédito rural.
Segundo a deputada Tereza Cristina (MT), representante da Diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a aprovação dessa medida provisória permitirá aos produtores rurais brasileiros obterem recursos no mercado internacional de capitais para financiar sua produção, sem concorrer com as linhas de crédito do Plano Safra. “Isso significa que esses produtores não mais precisarão acessar o crédito agrícola oficial, liberando esses recursos, que são cada vez mais escassos para pequenos e médios produtores rurais”.
Texto original – Por acordo entre governo e parlamentares, o plenário da Câmara optou por votar o texto original da proposta, em detrimento do relatório do senador Ronaldo Caiado (GO), que havia sido aprovado em comissão mista que tratou sobre a matéria. Segundo a deputada Tereza Cristina, o governo assumiu compromisso de instituir grupo de trabalho que irá aprofundar as discussões sobre os títulos agrícolas, com a participação de entidades do setor produtivo. “Alguns ajustes na legislação ainda são necessários para que esse instrumento funcione plenamente. Com esses ajustes, temos um potencial de investimento da ordem de mais de 10 bilhões de reais, nos próximos anos, segundo estimativas conservadoras do mercado”.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a MPV 725/2016 é fundamental para o aporte de funding em safras futuras. “A proposta de incentivar o financiamento rural por meio da emissão de títulos agrícolas, sobretudo por meio das instituições financeiras cooperativas, servirá como alternativa às fontes convencionais, principalmente as decorrentes de programas oficiais, que tendem a diminuir nos próximos anos pela carência de recursos públicos”, avalia o cooperativista.
TRAMITAÇÃO – A MPV 725/2016 tramita em regime de urgência, seguindo para a análise do plenário do Senado. Caso não seja votada até o dia 7 de setembro, a matéria perde sua eficácia. Se, aprovada, segue para a sanção presidencial.