Criação de um índice global de desenvolvimento sustentável, que
permita a abertura de mercados para países que adotam práticas
ambientais corretas, além de um fundo internacional para financiamento e
difusão de tecnologia que contribua para o desenvolvimento agrícola e
pecuário com respeito ao meio ambiente. Essas são duas das propostas do
setor agropecuário para a Conferência das Nações Unidas sobre
Desenvolvimento Sustentável – Rio+20. “O Brasil, que produz comida de
qualidade e barata, ocupando apenas 27,7% do seu território, tem
autoridade moral para, na Rio+20, defender novas propostas que garantam o
crescimento sustentável da produção mundial”, afirma a presidente da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia
Abreu.
Nesta segunda-feira (18/06), no Espaço AgroBrasil, no Píer
Mauá, a senadora Kátia Abreu detalhou o documento de posicionamento do
setor para a Rio+20, consolidado pela Confederação a partir de
contribuições obtidas em três grandes debates, que reuniram lideranças
rurais, técnicos, produtores, universidades e instituições do
agronegócio em março e abril deste ano.
A presidente da CNA
explica que, a partir da criação do índice global de desenvolvimento, os
países que produzem de forma sustentável poderão obter remunerações
mais adequadas para manejo e comercialização de seus produtos, premiando
os serviços ambientais gerados. “A idéia é dar viabilidade econômica ao
processo, inserindo socialmente maior número de produtores, para
permitir a superação da pobreza”, afirma. A erradicação da pobreza, um
dos temas centrais da Rio+20, depende, no caso das áreas rurais do
Brasil, de políticas que garantam o acesso a tecnologias, sementes,
crédito, capacitação e extensão rural, especialmente nas classes mais
pobres. “Aumentar a classe C no campo ajudará a produzir mais alimentos
e, paralelamente, a erradicar a pobreza”, afirma a senadora Kátia Abreu.
Tecnologia
e inovação, economia verde, trabalho decente e meio ambiente são os
temas que norteiam o documento apresentado, nesta segunda-feira, pela
CNA na Rio+20. Todos esses tópicos têm como pano de fundo o compromisso
dos produtores rurais com a ampliação da oferta de alimentos e a
preservação ambiental, que, no Brasil, é de 61% em todos os biomas. Ao
detalhar o documento elaborado pelo setor agropecuário, a senadora Kátia
Abreu ressalta que a expansão da agricultura brasileira não depende,
exclusivamente, da abertura de novas áreas e que, além de ter vegetação
nativa nas propriedades privadas, o Brasil possui, como diferencial, uma
extensa área de pastagens – 158,7 milhões de hectares –, além de áreas
degradadas que podem ser recuperadas. “Com o uso de tecnologia e a
recuperação de áreas degradadas, o Brasil poderá liberar até 70 milhões
de hectares, nos próximos anos, para produzir cerca de 400 milhões de
toneladas de grãos e fibras”, afirma.
Para a presidente da CNA,
também é tema prioritário no debate da Rio+20 a preservação dos recursos
hídricos. Neste sentido, defende a criação de um conceito mundial de
Áreas de Preservação Permanente (APPs) nas margens dos rios, proposta
que tem sido apresentada pela CNA, Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (EMBRAPA) e pela Agência Nacional de Águas (ANA) em fóruns
internacionais e que será tema de debate no Espaço AgroBrasil. Neste
sentido, a entidade propõe que os governos implementem ações de
saneamento básico urbano, de modo a evitar a poluição dos recursos
hídricos, garantindo assim a qualidade da água ao consumo e à produção
de alimentos.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Richa apresenta propostas do Paraná para o desenvolvimento sustentável
Richa destacou o programa Bioclima, lançado em abril e que estabelece uma série de medidas para a preservação dos recursos naturais do Estado, como uma iniciativa exemplar. “Hoje, temos que unir esforços. Foi o que fizemos no Paraná, que reuniu a sociedade civil, academia, empresários e governo em favor do desenvolvimento sustentável”, disse. “Estamos fazendo a nossa lição de casa”.
Richa afirmou que sua presença na Rio+20 não era para representar apenas o Governo do Estado e sim a Aliança Nosso Paraná Sustentável, que envolve diversos segmentos da sociedade. “Temos compromisso de atuar de forma integrada e em rede, buscando o desenvolvimento justo, inclusivo, sustentável e uma cultura de paz em todos os municípios do Paraná”, disse ele.
INICIATIVAS - O governador ressaltou que a Aliança está inspirada na Carta da Terra e alinhada com os Princípios do Pacto Global das Nações Unidas. De acordo com Richa as iniciativas paranaenses contemplam quatro segmentos: sócio-político-institucional; socioeconômico; sócio-cultural; e socioambiental e ecológico.
Richa detalhou cada um dos segmentos. No primeiro, estão previstas medidas como a instalação de um sistema de informações interativo georreferenciado, com dados de infraestrutura e serviços públicos de 36 municípios até 2013. Outra ação é a realização de 72 estudos básicos de desenvolvimento municipal até o final deste ano.
Com relação ao aspecto socioeconômico ele ressaltou o objetivo de trabalhar o desenvolvimento sustentável de agricultores familiares. “A meta é termos 210 negócios sustentáveis aprovados e financiados até 2015”, disse. Além disso, destacou a construção de 110 mil moradias de interesse social e a consolidação de uma Rede de Segurança Alimentar e Nutricional formada por 500 produtores orgânicos de 20 municípios e 100 mil pessoas atendidas até 2014.
Na questão social, uma das principais propostas é levar acesso a banda larga para 50 municípios até 2013 e realizar 100 mil atendimentos no Programa Família Paranaense nos próximos dois anos. Richa também disse que o governo tem como objetivo qualificar os servidores do Estado, formando 15 mil tecnólogos em Gestão Pública e mil pós-graduados no tema até 2014.
O último segmento, que trata das questões ambiental e ecológica, Richa afirmou que o governo trabalha no desenvolvimento de uma gestão participativa de solo e água em microbacias. “Nos próximos dois anos, 150 planos de ação deverão ser validados pela comunidade”, afirmou. Outra meta é o aumento de 63% para 72% do índice da população atendida com coleta e tratamento de esgoto no Estado até 2014.
BIOCLIMA - Richa explicou que a preservação ambiental é o foco do Programa Paraná Bioclima. Por isso, o Estado vai regulamentar a lei de Pagamento por Serviços Ambientais até o final deste ano, realizar o Inventário de Gases de Efeito Estufa e implantar o sistema de monitoramento de uso e cobertura da terra até 2014. O governo também vai institucionalizar a Política Estadual de Gestão de Riscos e Desastres Ambientais até 2015.
“Com estes compromissos, a Aliança Nosso Paraná Sustentável vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida e a sustentabilidade de nosso Estado. Estamos fazendo a nossa parte”, concluiu, lembrando que as iniciativas têm o reconhecimento, a parceria e o suporte do Programa de Cidades do Pacto Globa
domingo, 17 de junho de 2012
exeperts em clima encaminham sugestões na rio mais vinte
O Rio/Clima (Rio Climate Challenge), evento paralelo à Conferência
das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que reúne
especialistas em mudanças climáticas e meio ambiente de 14 países, vai
propor oito sugestões para os chefes de Estado e de Governo discutirem
nos próximos dias 20 a 22. O evento é uma iniciativa da Subcomissão
Rio+20 da Câmara dos Deputados, presidida por Alfredo Sirkis (PV-RJ).
Entre as propostas apresentadas está a transformação do conceito de Produto Interno Bruto (PIB), que hoje usa apenas a soma de bens e de serviços produzidos no país para medir a riqueza de uma nação. A ideia é que o conceito passe a englobar também variáveis ligadas ao desenvolvimento sustentável. “Não queremos criar um outro índice apenas para divertir as pessoas, queremos transformar o conceito de PIB que existe hoje”, disse Sirkis.
Também foi proposta a atribuição de um valor econômico aos serviços ambientais prestados pelos ecossistemas do planeta. Outra sugestão é que os governos e as instituições multilaterais façam investimentos pesados em energias limpas, na recuperação ambiental e na geração de empregos como saída para a atual crise econômica mundial.
Os especialistas propõem ainda que os sistemas tributários e de subsídios sejam modificados, de forma a penalizar o uso de combustíveis fósseis. Além disso, sugerem que haja uma reforma do sistema financeiro internacional para criar mecanismos capazes de atrair capital financeiro a economias produtivas de baixo carbono, isto é, que emitam poucos gases de efeito estufa.
Três propostas referem-se à governança dessas mudanças: a criação de uma medida unificada para dar transparência às metas de redução da emissão de gases de efeito estufa de cada país, incluindo a instituição de um “termômetro-símbolo” (que meça os gases), colocado bem visível nas ruas de cidades do mundo; o desenvolvimento de mecanismos internacionais para o clima, com regras e responsabilização internacional; e a ampliação da discussão sobre o clima para outros foros das Nações Unidas, como o Conselho de Segurança.
“Isso [texto com as sugestões] vai ser entregue às delegações e esperamos, junto com outras formas de pressão, conseguir que, de fato, exercer alguma influência nas negociações”, disse Sirkis.
O lançamento do documento do Rio/Clima foi feito no Espaço Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, que reúne exposições artísticas abertas ao público. Na manhã de hoje (17), uma fila gigantesca, que ia até a Praia de Ipanema, formou-se na frente na frente do local, com pessoas interessadas em participar.
Entre as propostas apresentadas está a transformação do conceito de Produto Interno Bruto (PIB), que hoje usa apenas a soma de bens e de serviços produzidos no país para medir a riqueza de uma nação. A ideia é que o conceito passe a englobar também variáveis ligadas ao desenvolvimento sustentável. “Não queremos criar um outro índice apenas para divertir as pessoas, queremos transformar o conceito de PIB que existe hoje”, disse Sirkis.
Também foi proposta a atribuição de um valor econômico aos serviços ambientais prestados pelos ecossistemas do planeta. Outra sugestão é que os governos e as instituições multilaterais façam investimentos pesados em energias limpas, na recuperação ambiental e na geração de empregos como saída para a atual crise econômica mundial.
Os especialistas propõem ainda que os sistemas tributários e de subsídios sejam modificados, de forma a penalizar o uso de combustíveis fósseis. Além disso, sugerem que haja uma reforma do sistema financeiro internacional para criar mecanismos capazes de atrair capital financeiro a economias produtivas de baixo carbono, isto é, que emitam poucos gases de efeito estufa.
Três propostas referem-se à governança dessas mudanças: a criação de uma medida unificada para dar transparência às metas de redução da emissão de gases de efeito estufa de cada país, incluindo a instituição de um “termômetro-símbolo” (que meça os gases), colocado bem visível nas ruas de cidades do mundo; o desenvolvimento de mecanismos internacionais para o clima, com regras e responsabilização internacional; e a ampliação da discussão sobre o clima para outros foros das Nações Unidas, como o Conselho de Segurança.
“Isso [texto com as sugestões] vai ser entregue às delegações e esperamos, junto com outras formas de pressão, conseguir que, de fato, exercer alguma influência nas negociações”, disse Sirkis.
O lançamento do documento do Rio/Clima foi feito no Espaço Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, que reúne exposições artísticas abertas ao público. Na manhã de hoje (17), uma fila gigantesca, que ia até a Praia de Ipanema, formou-se na frente na frente do local, com pessoas interessadas em participar.
empreendorismo na rio mais vinte
A Eco92 inaugurou uma agenda de sustentabilidade que vem se intensificando nas duas últimas décadas. Chegamos agora à Rio+20, com novos horizontes que apontam a necessidade de repensar os nossos modelos econômicos e de governança. Fortalecer o segmento do empreendedorismo social é fundamental para realizar as transformações sociais necessárias e inovar na forma de fazer negócios. Uma maneira que leve em consideração as questões socioambientais e a sustentabilidade, e que incentive todas as instituições.
Para catalisar este momento de transição, o Fórum de Empreendedorismo Social na Nova Economia é um espaço de disseminação de ideias e ações práticas que já estão contribuindo para um novo impulso na agenda da sustentabilidade e na emergência de uma economia mais inclusiva e consciente de que o planeta é finito. O Fórum acontece de 15 a 17 de junho, das 9 às 19h, no espaço Humanidade2012, no Forte de Copacabana, e é um evento paralelo à Rio+20. A participação é gratuita e as inscrições estão abertas no site www.empreendedorismosocial.org.br
Participam do Fórum líderes e empreendedores sociais de todo o mundo, investidores sociais, tomadores de decisão em setores governamentais e empresariais, acadêmicos, economistas, sociólogos, filósofos, gestores governamentais e o público interessado em empreendedorismo social.
Entre os objetivos do Fórum estão a apresentação e discussão de soluções criativas e inovadoras de empreendedorismo social para resolver os grandes problemas da humanidade, nas áreas social, ambiental, econômica e política, e a aprendizagem e disseminação do conhecimento para os empresários comprometidos com a mudança social. Já confirmaram presença no Fórum o teólogo Leonardo Boff, o filósofo e educador colombiano Bernardo Toro, o economista e autor do polêmico livro "Prosperidade sem Crescimento”, Tim Jackson, entre outros.
O Fórum de Empreendedorismo Social na Nova Economia é uma iniciativa de quatro instituições: a Fundación Avina, a Ashoka, a Skoll Foundation e Fundação Roberto Marinho.
Fundación Avina – Fundação latinoamericana que contribui para o desenvolvimento sustentável da região, incentivando alianças produtivas entre líderes sociais e empresariais com o apoio de outras instituições internacionais, e a implementação de estratégias nacionais e regionais.
Ashoka - Organização do setor cidadão, pioneira no campo do empreendedorismo social inovador. A ASHOKA prevê que cada um pode mudar o mundo, está presente em 70 países e já selecionou em torno de 3.000 fellows em todo o mundo.
Skoll Foundation - Sua missão é impulsionar a mudança em larga escala, investindo, conectando e celebrando os empreendedores sociais e os inovadores que auxiliem na resolução dos problemas mais prementes do mundo. A Fundação Skoll premiou 91 empreendedores sociais e 74 organizações nos cinco continentes e opera o Fórum Mundial Anual Skoll sobre Empreendedorismo Social.
Fundação Roberto Marinho - Mobiliza as pessoas e comunidades, por meio de comunicação, redes de colaboração e parcerias em torno de iniciativas educacionais que contribuam para melhorar a qualidade de vida da população.
O Fórum conta ainda com o apoio da Interamerican Foundation, Rockefeller Foundation e Instituto Arapyaú.
Sobre o Humanidade 2012 - O projeto Humanidade 2012 é uma iniciativa da FIESP, FIRJAN, Fundação Roberto Marinho, Senai-Rio, Senai-SP, Sesi-Rio, Sesi-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal. De 11 a 22 de junho, o projeto apresentará uma série de seminários e debates relacionados aos temas da Rio+20, além de uma exposição aberta ao público, concebida pela artista Bia Lessa, em uma área de quase sete mil metros quadrados no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro. O evento tem como objetivo engajar a sociedade na discussão sobre como aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento social e à conservação ambiental.
Lixo eletrônico pode ser reciclado no Paraná em Ação
Estudantes e uma organização não governamental
participam do Paraná em Ação, em Palotina, no Oeste do Estado, mostrando
aos visitantes como descartar equipamentos eletrônicos e outros tipos
de resíduos ou reciclar materiais. A feira de serviços gratuitos,
coordenada pela Secretaria de Relações com a Comunidade, começou
sexta-feira (15) e termina ao meio-dia deste domingo (17).
Os alunos do curso técnico de meio ambiente, da Escola Estadual Luiz Augusto Moraes Rego, fazem coleta de aparelhos ou peças eletrônicos que não são mais usados. Segundo a aluna Bruna Engelsing, esses equipamentos se tornam obsoletos muito rápido e as pessoas não sabem como descartá-los de forma adequada, sem prejudicar a natureza, “Existem muitos metais pesados que compõe esses equipamentos e poluem o meio ambiente”, completou a estudante.
Os estudantes de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná - Campus Palotina – fazem oficinas para ensinar a montar “mosquitéricas”. Com garrafas pet é possível construir uma espécie de “armadilha” para o mosquito da dengue, e assim diminuir a população do mosquito.
PILHAS – O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apresenta o trabalho da organização Fukoaka, que trabalha com a reciclagem ou recolhimento de pilhas, baterias de celular, bitucas de cigarro, óleo de fritura, medicamentos vencidos, lâmpadas, resíduos eletrônicos e reatores de luminárias. Segundo o coordenador da ong, Edson Sadão Imoto, que também faz parte da ouvidoria do IAP, a principal preocupação é com a água. “Temos que preservar o local onde as próximas gerações vão viver”.
SERVIÇOS – Os visitantes estão aproveitando o Paraná em Ação para usufruir os serviços oferecidos pelo Governo do Estado e prefeitura local, como confecção de documentos (RG, CPF e carteira de trabalho), exames de saúde, atendimentos na área jurídica, cadastro para os programas do governo e inscrição para casamento coletivo. “É a oportunidade de resgate da cidadania e inclusão social, onde o Estado vai ao encontro das pessoas”, disse o secretário de Relações com a Comunidade, Rene Pereira da Costa. Há também atividades de cultura e lazer.
Os alunos do curso técnico de meio ambiente, da Escola Estadual Luiz Augusto Moraes Rego, fazem coleta de aparelhos ou peças eletrônicos que não são mais usados. Segundo a aluna Bruna Engelsing, esses equipamentos se tornam obsoletos muito rápido e as pessoas não sabem como descartá-los de forma adequada, sem prejudicar a natureza, “Existem muitos metais pesados que compõe esses equipamentos e poluem o meio ambiente”, completou a estudante.
Os estudantes de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná - Campus Palotina – fazem oficinas para ensinar a montar “mosquitéricas”. Com garrafas pet é possível construir uma espécie de “armadilha” para o mosquito da dengue, e assim diminuir a população do mosquito.
PILHAS – O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apresenta o trabalho da organização Fukoaka, que trabalha com a reciclagem ou recolhimento de pilhas, baterias de celular, bitucas de cigarro, óleo de fritura, medicamentos vencidos, lâmpadas, resíduos eletrônicos e reatores de luminárias. Segundo o coordenador da ong, Edson Sadão Imoto, que também faz parte da ouvidoria do IAP, a principal preocupação é com a água. “Temos que preservar o local onde as próximas gerações vão viver”.
SERVIÇOS – Os visitantes estão aproveitando o Paraná em Ação para usufruir os serviços oferecidos pelo Governo do Estado e prefeitura local, como confecção de documentos (RG, CPF e carteira de trabalho), exames de saúde, atendimentos na área jurídica, cadastro para os programas do governo e inscrição para casamento coletivo. “É a oportunidade de resgate da cidadania e inclusão social, onde o Estado vai ao encontro das pessoas”, disse o secretário de Relações com a Comunidade, Rene Pereira da Costa. Há também atividades de cultura e lazer.
TCE colabora com o meio ambiente com reciclagem de resíduos sólidos
Lixeiras de coleta seletiva implantadas nos prédios do TCE-MTDesde
2010, o Tribunal de Contas de Mato Grosso vem desenvolvendo projetos
para conscientizar os servidores quanto à reciclagem de resíduos
sólidos. Ações como o uso de bloquinhos de anotações com papel
reutilizado; recolhimento de plásticos e metais; coleta de vidros de
amamentação e implantação de lixeiras para descarte seletivo fazem parte
da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P). O objetivo da A3P é
sensibilizar os gestores públicos para as questões ambientais e revisar
os padrões de produção e consumo, assim como adotar novos referenciais
em busca da sensibilidade socioambiental.
Para isso, o TCE-MT faz parte do Projeto “Vale-Luz”, onde são
disponibilizadas Bags no subsolo e na entrada dos prédios para depósito
de plásticos e metais. Em 2012, já foram arrecadados 152 Kg de plásticos
e 6 Kg de metais. Os resíduos são recolhidos e convertidos em vale-luz,
pois o valor arrecadado com a reciclagem é repassado à Creche Boa
Vontade (local escolhido pelos servidores da instituição através de
votação via internet), que abate o dinheiro em sua conta de energia. No
ano passado, foram coletados no período de novembro de 2010 a dezembro
de 2011, 752 Kg de plásticos e 61 Kg de alumínio, totalizando R$ 458,35.
Outra iniciativa é o recolhimento de vidros, que são encaminhados para a
Sede do Projeto Via Láctea em Cuiabá e são utilizados para o
armazenamento do leite materno. As embalagens devem ser somente de vidro
com tampas plásticas, para evitar a contaminação. Recipientes de
maionese, Nescafé, chá-mate e sucos são exemplos que podem ser doados.
De acordo com a colaboradora do Núcleo de Qualidade de Vida do TCE-MT,
Conceição Piva a atitude é significativa “além de ajudar a
sustentabilidade, o material tem um ótimo destino”, afirmou.
Além dessas parcerias, o TCE-MT também colabora com o meio ambiente
através da produção de blocos de anotações feitos com papéis A4. O
material é recolhido em depósitos específicos localizados em cada um dos
setores e distribuídos em toda a sede administrativa e em parte do
Edifício Marechal Rondon. Para a produção, que é feita na própria
entidade, é preciso que um lado da folha A4 esteja em branco. E, após
utilizado para anotações, o espiral e as capas ilustrada e plastificada
dos blocos são devolvidas para reaproveitamento em novos produtos.
Há cerca de um mês, também foram implantadas lixeiras de coleta
seletiva em todos os prédios do Tribunal de Contas de Mato Grosso.
Segundo Conceição, a medida foi realizada a partir de um estudo “foi
feito um levantamento no TCE, em parceria com a Universidade Federal de
Mato Grosso e uma das propostas para o meio ambiente, foi a
implementação das lixeiras”, disse.
Todas as ações para melhorias e conscientização ambiental nas
atividades rotineiras dos servidores partem do Núcleo de Qualidade de
Vida do TCE-MT, criado em 2010. O setor ainda conta com a participação
de servidores “multiplicadores” nas salas, que orientam e auxiliam sobre
as medidas que podem ser tomadas para melhorias no planeta.
aumenta a reciclagem de pet
O Brasil mantém a sua posição entre os líderes
da reciclagem de PET no mundo. Em 2011, o País deu a destinação correta a
294 mil toneladas de embalagens de PET pós-consumo, o que representa
57,1% das embalagens descartadas pelo consumidor. Os números do 8.º
Censo da Reciclagem do PET no Brasil, divulgados nesta segunda-feira
(11) pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), às
vésperas da Rio + 20, também trazem outros dados animadores.
O volume total reciclado em 2011 corresponde a um aumento de 4,25% em relação às 282 mil toneladas recicladas em 2010. Esse índice é mais do que o dobro do crescimento registrado na produção de novas embalagens, que mesmo enfrentando a crise mundial, foi de 2% em 2011. Atualmente, com faturamento de R$ 1,2 bilhão, a reciclagem responde por mais de um terço de todo o faturamento da indústria do PET no Brasil.
“Isso mostra que, apesar das dificuldades em relação à coleta seletiva, o trabalho da indústria, no sentido de gerar demanda para o PET reciclado, contribui fortemente para o desenvolvimento da atividade”, afirma o presidente da Abipet, Auri Marçon. “Além disso, coletamos, reciclamos e aplicamos o material reciclado em nosso próprio território. Não exportamos as embalagens pós-consumo, como fazem algumas nações desenvolvidas, que têm bons sistemas de coleta, mas enviam seus resíduos sólidos urbanos para serem reciclados em países em desenvolvimento”, afirma.
O mercado têxtil continua sendo o principal destino de todo do PET reciclado no Brasil. O setor responde pelo uso de aproximadamente 40% de todo o material. O segundo lugar, com 18% cada um, é dividido entre os setores de embalagens e o de aplicações químicas. “A indústria têxtil continua sendo a grande aposta, mas nos chama a atenção o fantástico crescimento da utilização do PET reciclado na fabricação de uma outra embalagem, o chamado bottle-to-bottle, que teve vários projetos lançados nos últimos dois anos”, destaca Marçon.
O potencial de todos esses mercados é confirmado pelos 409 recicladores entrevistados. Desses, 42% afirmam que o setor têxtil continuará apresentando o maior crescimento na utilização do PET reciclado. Para outros 33%, as embalagens de alimentos representam o segmento mais promissor para a reciclagem do PET. A novidade é que 8% desses recicladores acreditam que as aplicações técnicas para o mercado automotivo ganharão destaque nos próximos anos.
Os detalhes serão apresentados durante a I Conferência Internacional da Indústria do PET, que será realizada no Hotel Renaissance, em São Paulo, entre 11 e 12 de junho.
O volume total reciclado em 2011 corresponde a um aumento de 4,25% em relação às 282 mil toneladas recicladas em 2010. Esse índice é mais do que o dobro do crescimento registrado na produção de novas embalagens, que mesmo enfrentando a crise mundial, foi de 2% em 2011. Atualmente, com faturamento de R$ 1,2 bilhão, a reciclagem responde por mais de um terço de todo o faturamento da indústria do PET no Brasil.
“Isso mostra que, apesar das dificuldades em relação à coleta seletiva, o trabalho da indústria, no sentido de gerar demanda para o PET reciclado, contribui fortemente para o desenvolvimento da atividade”, afirma o presidente da Abipet, Auri Marçon. “Além disso, coletamos, reciclamos e aplicamos o material reciclado em nosso próprio território. Não exportamos as embalagens pós-consumo, como fazem algumas nações desenvolvidas, que têm bons sistemas de coleta, mas enviam seus resíduos sólidos urbanos para serem reciclados em países em desenvolvimento”, afirma.
O mercado têxtil continua sendo o principal destino de todo do PET reciclado no Brasil. O setor responde pelo uso de aproximadamente 40% de todo o material. O segundo lugar, com 18% cada um, é dividido entre os setores de embalagens e o de aplicações químicas. “A indústria têxtil continua sendo a grande aposta, mas nos chama a atenção o fantástico crescimento da utilização do PET reciclado na fabricação de uma outra embalagem, o chamado bottle-to-bottle, que teve vários projetos lançados nos últimos dois anos”, destaca Marçon.
O potencial de todos esses mercados é confirmado pelos 409 recicladores entrevistados. Desses, 42% afirmam que o setor têxtil continuará apresentando o maior crescimento na utilização do PET reciclado. Para outros 33%, as embalagens de alimentos representam o segmento mais promissor para a reciclagem do PET. A novidade é que 8% desses recicladores acreditam que as aplicações técnicas para o mercado automotivo ganharão destaque nos próximos anos.
Os detalhes serão apresentados durante a I Conferência Internacional da Indústria do PET, que será realizada no Hotel Renaissance, em São Paulo, entre 11 e 12 de junho.
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